sábado, 30 de maio de 2009

Vida universitária, custos do estudo e exclusão social

>

Por Robson Fernando*
para o Acerto de Contas

Feliz é aquela pessoa de baixa renda que, beneficiada ou não por cota social, passa no vestibular de uma universidade pública. Imagina estar tendo uma oportunidade louvável de ascender na vida, intelectual e profissionalmente. Seus sonhos de ser uma pessoa mais influente e próspera graças à graduação e às futuras pós-graduações fervem com as perspectivas de como será a vida na universidade, como serão as batalhas de cada prova e trabalho pelas disciplinas. Quando entra, no entanto, encara exigências financeiras acima do razoável que comprometem seu sonho d e ser um graduado vindo de classe social pobre.

Primeiro, lida com a necessidade de comprar seu material de estudo, tendo que investir considerável quantidade de dinheiro em xerox e/ou livros inteiros, algo que muitas vezes vai além de suas capacidades financeiras. Segundo, o uso frequente de lan-houses para contatos acadêmicos, estudos por arquivos eletrônicos e redação de trabalhos também lhe custa caro ao longo dos anos de ensino superior. E, terceiro, irá encarar no(s) último(s) semestre(s) de seu curso a necessidade de gastar uma quantia muito alta para a impressão e encadernação de múltiplas cópias de uma monografia a demandar considerável espessura de papel.

Tamanha onerosidade financeira torna-se um obstáculo fortíssimo para as pretensões de estudo dos mais pobres e assim dá ao ensino superior brasileiro, mesmo em instituições públicas, um caráter de atividade socialmente excludente. Apenas quem tem uma renda familiar razoável ou acima do razoável terá acesso amplo a um bom estudo numa universidade, ainda que pública e sem mensalidades. Para pessoas pobres e miseráveis, torna-se proibitivamente difícil alcançar a formatura com um histórico acadêmico impecável e estudo complementar excelente.

Desde os primeiros dias de aula, o estudante universitário já tem que começar a despender bastante dinheiro. Seja por fotocópias bibliográficas ou livros inteiros, os custos do estudo nunca são insignificantes.

Alguns cursos de ciências humanas ainda exigem menos investimento, uma vez que requerem majoritariamente trechos de livros para o conteúdo das disciplinas ser estudado – pelo menos até a polícia interditar em nome dos direitos autorais as copiadoras disponíveis –, mas os gastos com xerox, mesmo nestes, nunca são poucos. É comum que alguém tenha que desembolsar 10 reais numa única semana para obtenção de uma parte do material didático. Somando-se cópias atrás de cópias, um semestre de um curso como História ou Ciências Sociais poderá exigir, para dizer o mínimo, em torno de 100 reais, quantia que faz muita diferença para pessoas de renda muito baixa.

A realidade em cursos como Direito, Medicina e Engenharias é ainda pior, uma vez que estes costumam requerer com bastante frequência a compra de livros inteiros, grossos e caros. É frequente ver um aluno investindo entre 100 e 200 reais num único livro, que muitas vezes serve para uma única disciplina específica. Se cursos que exigem conteúdo bibliográfico menos pesado já oneram bastante o bolso do estudante pobre, aqueles que tornam indispensável a aquisição de bibliografia cara fazem-se socialmente proibitivos, incompatíveis com as condições de universitários de condição humilde.

Em teoria, há a solução de a pessoa se “confinar” numa biblioteca – ou nela pedir empréstimos de livros – e nela pôr os estudos em dia. É, contudo, uma alternativa limitada, uma vez que bibliotecas universitárias costumam guardar poucos exemplares, se não apenas um, de um determinado livro e hoje não teriam condições de atender a uma demanda massiva de alunos que precisassem ler determinada obra sob exigência do professor e não pudessem comprar livros inteiros ou em trecho. Estudantes pobres podem sim recorrer à biblioteca, mas não em números significativos, detalhe que agrava a exclusão social universitária.

E não é só com conteúdo de livros que o estudante precisa lidar em sua vida acadêmica. Muitas vezes deve-se recorrer a material online, como artigos e e-books. Sendo o computador pessoal com internet de banda larga ainda uma meta de compra difícil de ser atingida por determinada porcentagem da população brasileira, recorre-se às lan-houses – ou, mais raramente, ao computador de amigos, colegas de turma ou parentes.

A lan-house, ainda mais que as xerox, demanda muita despesa. Alguém que precisar usar um computador 3 horas por dia em todos os dias de uma semana para estudo gastará entre 21 e 52,5 reais (considerando o preço da hora de R$1 a 2,50) em apenas sete dias. É um desembolso enorme para quem vive com renda familiar de menos de mil reais por mês, mesmo que use a lan-house em menos dias por semana. Pior será se o estudante quiser imprimir o conteúdo eletrônico: os custos da impressão em preto-e-branco variam entre 15 centavos (em raros locais) e um real por página.

E ainda não falei de estudos complementares, que visam não o atendimento à exigência das disciplinas, mas o enriquecimento intelectual e profissional do discente. Estes requererão invariavelmente a compra de livros inteiros e a leitura de um bom número de artigos e Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs), cuja maioria está disponível somente na internet. Investimentos em dinheiro serão ainda mais altos do que o cumprimento do estudo curricular.

O uso de bibliotecas universitárias ou públicas para estudo complementar é uma alternativa gratuita, embora seja bastante limitada em termos de disponibilidade de tempo livre em comparação à possibilidade de ler livros em casa e possa aumentar os gastos com transporte coletivo.

Sendo assim, um estudante pobre enfrenta sérias complicações financeiras até mesmo para manter os estudos exigidos pelos professores e sua edificação intelectual por leituras adicionais é ainda mais difícil. A vida universitária, mesmo em universidades públicas e bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior, faz-se cara para os padrões das classes sociais mais baixas, além de certamente limitada.

Pode-se pensar na possibilidade de a pessoa trabalhar enquanto estuda para custear os investimentos acadêmicos, mas esta também é uma hipótese marcada por limitações. Grande parte dos cursos não se faz conciliável com a maior parte dos empregos. Muitos não têm disponibilidade à noite e vários são de horário integral (turno duplo). Trabalhos de meio expediente não são fáceis de se encontrar e costumam ser mal remunerados.

E ainda por cima, mesmo quando se consegue uma conciliação de cargas horárias entre trabalho e estudo, o emprego pode se chocar contra a ocasional exigência de estágio obrigatório. Alguns cursos fazem-se menos viáveis para quem trabalha do que outros, frustrando certas ambições, como a de alguém que quer estudar Jornalismo à tarde ou Medicina em turno integral.

O aluno pobre que, apesar de tudo, consegue resistir ao verdadeiro enduro financeiro de conciliar o orçamento restrito com os vários anos de estudos na base do sacrifício, de empréstimos e de favores ainda terá que lidar com mais uma barreira: a conclusão do curso, que exigirá despesas ainda mais pesadas. Me refiro à monografia que vários cursos pedem como TCC.

A impressão de múltiplas cópias do maior e mais pesado trabalho da graduação – podendo ser cinco, seis ou até mais, dependendo da instituição, se forem contados os exemplares da versão pré-defesa a ser entregue à banca examinadora e os da final corrigida a ser entregue ao orientador e à instituição – requererá uma absurda quantidade de folhas a serem impressas – podendo somar (não no máximo) 600 em todas as cópias, incluindo muitas páginas coloridas, a depender da espessura da monografia. Reiterando-se a carestia de se imprimir em lan-houses ou gráficas e adicionando os custos das encadernações, ora em espiral ora em brochura, não é difícil que alguém tenha que investir em torno de 200 reais em todo o processo.

Muitos estudantes conseguem custear a impressão da monografia graças a bolsas de pesquisa, que, entretanto, não são livremente disponíveis para a comunidade universitária – novamente entra a questão de haver limitações. Muitas bolsas requerem um histórico acadêmico livre de reprovações. Considerando que muitos estudantes pobres trabalham e para alguns outros, desempregados, as condições financeiras são tão precárias que comprometem a suficiência do estudo, é esperado que a pobreza ou a falta de tempo aumentem as taxas de reprovação entre essas pessoas e, assim, a bolsa de pesquisa seja algo para poucos.

Essa realidade dispendiosa da vida acadêmica no Brasil reafirma que, mesmo com cotas sociais e bolsas do Prouni, o ensino superior continua socialmente excludente. Mesmo que entrar na universidade tenha se tornado mais provável para pessoas de baixa renda, permanecer nela e concluir o curso pretendido continuam algo passível de muita dificuldade, se não proibitivo. Contudo, essa questão não vem sendo trabalhada nas políticas públicas governamentais.

É francamente necessário que os esforços políticos de inclusão social dirijam o foco também ao problema do custo dos estudos universitários, o qual é alto para os padrões e possibilidades das classes mais pobres.

Várias soluções fazem-se viáveis e necessárias para acabar com todos os mecanismos de exclusão social no ensino superior, incluindo-se: custeio da impressão da monografia de alunos de baixa renda sem bolsa pela própria instituição, o oferecimento de um benefício Bolsa-Livro, linhas de crédito para computadores pessoais de qualidade, diminuição dos custos da internet residencial de banda larga, subsídios para insumos da indústria livreira, construção de mais bibliotecas públicas e expansão das universitárias incluindo aquisição de mais exemplares para cada livro.

Tais iniciativas devem ser incluídas na política pública de universalização da educação, para que não haja mais uma realidade acadêmica financeiramente adversa aos alunos mais humildes.

Robson Fernando é articulista independente e graduando em Ciências Sociais pela UFPE

Fonte: Acerto de contas

DEBATE UNILATERAL – A internet na Eleição presidencial de 2010

>

>

Ano de eleição é sempre a mesma coisa!Temos que ficar de olho no jornal nacional para saber em quem votar, ler muita Folha de São Paulo para ver quem está ganhando (porque eu não quero jogar meu voto fora) e vamos ouvir ótimas anedotas sobre como é chato o horário político interromper nossa programação favorita na tv!!!

Não, né, galera.

A próxima eleição não é em 1994.

As coisas mudaram. Pra caralho.

Todo mundo sabe que se você quer “se informar”, o último lugar que vc procura é o Jornal Nacional.

Ninguém se importa com “o horário político interrompendo nossa programação favorita na tv” porque a Tv já é uma chatice pra começo de conversa, e tanto faz se interromperem essa programação horrível ou não.

E não é preciso ser o inventor da bala chita de uva pra saber que o campo de batalha dos candidatos em 2010 será a internet.

Mas você sabe como a internet vai ser usada nas eleições do ano que vem?

Os redatores do Quanto Tempo Dura somados ainda não são tão gordos quanto a Mãe Dinah, mas de internet nós entendemos, portanto permita-nos explicar uma coisinha bem simples:

Nem tudo é o que parece na internet!


O governador José Serra e sua base de apoio, ou seja, a direita maluca brasileira, tem em sua folha de pagamentos pequenas empresas que produzem “Conteúdo para internet”

O que pouca gente sabe é que este “conteúdo para internet” não são só sites, emails, etc.

São comentários em sites, destinados a falar bem do Serra, de doidões da direita como Gilmar Mendes, etc e mal do Lula, Dilma e similares

São força tarefas para mudar o resultado de enquetes em grandes portais, favorecendo candidatos e conceitos de direita

O que queremos dizer é que, quando você está vendo o vídeo do José Serra e os Porquinhos e esbarra com um comentário desses aqui:

Malditos VERMELHOS, editam o vídeo para destruir a imagem da pessoa ÍNTEGRA do José Serra! Aqui não é PT não seus babacas!

Isso não é uma pessoa de verdade: isso é um funcionário de uma empresa que presta serviço para o Serra e que tem como função postar esse tipo de comentário

Qualé, até o maior PSDBista do mundo não teria coragem de dizer que o José Serra é uma “pessoa ÍNTEGRA”

(E todo mundo sabe que o vídeo na íntegra do José Serra e os Porquinhos mostra exatamente o mesmo que a versão editada: que o Serra ou tava drogado ou que tava fazendo a pior piada do mundo, com a pior presença de palco do universo)

Do mesmo jeito, quando você vê alguma notícia sobre o SUS em algum grande portal e lê um comentário logo abaixo dizendo

O SUS É UMA FARSA! EU SEI PORQUE EU TRABALHO LÁ

Mais uma vez, isso não é uma pessoa de verdade, é só um moleque que trabalha numa empresa e ganha 1500 por mês pra ficar espalhando esse tipo de propaganda de direita pela internet afora.

(ainda mais porque se o cara falar que ele trabalha LA NO SUS… tipo o SUS é um predinho? Pelo amor de Deus… e sim, eu vi esse comentário maluco por aí, mas esqueci onde.)

Tem provas disso?

Ainda não

Mas antes de mais nada, atente para  o fato de que o twitter do José Serra tem mais de 3.000 seguidores. Confira quem são esses seguidores, e você vai notar que muitos são perfis falsos criados unicamente para seguir o Twitter do Serra, e falar que “ta bombando!”

Claro que pode ter um doidão por aí que diga que “José Serra é uma pessoa ÍNTEGRA” sem ganhar um centavo por isso. Maluco tem pra todo lado. Aqui perto de casa tem um cara que faz polichinelos no sinal de trânsito todo dia às 9 da manhã usando um short adidas de 1985 (aquele com listras laterais e elastico solto) sem camisa e ouvindo walkman. Pro cara ainda usar walkman em pleno 2009 ele tem que estar bem doido.

Mas por outro lado, preste atenção nos grandes portais como quando, no minuto que uma notícia sobre Lula ou Serra é postada, VOAM para os comentários várias opiniões positivas para o Serra e ofensivas para o Lula

E, em contrapartida, coloca o Lula e o Serra no meio da rua e observe os resultados. O Lula é idolatrado pela população, enquanto o Serra é capaz de levar pedrada

E mais, observe algum vídeo ou notícia de verdadeiro interesse popular, em que a voz do povo, que atualmente quer encher a direita de porrada, anula totalmente os comentários mais autoritários e malucos e defende os valores bacanas (e sim, o Quanto Tempo Dura coloca “mandar o Gilmar Mendes tomar no cu” na lista de “valores bacanas”)

Isso é a situação atual. E na eleição, como vai ser?

Vai ser muito pior.

O Serra vai gastar os tubos pagando empresas pra floodar a internet com comentários positivos a seu respeito. E negativos quanto à Dilma.

Eu não faço a menor idéia de como a legislação eleitoral vai tratar isso. Mas na minha opinião, isso é fraude.

E acredito que se essa história vazar pra população, vai pegar bem mal.

Mas ó, não acho que isso vá fazer muita diferença, afinal. Quem é que lê comentários de site e se importa com isso? Só a gente, que é cabeça quente e preocupado mesmo.

Afinal…

O que o Quanto Tempo Dura acha importante lembrar é que não é porque você viu um comentário de leitor em um portal dos jornalões defendendo a ditadura que isso significa que existe um “movimento organizado para um novo golpe militar”.

Nem porque uma notícia no site da veja tem 50 comentários chamando o Lula de apedeuta e petralha, significa que existam 50 pessoas efetivamente tão malucas assim.

São só uns 3 ou 4 moleques que ganham uns 1500 por mês pra fazer isso. Eles não querem fazer mal pra ninguém, mas tem que ganhar a vida.

>

Fonte: Quanto tempo dura

Lula, os pobres e os negros

>

Enquanto os intelectuais falam em questões eleitorais complexas, como o pré-sal e a reforma política, o povão se liga em coisas muito mais concretas, como o medo que alguns políticos têm de abraçar pobres e negros.

O presidente Lula tocou neste assunto hoje, no Rio:

29/05/09 

Em ato do PAC, Lula diz que é preciso não mais eleger 'vigaristas'. Presidente disse que é preciso eleger quem tem compromisso com povo. Presente ao evento, Dilma Rousseff agradeceu solidariedade do público.

Alba Valéria Mendonça
 Do G1, no Rio 

O presidente Luiz Inácio Lula da SIlva disse nesta sexta-feira (29), na comunidade de Manguinhos, na zona norte do Rio, que o país pode ser "diferente" se a população aprender a "não eleger mais vigaristas".

Estamos mostrando que esse país pode ser diferente se a gente aprender a não eleger mais vigaristas. Se a gente aprender a eleger pessoas que tenham compromisso com o povo, que não tenham medo de abraçar um pobre, um negro", disse Lula, que visitou obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no subúrbio do Rio.

Campanha

Bastante aplaudido durante o discurso, Lula brincou com o público presente ao afirmar que não é ele quem fala em campanha nos eventos, mas o povo.

“Depois vão dizer que eu falei em campanha. O Lula não falou em campanha, vocês é que falaram esse nome aí”, disse Lula, após ser saudado com gritos de “fica, fica, fica” ao anunciar que só voltará à comunidade em dezembro de 2010, quando, segundo ele, entregará o mandato a outra pessoa.

Aos gritos pedindo a permanência do presidente, misturaram-se outros saudando a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que retomou sua agenda de eventos públicos após ter sido internada na semana passada com dores em decorrência do tratamento de câncer linfático.

>

Fonte: Viomundo

José Serra Arrasa Ensino em São Paulo

>

A edição de Abril da revista Caros Amigos traz duas matérias sobre as péssimas condições do ensino no Estado de São Paulo: um artigo da jornalista Marilene Felinto, que analisa as medidas desastrosas do governo José Serra para a rede pública estadual, e uma reportagem de Beatryz Rey com professores temporários e eventuais, que vivem em situação precária e são vítimas do caos existente nas escolas de ensino fundamental e médio. As matérias da Caros Amigos abordam questões que boa parte da grande imprensa tem ignorado – principalmente porque evitam críticas aos governos do PSDB. Leia CAROS AMIGOS, já nas bancas de todo o país.
>
Fonte: Tribuna Petista

Lula visita obra do PAC em Manguinhos e é ovacionado

>
Presidente estava em companhia da ministra Dilma Rousseff, de volta à agenda após licença médica

Da Redação

Roosewelt Pinheiro/ABR
Lula é ovacionado em visita a obra do PAC


De volta à agenda de eventos públicos após ter sido internada com dores crônicas nas pernas, por conta de seu tratamento contra um câncer linfático, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, acompanhou o presidente Lula nesta sexta-feira (29) em obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em Manguinhos, subúrbio do Rio de Janeiro.

Na ocasião, Lula ironizou dizendo que não fala em campanha, sendo o povo quem levanta a pauta. O presidente foi ovacionado pelo público presente, pedindo para que "ficasse" quando disse que voltaria à comunidade apenas em 2010, quando entrega o cargo.

Dilma Rousseff, potencial candidata nas próximas eleições, foi igualmente saudada pelos presentes. Lula, perante ovações, e ao escutar o coro "fica, fica, fica..." emendou: "Espero que a profecia que diz que a voz do povo é a voz de Deus esteja correta nesse momento".

Absolvição
Em 14 de maio último, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desconsiderou a acusação direcionada a Lula e Dilma pela bancada oposicionista de fazerem campanha antecipada. O fato deu-se em 10 e 11 de fevereiro, no Encontro Nacional de Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília.

Discurso
Dilma Rousseff pronunciou-se antes do presidente, falando sobre o PAC e agradecendo a solidariedade de todos por conta de seu quadro clínico.

Em sua fala, Lula disse que não era difícil governar para os menos favorecidos, pois se faz muito, com poucos recursos. O presidente novamente afirmou que, quem não gosta de ouvir reclamação, não deve se candidatar.

PAC Manguinhos
Sobre Manguinhos, o presidente Lula disse que pretende extinguir a palavra "favela" do vocabulário local, incorporando o termo "bairro".

>

Fonte: Diário de Guarulhos

ADRIANO, O LÚCIDO

>


Adriano: louco e viciado por criticar o modelo de sucesso da mídia? Foto: Reuters
Adriano: louco e viciado por criticar o modelo de sucesso da mídia? 
Foto: Reuters

Adriano, pela etimologia significa: “O que possui pele morena”. Pela história, associamos tal nome ao imperador que governou Roma entre 117 e 138. No Brasil, hoje, Adriano é um jogador de futebol que gerou espanto.

Nos últimos dias um assunto extravasou do noticiário esportivo para a primeira página dos jornais e a chamada de abertura dos telejornais. Adriano, centroavante brasileiro de 27 anos, atleta com contrato milionário com a Internazionale de Milão, após três dias sumido, foi localizado na favela carioca de Vila Cruzeiro.

Quatro dias depois do sumiço, convocou uma coletiva à imprensa e afirmou que não encontrava mais motivação no futebol e que iria interromper suas atividades futebolísticas. Na entrevista, falando com calma e lucidez visíveis, declarou que fora negociado com o futebol europeu aos 19 anos de idade, que a fama e o dinheiro vieram muito rápido, causando um choque, que se sentia só no meio do futebol e dos famosos e que se sente mais feliz na favela onde nasceu e foi criado.

Sexta-feira santa! Uma procissão veio a público recriminá-lo, diagnosticá-lo como doente e recomendar seu tratamento: “o prefeito de joelhos, o bispo de olhos vermelhos, e o banqueiro com um milhão”, diria Chico. Zagalo – visivelmente gagá – disse que Adriano precisava de tratamento, opinião endossada, com o bom humor de sempre, por Murici Ramalho. Parreira começou bem, falando da solidão em que pode se encontrar um jogador nessas condições, para emendar de forma catastrófica dizendo que por isso o sujeito caminhava para a bebida, as drogas e os falsos amigos. Pelé, com a sapiência que lhe é peculiar vaticinou: “isso depõe contra o país”, e viva Romário, que já dizia: “Pelé calado é um poeta”! Uma alma lúcida parece ter iluminado o treinador da Inter, José Mourinho, que afirmou: “é perfeito se você perde o jogador e reencontra o homem”.

Por que as declarações de Adriano incomodaram tanto? Sigo algumas pistas.

Vivemos numa época em que às classes dominantes interessa vender a ilusão de que há saída – individual – para a condição proletária em nosso país (miséria, vida na favela, precarização do trabalho e desemprego estrutural). Uma saída materializada no empreendedorismo, no estímulo à (re)qualificação profissional dos “pobres”, através das ONGs e dos poucos braços de políticas públicas focalizadas, que despertam a vocação para a música ou os esportes (carnaval, funk, rap e futebol ou basquetebol, tanto faz), e exemplificada pelo sucesso de alguns poucos cantores de pagode e jogadores de futebol. Quando um “ídolo” desfaz, com lucidez, o mito, é preciso patologizá-lo: está doente, depressivo, alcoólatra, viciado, etc.

Num momento em que a favela é oficialmente associada ao crime e seus moradores divididos, pelo discurso oficial, entre traficantes e coniventes/candidatos com o/ao tráfico, um exemplo de “sucesso” como Adriano afirmar de público que prefere a Vila Cruzeiro à Milão é extremamente perigoso. Trata-se de uma clara defesa da sociabilidade comunitária construída pela classe trabalhadora na favela, em contraposição ao simulacro de vida burguesa ao qual meia dúzia de pobres “afortunados” (pelo talento ou pela sorte) teve acesso quando elevados à categoria de “ídolos”. E desmascarar fantasias é algo extremamente perigoso. Clínica nele!

Os paparazzi já se cansaram de nos mostrar que Adriano é chegado a uma cerveja e já tomou alguns porres. Como eu e como muitos(as) de vocês que estão lendo este texto. O interessante é perceber que, para explicar sua opção pelo abandono do futebol, de Milão, e da fama, busquem justificativa nas drogas (não no álcool, droga legal, mas nas ilegais) e na sua suposta associação com traficantes. Aliás, estranho é que não questionem porque ele, Kaká, Ronaldinho, e tantos outros, tenham saído daqui tão magrinhos e hoje apresentem um físico tão “bombado”. Drogas? O problema são as vendidas na favela.

Sou flamenguista, única declaração de fé que faço sem maior vacilação. Assisti ao despontar de Adriano, como jogador de futebol, das arquibancadas do Maracanã. Xinguei aqueles ladrões travestidos de “dirigentes” que, de seus postos na Gávea, venderam aquela “promessa” entre tantas outras, como mercadoria que são, para o futebol europeu.

E é como torcedor e como homem (no sentido genérico de um ser social que busca se encontrar com sua humanidade) que me sinto feliz ao ouvir a entrevista de Adriano, que não se conformou com a fama, o sucesso, a riqueza, e busca, sabe-se lá onde – talvez em Vila Cruzeiro – a felicidade. Sejamos todos como Adriano, o lúcido!

(*) Marcelo Badaró Mattos é professor de História.
>
Fonte: Fazendo Media

Boa educação

>
pau_no_cu.jpg
pau_no_cu2.jpg

Em discurso de improviso, ontem, em evento de lançamento do primeiro Plano Nacional de Formação de Professores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que, com a implementação desse plano e a consequente melhoria na formação dos profissionais de educação, não haverá mais no país mapas com dois Paraguais e alguém tentando fazer incorretamente educação sexual por meio de um livro.

Neste ano, a Secretaria da Educação de São Paulo recolheu o livro didático que trazia erros no mapa da América do Sul e havia enviado a alunos de terceira série um livro com palavrões e conotação sexual.

Secretário de Serra admite falhas em processo de escolha de livros.

Nas últimas semanas, reportagens da Folha mostraram que, dos 818 títulos distribuídos para alunos da rede estadual de ensino na faixa dos nove anos, dois tinham linguagem inadequada: um livro em quadrinhos trazia palavrões e outro, um poema com ironias do tipo “nunca ame ninguém. Estupre”. ( quanta precisão nas contas. A seriedade da Folha é a toda prova. Nada a ver com aqueles jornais que dizem, por exemplo, “donos de carros de luxo recebem Bolsa-família” mesmo sendo dois gatos pingados, em milhões)

O Secretário Paulo Renato vai criar uma comissão para ler os livros antes de serem distribuídos às crianças. Uma boa ideia. Extraordinária!

Não tinha pensado. Vão avaliar se um livro pode ser lido por crianças, ANTES dá criança receber o livro. Talvez até avaliem antes de comprar o livro. Puxa, quanta luz.

Nada como uma experiencia acumulada de 14 anos governando o Estado e praticando a modernização e a eficiência do serviço público.

Cuidando da gente

Luiz Favre

Fonte Folha SP

Esta é demais: Foram perguntar para desabrigados pelas enchentes no Maranhão o que pensam de Lula e Dilma

>
http://3.bp.blogspot.com/_UreWL-QWcxQ/SfQ_SY3_cqI/AAAAAAAAAq8/rRtcudv0T9g/s400/enchente_bacabal_rio_mearim_06.jpg

Desabrigados ainda reverenciam Lula, mas ignoram Dilma

ALESSANDRA CORRÊA  da enviada especial da BBC Brasil a Bacabal e Trizidela do Vale (MA) - Folha Online

Apesar de estarem há quase dois meses sem ter onde morar por causa das enchentes, os desabrigados do Vale do Mearim, no Maranhão, mantêm aparentemente intacto o seu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Quase todos os cerca de 20 entrevistados pela BBC Brasil na região disseram que votariam de novo no presidente, mas poucos já ouviram falar na ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que está sendo preparada por Lula para concorrer à Presidência em 2010.

Expulsos de suas casas pelas chuvas e muitos deles obrigados a viver em abrigos superlotados e sem higiene, os moradores da região criticam autoridades locais por causa da situação em que vivem.

No entanto, quando o assunto é o presidente, as respostas são quase sempre de admiração e reverência.

“Com o Lula, nossa vida está muito melhor, (a qualidade de vida) quadruplicou”, disse o agricultor Hermógenes Francisco da Conceição, de 76 anos.

Conceição vive na localidade de Santa Rosa, no município de Bacabal, um dos mais atingidos pelas cheias no Maranhão.

No local, à beira do rio Mearim, moram cinco famílias, alguns porcos, galinhas e muitos cachorros.

A comunidade não tem luz elétrica, ninguém lá sabe ler e Conceição não soube dizer ao certo quantas crianças vivem no local. A mais nova, de cerca de um ano de idade, não tem nome nem idade certa, porque ainda não foi registrada.

Ninguém frequenta a escola, localizada a 1h30 de bicicleta, quando as estradas estão transitáveis. As mulheres nunca ouviram falar em métodos anticoncepcionais.

Apesar das dificuldades, Conceição e a família disseram que o presidente melhorou sua vida e a dos pobres do país, e que votariam nele novamente caso fosse candidato.

Bolsa Família

Quase todos os entrevistados pela BBC Brasil citaram o programa Bolsa Família como o principal motivo para apoiarem o presidente.

“Isso melhorou muito a nossa vida, a de muitas famílias. Eu recebo R$ 122 por mês”, afirmou Eliene da Silva Brito, 36 anos, que há mais de dois meses vive em um abrigo improvisado em um ginásio da cidade de Trizidela do Vale.

A agricultora, o marido e os cinco filhos tiveram de deixar sua casa de barro, inundada até a metade da parede. No abrigo, dividem espaço com os poucos móveis que conseguiram salvar da água.

“Votei no Lula e voto de novo”, disse Eliene.

Em outro abrigo de Trizidela do Vale, montado em um hospital abandonado, diversas famílias disseram que repetiriam o voto no presidente.

De todas as pessoas ouvidas pela BBC Brasil, apenas o comerciante Edivaldo Almada de Oliveira, 54 anos, disse que não votaria de novo no presidente.

“Eu votei nele, mas o Lula nunca mereceu voto de ninguém. Toma de um pra dar para os outros”, afirmou Oliveira, que teve seu bar inundado e saqueado durante as enchentes.

Dilma

Se a popularidade de Lula parece quase intocada, o nome de sua escolhida para sucedê-lo na Presidência é desconhecido da maioria das pessoas entrevistadas.

Apenas dois sabiam quem era Dilma Rousseff.

“Gosto muito do Lula, ele nos deu o Bolsa Família. Tanta gente hoje tem mais facilidades, uma vida melhor”, disse a comerciante Selma Aguiar, 35 anos, que nesta semana reabriu sua lanchonete depois de mais de um mês embaixo d°água.

“Eu também voto nele”, afirmou sua filha Giovanna, de cinco anos.

Selma nunca havia ouvido falar em Dilma Rousseff. Ao ser informada de que se tratava de uma provável candidata à Presidência, disse: “Nunca ouvi falar dela, mas se for do lado do Lula, voto nela com certeza.”

Mais pedágios e mais caros: o jeito Serra de governar

>

Tarifas de pedágios serão reajustadas acima de 3,6%

Daqui a um mês, contratos garantem direito de aumento às concessionárias pelo IGP-M e IPCA

http://www.nossanoite.com.br/divadomasini/fotos/pedagio.jpg

Eduardo Reina - O Estado SP

As tarifas de pedágio nas estradas paulistas ficarão mais caras a partir de 1º de julho. Serão aumentos com base em dois índices. Nos contratos feitos em 1998, o reajuste é calculado pelo IGP-M/FGV e ficará em torno de 3,6397%, acumulado entre junho de 2008 e maio de 2009, que ainda não está fechado. Já nos contratos com as empresas que administram o Rodoanel e os cinco lotes leiloados neste ano - D.Pedro I, Raposo Tavares norte, Marechal Rondon oeste e leste, Ayrton Senna/Carvalho Pinto - será empregado o IPCA/IBGE, que no mesmo período acumulou 4,7065%.

De acordo com a Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), os reajustes são previstos em contrato e são automáticos. O aumento é aplicado sobre a tarifa quilométrica dos pedágios, base tarifária igual para todas as rodovias concedidas do Estado, exceto o Rodoanel.

Cada praça de pedágio efetua a cobrança de um determinado trecho rodoviário (em quilômetros) denominado Trecho de Cobertura do Pedágio que é multiplicado pelo valor da tarifa quilométrica. O resultado do cálculo, realizado pela Artesp, de acordo com os contratos de concessões, é arredondado na segunda casa decimal. Assim, entre 0,01 e 0,049, ajusta-se o valor para baixo; entre 0,05 e 0,09, ajusta-se para cima.

Pelos índices provisórios de reajuste - o valor fechado será calculado apenas em meados de junho - o motorista que for para a Baixada Santista pelo sistema Anchieta/Imigrantes vai pagar R$ 17,60. Hoje o valor é de R$ 17. Já no sistema Anhanguera/Bandeirantes, na primeira praça de cobrança, o valor subirá dos atuais R$ 5,90 para R$ 6,10. Na Castelo Branco a tarifa chegará a R$ 11,20, ante os R$ 10,80 cobrados na primeira praça de pedágio. No trecho oeste do Rodoanel, o reajuste será de R$ 0,10, passando de R$ 1,20 para R$ 1,30. No ano passado, as tarifas foram reajustadas em 5,5760%.

Até 29 de junho, o valor dos pedágios do sistema Ayrton Senna/Carvalho Pinto vai baixar. Esse é o prazo para a assinatura do novo contrato de concessão com o consórcio Primav/EcoRodovias, que ganhou o direito de administrar as estradas depois que a Triunfo Participações e Investimentos, que havia vencido o leilão, foi desclassificada.

Assim, os preços dos pedágios, ida e volta na Ayrton Senna e na Carvalho Pinto, baixarão dos atuais R$ 27 para R$ 15,80, diferença de 45%. Na praça de Itaquaquecetuba, baixará de R$ 8,60 para R$ 4,40. Em Guararema cairá de R$ 8,60 para R$ 4,10. Já na praça de cobrança em São José dos Campos, vai a R$ 4,10, hoje é R$ 4,90. E, na última praça, em Caçapava, passará de R$ 4,90 para R$ 3,20. Pelos valores oferecidos pela Triunfo, os motoristas iriam economizar ainda mais, cerca de 55%. Os valores iriam de R$ 27 para R$ 13.

PREVISÃO DE PREÇOS

Sistema Anchieta/Imigrantes: de R$ 17 para R$ 17,60*

Rodovia Padre Manoel da Nóbrega: de R$ 4,60 para R$ 4,80*

Sistema Anhanguera/Bandeirantes: de R$ 5,90 para R$ 6,10*

Rodovia Castelo Branco: de R$ 10,80 para R$ 11,20*

Rodovia Raposo Tavares: de R$ 5,80 para R$ 6*

Rodovia Marechal Rondon: de R$ 6,60 para R$ 6,90*

Trecho Oeste Rodoanel: de R$ 1,20 para R$ 1,30*


* Inflação acumulada prevista, ainda falta fechar mês de maio/2009

 

 

http://3.bp.blogspot.com/_asresgVdt54/SGoSZP3mwRI/AAAAAAAAAxE/U9K2wTcXLIw/s400/peda.jpg

Tamoios terá 2 pedágios em 2010

Cobrança será no sentido litoral; tarifa pode chegar a R$ 8,30
A Rodovia dos Tamoios, principal acesso a São Sebastião, no litoral norte paulista, terá duas praças de pedágio em 2010, uma no km 13, na cidade de Jambeiro, e outra no km 57, em Paraibuna. A cobrança será realizada apenas no sentido litoral. A tarifa poderá chegar ao valor máximo de R$ 0,07 por quilômetro, de acordo com a Secretaria Estadual dos Transportes. Mas o valor poderá ser elevado para R$ 0,10 após as obras de duplicação da estrada, segundo o projeto de concessão.

Quem vencer a concorrência terá de fazer a duplicação das pistas apenas no trecho entre os km 11,5 e km 64,4, antes da serra. Está prevista também a recuperação de pontes e viadutos e a construção de passarelas para pedestres. A secretaria já protocolou o Relatório Ambiental Prévio (RAP) para o licenciamento ambiental da obra em meados de maio.

Uma projeção sobre os preços do pedágio mostra que os motoristas que utilizarem os 83 quilômetros da Tamoios para ir ao litoral norte deverão pagar tarifa de R$ 5,85 antes da duplicação. Após a readequação da estrada, a tarifa vai subir para R$ 8,30. Valor muito maior do que numa comparação com estrada federal, como a Rodovia Fernão Dias, onde o custo para percorrer trecho de 100 km é de aproximadamente R$ 1,60. Na Tamoios, o valor poderá baixar, de acordo com as ofertas no leilão da concorrência.

O objetivo do governo estadual é lançar o edital de licitação para uma parceria público-privada (PPP) e assinar o contrato até o final do ano. No pacote de concessão também estão as Rodovias Oswaldo Cruz, entre Taubaté e Ubatuba, a Floriano Rodrigues Pinheiro, em Campos do Jordão, um trecho da Rio-Santos e a Mogi-Bertioga. O negócio todo está avaliado em R$ 4,5 bilhões, com contrapartida do governo de R$ 1,2 bilhão.

Mais um prêmio para Lula

>


Anote ai na sua agenda. Em julho, o Presidente Lula recebe na Unesco o Prêmio Houphouët-Boigny, justo por conta do sucesso do Bolsa Família – uma prévia do que pode ser o caminho para o Nobel da Paz, tão justo
>
Fonte: Amigos do Presidente Lula

STJ mantém suspensa nomeação da filha de FHC

>
Por unanimidade, a segunda turma do STF (Superior Tribunal de Justiça) rejeitou ontem os recursos de Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e de Eduardo Jorge, ex-secretário-geral da Presidência da República, e com isso manteve a decisão anterior, do TRF1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), que suspende a nomeação de Luciana Cardoso para cargo em comissão na Presidência.

O então secretário-geral Eduardo Jorge contratou Luciana Cardoso em 1995 para cargo comissionado no Gabinete da Secretaria-Geral da República. Uma ação popular foi movida para anular a portaria que a nomeara, bem como condená-la "à devolução das parcelas porventura pagas pelos cofres públicos".

No STJ, Luciana alegou que o ato de nomeação foi legal, pois foi feito por autoridade competente e não haveria vínculo direto de parentesco com Luciana. A defesa da filha de FHC também alegou que a ação teria um claro cunho de perseguição política, já que a ação popular foi iniciada por integrantes do diretório do PT (Partido dos Trabalhadores).

Na sua decisão, entretanto, a ministra Eliana Calmon considerou que a decisão do TRF1 analisou a questão do ponto de vista constitucional, razão pela qual o processo não poderia ser conhecido quanto ao mérito no STJ.

Calmon citou o seguinte trecho da decisão anterior: "Já que agride abertamente a moralidade o Presidente da República nomear sua própria filha Secretária Geral, busca-se disfarçadamente, nomeá-la de forma oblíqua sob o manto da condição de Secretária Adjunta".

Histórico

- Luciana ficou famosa em março, após dizer em entrevista que o Senado era uma "bagunça". Na época, ela era funcionária fantasma do senado, e disse trabalhar em casa, atuando como secretária parlamentar do gabinete do primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fortes (DEM-PI).

"Trabalho mais em casa, na casa do senador. Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando. Você já entrou no gabinete do senador? Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna. Trabalham lá milhões de pessoas. Mas se o senador ligar agora e falar ''''vem aqui'''', eu vou lá", disse Luciana na época.

Após a repercussão negativa da afirmação, ela pediu desligamento da função.
Fonte: Blog Amigos do Presidente Lula

Professores contra-atacam Serra com greve, vaias e denúncias

>
Os professores da rede pública estadual paulista decidiram entrar em greve a partir da próxima quarta-feira (3), segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp). A decisão foi tomada numa assembleia realizada nesta sexta-feira (29) na Praça da República, em frente à Secretaria de Educação, no centro da capital paulista.

Desde a manhã, ônibus vindos do interior já podiam ser vistos nas imediações do Largo do Arouche, próximo ao local do encontro —  que reuniu 5 mil pessoas. Além de denunciar o descaso do governo de José Serra (PSDB) na área de educação, a greve tem o objetivo de pressionar o Executivo estadual a retirar os projetos de lei complementares 19 e 20 da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), ambos enviados pelo governador.

Em nota, os professores afirmam que os projetos retiram direitos e tornam mais precária a vida funcional dos admitidos em caráter temporário. Segundo a Apeoesp, os professores temporários compõem quase metade do quadro estadual. As propostas tucanas tratam da contratação de servidores temporários e da criação de novas jornadas de trabalho e concursos para professores da rede estadual de ensino.

Segundo a secretária de comunicações da Apeoesp, Rosana Inácio, os professores estiveram reunidos com o secretário estadual de educação, Paulo Renato, no dia 12 de maio, quando ele havia sido recentemente empossado no cargo. Na ocasião, o secretário alegou não poder encaminhar a discussão e pediu um tempo para se informar melhor sobre o tema.

Os projetos foram encaminhados para a apreciação dos deputados estaduais — e a Apeoesp chegou a participar do colégio de líderes, quando novamente expôs suas avaliações e conseguiu que fosse agendada uma audiência pública para debater as propostas — justamente no dia 3.

No entanto, relata a sindicalista, Serra ignorou a reivindicação dos professores e requereu regime de urgência para a votação dos dois projetos, além de indicar relatores especiais para cada um deles. "Esperávamos que o trâmite (no Legislativo) fosse o normal, mas o governador não pretende permitir que os projetos passem pelas comissões da Alesp. Por isso a greve foi proposta e acabou aprovada pela assembleia dos professores", completa Rosana.

A pauta da Apeoesp vai além. A categoria também reivindica 27,5% de reposição salarial, um terço da jornada de trabalho para atividades extraclasse, ações imediatas para pôr fim à violência nas escolas, estabilidade a todos os professores por meio de concurso público classificatório, entre outros itens.

Além de paralisar as aulas, os professores vão organizar uma grande manifestação em frente ao prédio da Alesp, paralelamente — e no mesmo momento — à audiência pública sobre os polêmicos projetos. Uma nova assembleia também será realizada, para definir os rumos do movimento.

Vaias ao governador

Também nesta sexta-feira, vaias e protestos de professores e servidores da Saúde marcaram a visita de Serra a Presidente Prudente, no interior paulista, para inaugurar obras. Durante o discurso, o governador chegou a ser chamado de "ditador" pelos manifestantes.

Em resposta aos gritos, Serra, como de praxe, desviou o assunto e esbanjou manipulação: "Eles são contra a saúde, são contra até os deficientes (referindo-se a projetos que beneficiam deficientes). São de seitas e ‘partidecos’. Nós governamos para toda a população de São Paulo. Não somos de ‘trololó'.",

Agripino Miguel Costa, conselheiro regional da Apeoesp, não deixou por menos. “Ele não negocia nem paga o dissídio dos professores desde 2006. Não repassa nem a inflação acumulada e não discute o reajuste salarial com os professores." Os professores exigem reajuste salarial de 27,5%, enquanto os servidores da Saúde pedem reposição salarial de 47%.

Após a inauguração, a entrevista coletiva foi tumultuada. A segurança reprimiu os jornalistas com truculência, e Serra fugiu das perguntas políticas. Ao ser questionado se faria dobradinha com Aécio Neves na eleição para a presidência, Serra se irritou. "Pensei que você veio para perguntar sobre o hospital", respondeu.

Um segurança agarrou o repórter na frente do governador, que condenou a atitude do rapaz e soltou um sonoro palavrão impublicável. Já sobre os rumores de que Serra teria se submetido a um cateterismo, feito secretamente de madrugada no Hospital Sírio-Libanês, o secretário da Saúde, Luis Roberto Barradas, foi lacônico: "Imagina! Nada disso! É desnecessário".

>

Fonte: Vermelho

sexta-feira, 29 de maio de 2009

10.000 ACESSOS


OBRIGADO
AOS AMIGOS QUE ACREDITARAM

10.000

ACESSOS

BLOG PIG 2010 UMA ALTERNATIVA

CONTRA O PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA

Vale a pena participar e protestar!

>

>

Mais uma pisada de bola do governo Serra na educação.

>
 

Serra: pouca preocupação com 
critérios didáticos na educação. 

Uma coletânea de poemas dedicada ao público adulto foi distribuída na rede estadual para crianças na faixa dos 9 anos. Mais um absurdo do governo Serra na área de educação que, recentemente, teve de recolher um outro livro, que continha expressões de conotação sexual, e que também estava sendo distribuido indevidamente a crianças. Leia a seguir reportagem publicada hoje pela Folha de S. Paulo de Fábio Takahashi. 


O governo de São Paulo enviou a alunos de terceira série ( faixa etária de nove anos) um livro feito para adolescentes, que possui frases como “nunca ame ninguém. Estupre”. 

A coletânea de poesias faz parte do mesmo programa de melhoria da alfabetização que teve um livro recolhido por conter palavrões e expressões de conotação sexual: “Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol”, também distribuída para a terceira série. 
A nova obra, “Poesia do Dia -Poetas de Hoje para Leitores de Agora”, foi enviada às escolas há cerca de duas semanas para ser usada como material de apoio. Foram distribuídos 1.333 exemplares. 
“Não é para crianças de nove anos. São várias ironias, que elas não entendem”, afirmou o escritor Joca Reiners Terron, autor do poema mais criticado por professores da rede, chamado “Manual de Auto-Ajuda para Supervilões”. 

Alguns dos versos são “Tome drogas, pois é sempre aconselhável ver o panorama do alto”; e “Odeie. Assim, por esporte”. 
“Espero que o Serra [governador José Serra] não ache o texto um horror, como ele disse do outro livro. Horror é quem escolhe essas obras para crianças”, disse Terron. 

Em nota, a direção da Abril Educação (responsável pela Ática) afirma que o livro é recomendado para adolescentes de 13 anos, “indicação reforçada na contracapa, na apresentação e no suplemento ao professor”. 

Após questionamento da Folha, a Secretaria da Educação da gestão José Serra (PSDB) decidiu ontem retirar os livros das salas de aula. Os exemplares, no entanto, permanecerão nas escolas, para consulta de alunos mais velhos. 

O entendimento é que os assuntos do poema devem ser abordados na escola, mas com supervisão de um especialista. 

A secretaria não esclareceu como é feita a escolha dos livros. A sindicância aberta para apurar o caso do outro livro ainda não foi concluída. 

Críticas 

Professor da Faculdade de Educação da USP, Vitor Paro afirma que a escolha do livro para crianças de nove anos “é produto da incompetência e ignorância do governo”. 

“Por que os livros só foram retirados após o jornalista questionar? A análise não deveria ter sido feita antes?”, diz. 

A coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp, Angela Soligo, classifica como “um horror” o poema. “Tem uma ironia que talvez só o adulto entenda. É totalmente desnecessário para uma escola.” 

“Já é o segundo caso. Os professores ficam inseguros com o material”, disse ela.

>
Fonte: De olho em São Paulo - Zé Américo

Lula e seu povo

>

>

A maioria identifica-se naturalmente com o igual que chegou ao poder

Por Mino Carta

Dizem que Luiz Inácio Lula da Silva é um predestinado, bafejado pela fortuna e protegido pelos deuses gregos. Pode ser. Teriam sido elas, a sorte e as divindades do destino, que, por exemplo, depositaram Fernando Henrique Cardoso no caminho de Lula. Ou atiçaram a gula chinesa e indiana por nosso minério de ferro e nossa soja.

Sim, o príncipe dos sociólogos foi o grande cabo eleitoral do ex-torneiro mecânico nas eleições de 2002. O currículo presidencial de quem conseguiu quebrar o País por três vezes e o deixou à míngua é realmente imbatível. A bola quicou na pequena área, o goleiro agarrou ar puro, só faltou empurrar malhas adentro.

É inegável também que a situarão mundial contribuiu para elevar os índices de crescimento ao longo do governo Lula. Mas ele não chegou lá por acaso. Não se desmereçam os senhores do destino, tampouco o nosso herói. Desde a adolescência, quando a mãe faxineira enterrava os filhos menores até o pescoço no quintal para que não se afastassem da casinhola enquanto trabalhava, Lula fez a sua própria sorte.

Fosse ele um gato, diríamos que estes quinze anos devida de CartaCapital registram o ensaio do pulo e o próprio, pontualmente repetido graus às artimanhas do já citado FHC para alcançar a sua reeleição em 1998. Não imaginava que o espelho do futuro refletiria alguém mais bem-sucedido e infinitamente mais popular.

Pois é, os senhores emplumados (de penas medíocres) não contavam com o povo, o que faz sentido em um país onde sonham e por ora realizam a democracia sem povo. Eis um aspecto muito relevante na eleição e na reeleição de Lula. A conexão entre este e a maioria dos brasileiros atingiu enfim uma definição clamorosa.

Não é que a mídia, face peremptória do poder, não se tenha empenhado com força total para neutralizar o Sapo Barbudo, como se deu em 1989, 1994 e 1998. Desta vez não colou, em primeiro lugar, pela razão já apontada: o naufrágio do governo FHC, tragado de vez pelo redemoinho do segundo mandato.

Como se sabe, o povo brasileiro vive no limbo, ao trazer no lombo a marca do chicote da escravidão. Inerte, resignado, em parte inconsciente da cidadania. O poder planta-se sobre esta apatia. Graças a FHC, em 2002 o mecanismo não funcionou, com a inegável colaboração do escasso apelo do candidato José Serra. E a vitória de Lula foi, inclusive, a derrota da mídia.

Desde a campanha, com a Carta aos Brasileiros, o candidato do PT cuidou de exibir a sua vocação de conciliador. Em entrevista que me concedeu em fins de 2005, em meio à crise do chamado mensalão, lá pelas tantas ele disse, impassível: “Você sabe que eu nunca fui de esquerda”. Retruquei: “Espera aí”.

O líder da brava resistência à ditadura representada pelas greves do ABC de 1978, 79 e 80 não podia deixar de ser de esquerda. Creio ter sido aquele o principal e eficaz movimento civil organizado contra o regime, fardado e à paisana. Não somente mostrou que no Brasil não havia apenas pelegos, mas também foi berço do Partido dos Trabalhadores, nascido, é bom sublinhar, com uma plataforma ideológica francamente de esquerda.

As mudanças da política mundial e a queda do Muro de Berlim exigiram retoques, nem por isso o PT deixou de ser partido esquerdista, sem detrimento da tendência inegavelmente conciliadora de Lula. Não me surpreenderia se ele dissesse nunca ter lido Marx, suponho que um dos seus modelos seja Dom Quixote, representado na casa modestíssima do operário dos anos 70 por uma estatueta do herói de Cervantes. Enfeitava uma estante de poucos livros.

Aposto, porém, em um Quixote mítico, intérprete de destemor e inconformismo, em lugar do tresloucado cavaleiro fora do seu tempo. Lula mantém os pés no chão e a cabeça na exata atmosfera do presente. Impossível imaginá-lo a navegar nas nuvens. Depois do “espera aí”, invoquei a necessária busca da igualdade em um país tão desigual, e acentuei que bastava caminhar neste rumo para ser de esquerda. Ele admitiu, sem pestanejar.

Desde fins de 1977, quando conheci Lula, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, percebi, e até me pareceu tocar com a ponta dos dedos, seu Q.I. Altíssimo, aliado a uma simpatia invulgar, fatores decisivos da sua facilidade de comunicação. Do seu carisma, como se diz.

Até hoje, não falta quem insista em proclamar sua lida árdua com a gramática e a sintaxe. Sobretudo a sintaxe. Aleivosias cada vez mais ridículas. Grotescas. Lula exprime-se muito bem, mesmo ao tropeçar, eventualmente, no tempo de um verbo.

Já escrevi, e repito: orgulho-me de ter compreendido desde logo que o homem iria longe. Não ouso sustentar que cheguei a imaginá-lo na Presidência da República. Quando chegou, porém, não me caiu o queixo. Esperava dele um governo mais determinado, mais assertivo, mais corajoso, especialmente no combate ao insuportável desequilíbrio social, a meu ver o maior obstáculo à contemporaneidade do Brasil.

Vislumbro no MST o único movimento envolvido nessa direção, mas não vi no governo a intenção de apoiá-lo na justa medida. Não me comovi com o Bolsa Família, conquanto lhe reconheça alguns méritos. De monta discutível, de todo modo. Em contraposição, assisti à tomada de medidas que favoreceram a onda neoliberal e obstaram a produção, conforme o figurino finalmente demolido pela crise global.

Sim, não se tratou de um governo de esquerda, longe disso. Mesmo assim a personagem Lula é de porte notável, a merecer a exclamação de Barack Obama, este é “o cara”. Trata-se de um campeão da confiança em si mesmo, primeiro motivo da obstinação bem posta. O reconhecimento internacional premia uma política exterior afirmativa, digna de um país consciente das suas primazias, e, ainda mais, a devastadora empatia da figura presidencial.

Os motivos do sucesso lá fora são, de todo modo, diversos daqueles que levam a índices de aprovação nunca navegados no País. O presidente mais popular da história do Brasil, para desespero da mídia nativa, deve seu êxito sem paralelos à identificação com seu povo. A maioria dos brasileiros enxerga nele o semelhante, no sentido mais completo da palavra, que se sentou no trono.

Até hoje a mídia não perde a oportunidade, por mais vaga ou descabida, para apontar Lula e seu governo à execração pública. Furo n’água. Rapazes, desistam, enquanto ele for presidente. A maioria fecha com ele em quaisquer circunstâncias. Automaticamente. Roboticamente. Donde o retumbante fracasso da mídia, rosto do poder.

Este também é fato inédito. Talvez se trate do maior mérito, da maior qualidade do governo Lula. De forma muito mais clara do que no caso de Getúlio Vargas, o velhinho sorridente, estabeleceu-se uma ligação direta entre a nação e seu líder.

Não convém iludir-se, contudo, com a derrota da mídia. E, portanto, dos vetustos donos do poder. O próximo presidente não será um ex-torneiro mecânico habilitado à Presidência da República. Conquanto não venha a cair meu queixo se, ao contrário do que os analistas vaticinam, Lula conseguir mais uma façanha: transferir ao seu candidato, ou melhor, candidata, o peso da sua avassaladora popularidade.

A verificar. Sobra a certeza: o sucessor, seja quem for, não contará com o apoio automático, robótico, da nação. Com todas as implicações desta situação. Suas escolhas terão de ser muito mais nítidas. À direita ou à esquerda. Lula é sempre entendido, se for o caso, sempre perdoado. Santificado, ao cabo. O destino do futuro presidente é muito mais complexo e difícil, porque não gozará de tais regalias. O burguês em lugar do operário.

Vem à tona a memória do passado, o ABC, o sindicato naquela ladeira íngreme, o Estádio de Vila Euclydes lotado, Lula no palanque. Deitava sua oratória impetuosa, às vezes tropeçava no tempo dos verbos. Recordo também Fernando Henrique, esforçou-se para impedir que Raymundo Faoro subisse ao palanque do presidente do sindicato. Tentativa fracassada, 30 anos atrás.

Estranhos, singulares, misteriosos cruzamentos de pessoas e pensamentos. Me ocorre um almoço em um bar de São Bernardo, entre Lula e FHC, não sei bem por que me sentei à mesma mesa. Creio ter sofrido sardinhas fritas e ovos duros. Lembro que murmurei aos ouvidos dos meus botões: “Sujeitos muito diferentes…”

>
Fonte: Carta CApital

Arrogância: Serra não recebe ”prefeito da caminhada”

>
Três dias depois de ter deixado - caminhando - a cidade de Porto Feliz, a 118 quilômetros de São Paulo, o prefeito do município, Cláudio Maffei (PT), chegou ao Palácio dos Bandeirantes às 13h30 de ontem. Ele protestava contra a construção de um presídio na cidade - e levava um abaixo-assinado com 15 mil assinaturas de moradores -, mas não foi atendido pelo governador José Serra (PSDB). O governo manteve a posição de instalar uma unidade prisional no local.
>
Fonte: Blog do Favre

Servidores em greve, Serra com a cantilena de sempre

>

>
Os funcionários públicos do Estado de São Paulo programa manifestações e paralisações por aumento salarial a partir de amanhã. Eles também criticam as "gratificações" que substituem a elevação real dos salários.

O Legislativo e o Judiciário concederam reajustes de 6% aos seus funcionários,  mas o governo tucano do Estado já deixou claro que não vai aceitar “gastos” adicionais de R$ 290 milhões necessários para atender a todo os servidores.

Enquanto os trabalhadores exercem seu justo direito de reivindicar melhores salários, o governador-presidenciável José Serra repete a mesma ladainha de sempre em situações como essa: a greve é “político-partidária” articulada pelo PT, ataca os sindicalistas e o partido, e afirma que os manifestantes estão “de olho (nas eleições) de 2010”. Justo Serra, que desde criancinha só pensa exatamente nisso, a presidência da República!

Ora, sr. governador, quer dizer que, em ano que antecede disputa eleitoral, todo o funcionalismo tem que se calar? Não podem se manifestar e fazer críticas à política salarial do governo estadual? Ninguém aguenta mais essa cantilena!

>

Funcionalismo: 15 anos de tucanato
Será que os tucanos viraram papagaios, repetindo bobagens...

Será que os tucanos viraram papagaios, repetindo bobagens sem fundamento? Por favor, “vira o disco” governador José Serra (leia nota acima), e assuma que o tucanato nunca soube lidar com qualquer tipo de manifestação popular e com os movimentos sociais. Nunca! Admita, reconheça, analise que isso tudo é resultado dos trágicos 15 anos do PSDB à frente do Estado.

Na verdade, meus amigos, a “social democracia” tucana é de fachada. Eles não sabem dialogar, não têm qualquer tato para esse tipo de situação. Depois, Serra ainda vem dizer que os “sindicatos são do PT” e só vê busca por “rendimento político” em qualquer greve.

É  óbvio que a presença do PT é forte nos sindicatos! Somos o Partido dos Trabalhadores, e eles se integraram a nossa base desde o nascimento do partido. Sabem quando os tucanos conseguirão ocupar a liderança do movimento sindical autêntico, não pelego? Nunca!

Por quê? Porque O PSDB tem horror, pavor, nojo de povo, de sindicatos. A não ser os patronais! Vejam a história e trajetória deles...

>

Fonte: Blog do Zé Dirceu


terça-feira, 26 de maio de 2009

As 10 vezes que FHC tentou privatizar a Petrobrás

>

>

Os dez estragos de FHC na Petrobras


Para refrescar a memória do senador Sérgio Guerra (PE) e demais entusiastas da CPI da Petrobrás, o presidente da AEPET (Associação dos Engenheiros da Petrobras), Fernando Leite Siqueira, selecionou dez estragos produzidos pelo Governo FHC no Sistema Petrobrás, que seguem:

1993 - Como ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso fez um corte de 52% no orçamento da Petrobrás previsto para o ano de 1994, sem nenhuma fundamentação ou justificativa técnica. Ele teria inviabilizado a empresa se não tivesse estourado o escândalo do orçamento, envolvendo vários parlamentares apelidados de `anões do orçamento`, no Congresso Nacional, assunto que desviou a atenção do País, fazendo com que se esquecessem da Petrobrás. Todavia, isto causou um atraso de cerca de 6 meses na programação da empresa, que teve de mobilizar as suas melhores equipes para rever e repriorizar os projetos integrantes daquele orçamento;

1994 - ainda como ministro da Fazenda, com a ajuda do diretor do Departamento Nacional dos Combustíveis, manipulou a estrutura de preços dos derivados do petróleo, de forma que, nos 6 últimos meses que antecederam o Plano Real, a Petrobrás teve aumentos mensais na sua parcela dos combustíveis em valores 8% abaixo da inflação. Por outro lado, o cartel internacional das distribuidoras derivados teve aumentos de 32%, acima da inflação, nas suas parcelas.

Isto significou uma transferência anual, permanente, de cerca de US$ 3 bilhões do faturamento da Petrobrás, para o cartel dessas distribuidoras.

A forma de fazer isto foi através dos 2 aumentos mensais que eram concedidos aos derivados, pelo fato de a Petrobrás comprar o petróleo em dólares, no exterior, e vender no mercado em moeda nacional. Havia uma inflação alta e uma desvalorização diária da nossa moeda. Os dois aumentos repunham parte das perdas que a Petrobrás sofria devido a essa desvalorização.

Mais incrível: a Petrobrás vendia os derivados para o cartel e este, além de pagá-la só 30 a 50 dias depois, ainda aplicava esses valores e o valor dos tributos retidos para posterior repasse ao tesouro no mercado financeiro, obtendo daí vultosos ganhos financeiros em face da inflação galopante então presente. Quando o plano Real começou a ser implantado com o objetivo de acabar com a inflação, o cartel reivindicou uma parcela maior nos aumentos porque iria perder aquele duplo e absurdo lucro.

1995 - Em fevereiro, já como presidente, FHC proibiu a ida de funcionários de estatais ao Congresso Nacional para prestar informações aos parlamentares e ajudá-los a exercer seus mandatos com respaldo de informações corretas. Assim, os parlamentares ficaram reféns das manipulações da imprensa comprometida. As informações dadas aos parlamentares no governo de Itamar Franco, como dito acima, haviam impedido a revisão com um claro viés neoliberal da Constituição Federal.

Emitiu um decreto, 1403/95 que instituía um órgão de inteligência, o SIAL, Serviço de Informação e apoio Legislativo, com o objetivo de espionar os funcionários de estatais que fossem a Brasília falar com parlamentares. Se descobertos, seriam demitidos.

Assim, tendo tempo para me aposentar, solicitei a aposentadoria e fui para Brasília por conta da Associação. Tendo recursos bem menores que a Petrobrás (que, no governo Itamar Franco enviava 15 empregados semanalmente ao Congresso), eu só podia levar mais um aposentado para ajudar no contato com os parlamentares. Um dos nossos dirigentes, Argemiro Pertence, mudou-se para Brasília, às suas expensas, para ajudar nesse trabalho;

Também em 1995, FHC deflagrou o contrato e a construção do Gasoduto Bolívia-Brasil, que foi o pior contrato que a Petrobrás assinou em sua história. FHC, como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, funcionou como lobista em favor do gasoduto. Como presidente, suspendeu 15 projetos de hidrelétricas em diversas fases, para tornar o gasoduto irreversível. Este fato, mais tarde, acarretaria o `apagão` no setor elétrico brasileiro.

As empresas estrangeiras, comandadas pela Enron e Repsol, donas das reservas de gás naquele país só tinham como mercado o Brasil. Mas a construção do gasoduto era economicamente inviável. A taxa de retorno era de 10% ao ano, enquanto o custo financeiro era de 12% ao ano. Por isto pressionaram o Governo a determinar que Petrobrás assumisse a construção. A empresa foi obrigada a destinar recursos da Bacia de Campos, onde a Taxa de Retorno era de 80%, para investir nesse empreendimento. O contrato foi ruim para o Brasil pelas seguintes razões: mudança da matriz energética para pior, mais suja, ficar dependente de insumo externo dominado por corporações internacionais, com o preço atrelado ao do petróleo e valorada em moeda forte; foi ruim para a Bolívia que só recebia 18% pela entrega de uma de suas últimas riquezas, a mais significativa. Evo Morales elevou essa participação para 80% (a média mundial de participação dos países exportadores é de 84%) e todas as empresas aceitaram de bom grado. E foi péssimo para a Petrobrás que, além de tudo, foi obrigada a assinar uma cláusula de `Take or Pay`, ou seja, comprando ou não a quantidade contratada, ela pagaria por ela. Assim, por mais de 10 anos, pagou por cerca de 10 milhões de metros cúbicos sem conseguir vender o gás no mercado nacional.

Em 1995, o governo, faltando com o compromisso assinado com a categoria, levou os petroleiros à greve, com o firme propósito de fragilizar o sindicalismo brasileiro e a sua resistência às privatizações que pretendia fazer. Havia sido assinado um acordo de aumento de salário de 13%, que foi cancelado sob a alegação de que o presidente da Petrobrás não o havia assinado. Mas o acordo foi assinado pelo então Ministro das Minas e Energia, Delcídio Amaral, pelo representante do presidente da Petrobrás e pelo Ministro da Fazenda, Ciro Gomes.

Além disto, o acordo foi assinado a partir de uma proposta apresentada pelo presidente da Petrobrás. Enfim, foi deflagrada a greve, após muita provocação, inclusive do Ministro do TST, Almir Pazzianoto, que disse que os petroleiros estavam sendo feitos de palhaços. FHC reprimiu a greve fortemente, com tropas do exercito nas refinarias, para acirrar os ânimos. Mas deixou as distribuidoras multinacionais de gás e combustíveis sonegarem os produtos, pondo a culpa da escassez deles nos petroleiros. No fim, elas levaram 28% de aumento, enquanto os petroleiros perderam até o aumento de 13% já pactuado e assinado.

Durante a greve, uma viatura da Rede Globo de Televisão foi apreendida nas proximidades de uma refinaria, com explosivos. Provavelmente, pretendendo uma ação sabotagem que objetivava incriminar os petroleiros. No balanço final da greve, que durou mais de 30 dias, o TST estabeleceu uma multa pesada que inviabilizou a luta dos sindicatos. Por ser o segundo maior e mais forte sindicato de trabalhadores brasileiros, esse desfecho arrasador inibiu todos os demais sindicatos do país a lutar por seus direitos. E muito menos por qualquer causa em defesa da Soberania Nacional. Era a estratégia de Fernando Henrique para obter caminho livre e sangrar gravemente o patrimônio brasileiro.

1995 – O mesmo Fernando Henrique comandou o processo de mudança constitucional para efetivar cinco alterações profundas na Constituição Federal de 1988, na sua Ordem Econômica, incluindo a quebra do monopólio Estatal do Petróleo, através de pressões, liberação de emendas dos parlamentares, barganhas e chantagens com os parlamentares (o começo do `mensalão` – compra de votos de parlamentares com dinheiro desviado do erário público). Manteve o presidente da Petrobrás, Joel Rennó que, no governo Itamar Franco, chegou a fazer carta ao Congresso Nacional defendendo a manutenção do monopólio estatal do petróleo, mas que, no governo FHC, passou a defensor empedernido da sua quebra.

AS CINCO MUDANÇAS CONSTITUCIONAIS PROMOVIDAS POR FHC:

1) Mudou o conceito de empresa nacional. A Constituição de 1988 havia estabelecido uma distinção entre empresa brasileira de capital nacional e empresa brasileira de capital estrangeiro. As empresas de capital estrangeiro só poderiam explorar o subsolo brasileiro (minérios) com até 49% das ações das companhias mineradoras. A mudança enquadrou todas as empresas como brasileiras. A partir dessa mudança, as estrangeiras passaram a poder possuir 100% das ações. Ou seja, foi escancarado o subsolo brasileiro para as multinacionais, muito mais poderosas financeiramente do que as empresas nacionais. A Companhia Brasileira de Recursos Minerais havia estimado o patrimônio de minérios estratégicos brasileiros em US$ 13 trilhões. Apenas a companhia Vale do Rio Doce detinha direitos minerários de US$ 3 trilhões. FHC vendeu essa companhia por um valor inferior a que um milésimo do valor real estimado.

2) Quebrou o monopólio da navegação de cabotagem, permitindo que navios estrangeiros navegassem pelos rios brasileiros, transportando os minérios sem qualquer controle;

3) Quebrou o monopólio das telecomunicações, para privatizar a Telebrás por um preço abaixo da metade do que havia gastado na sua melhoria nos últimos 3 anos, ao prepará-la para ser desnacionalizada. Recebeu pagamento em títulos podres e privatizou um sistema estratégico de transmissão de informações. Desmontou o Centro de Pesquisas da empresa e abortou vários projetos estratégicos em andamento como capacitor ótico, fibra ótica e TV digital;

4) Quebrou o monopólio do gás canalizado e entregou a distribuição a empresas estrangeiras. Um exemplo é a estratégica Companhia de Gás de São Paulo, a COMGÁS, que foi vendida a preço vil para a British Gas e para a Shell. Não deixou a Petrobrás participar do leilão através da sua empresa distribuidora. Mais tarde, abriu parte do gasoduto Bolívia-Brasil para essa empresa e para a Enron, com ambas pagando menos da metade da tarifa paga pela Petrobrás, uma tarifa baseada na construção do Gasoduto, enquanto que as outras pagam uma tarifa baseada na taxa de ampliação.

5) Quebrou o Monopólio Estatal do Petróleo, através de uma emenda à Constituição de 1988, retirando o parágrafo primeiro, elaborado pelo diretor da AEPET, Guaracy Correa Porto, que estudava direito e contou com a ajuda de seus professores na elaboração. O parágrafo extinto era um salvaguarda que impedia que o governo cedesse o petróleo como garantia da dívida externa do Brasil. FHC substituiu esse parágrafo por outro, permitindo que as atividades de exploração, produção, transporte, refino e importação fossem feitas por empresas estatais ou privadas. Ou seja, o monopólio poderia ser executado por várias empresas, mormente pelo cartel internacional;

1996 - Fernando Henrique enviou o Projeto de Lei que, sob as mesmas manobras citadas, se transformou na Lei 9478/97. Esta Lei contem artigos conflitantes entre si e com a Constituição Brasileira. Os artigos 3º, 4º e 21, seguindo a Constituição, estabelecem que as jazidas de petróleo e o produto da sua lavra, em todo o território Nacional (parte terrestre e marítima, incluído o mar territorial de 200 milhas e a zona economicamente exclusiva) pertencem à União Federal. Ocorre que, pelo seu artigo 26 — fruto da atuação do lobbysobre uma brecha deixada pelo Projeto de Lei de FHC — efetivou a quebra do Monopólio, ferindo os artigos acima citados, além do artigo 177 da Constituição Federal que, embora alterada, manteve o monopólio da União sobre o petróleo. Esse artigo 26 confere a propriedade do petróleo a quem o produzir.

>

do site da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET)

Sem a Internet, Lula Já Teria Caído

>

www.visaooeste.com.br

Lembro-me bem o que aconteceu quando deflagraram o escândalo do “mensalão”. Nos primeiros momentos, só a oposição tinha voz na imprensa nacional, até porque, ao ser deflagrado o escândalo, os aliados do governo emudeceram. Alguns parlamentares do PT debandaram do partido na hora primeira.
Os poucos que tentavam esboçar qualquer reação eram logo rechaçados por um turbilhão de informações cruzadas, ou, no mínimo, ridicularizados. Com o passar do tempo, algumas vozes foram se disseminando pela internet e muito se esclareceu sobre a verdade dos fatos. Se não existisse a internet, não tenho dúvida, o governo Lula teria sido golpeado, como Jango em 64.
A CPI da Petrobras, aprovada sexta-feira (15/5), foi arquitetada sob inspiração de matéria publicada pelo jornal O Globo, que acusa a diretoria da empresa de haver aplicado indevidamente, ou seja, com efeitos retroativos a 2008, as determinações de uma Medida Provisória que só teriam validade a partir do ano base 2009.
A própria Miriam Leitão, pitonisa da ciência econômica a serviço das Organizações Globo, declarou em seu blog: “Hoje, a oposição numa manobra intalou [está grafado assim mesmo, portanto não sei se o erro de digitação deve ser atribuído à falta de “s” ou à troca de “e” por “i”] CPI para investigar a Petrobras, isso por causa da matéria do Globo, do último domingo, mostrando que a empresa deixou de pagar mais de R$ 4 bilhões por conta de uma manobra contábil”.
Essa é mais uma das provas irrefutáveis de que o grosso da imprensa brasileira se transformou no PIG, Partido da Imprensa Golpista, com poderes mais expressivos que os próprios partidos de oposição, pois é quem pauta suas decisões.

*Fernando Soares Campos é escritor - Texto publicado originalmente em Observatório da Imprensa (Leia a íntegra em www.observatoriodaimprensa.com.br)

Michelle Prazeres: A privatização subjetiva da educação

>

MÍDIA NAS ESCOLAS

A privatização subjetiva da educação pública

Por Michelle Prazeres em 22/4/2009

Foi publicado no blog do jornalista Luis Nassif , sob o título de "As bondades para 2010" (20/4). O texto afirma que foi dada a largada para o "pacote de bondades que já vinha ajudando o caixa da Abril. Agora é a vez da Folha e do Estado. Os jornalões paulistas vão ganhar cabeças e corações em todas as escolas paulistas já que a Secretaria [estadual da Educação] vai fazer 5.449 assinaturas dos dois periódicos".

A compra foi anunciada no Diário Oficial do estado de São Paulo no sábado (18/4) do último do feriadão. Veja o trecho:

"Despachos da Diretoria de Projetos Especiais, de 3-4-2009 – Declarando inexigível, com fundamento no Art. 25, inciso I, da Lei 8666/93 e suas atualizações, a licitação, para o processo 15/0199/09/04, cujo objeto é a aquisição de 5.449 assinaturas do jornal "O Estado de São Paulo" destinadas a todas as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo, a serem fornecidas pela empresa: S.A. "O Estado de S. Paulo". Ato Ratificado pelo Presidente da FDE nos termos do Art. 26 da referida Lei; com fundamento no Art. 25, inciso I, da Lei 8666/93 e suas atualizações, a licitação, para o processo 15/0200/09/04, cujo objeto é a aquisição de 5.449 assinaturas do jornal "Folha de São Paulo" destinadas a todas as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo, a serem fornecidas pela empresa: Empresa Folha da Manhã S/A. Ato Ratificado pelo Presidente da FDE nos termos do Art. 26 da referida Lei."

Entre os comentários dos leitores do blog do Nassif, ressalto dois. Um informa que o governo de Goiás também comprou – via Secretaria da Educação – revistas do Grupo Abril (citando a Nova Escola). Outro, de um professor do Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública, traz uma série de questões:

"Quem é que vai ler estes jornais? Cada escola tem cerca de 100 professores e mais de mil alunos. 2 jornais não dá para atender a todos. Qual é a proposta pedagógica para a utilização destes jornais? Estes jornais irão para a biblioteca da escola? Quantas escolas têm bibliotecas funcionando? Quem escolheu estes "jornais"? Por que não deixar que cada escola escolhesse o jornal ou periódico que mais lhe conviesse? Não seria mais produtivo gastar dinheiro disponibilizando acesso grátis à internet para todos os alunos e comunidade do entorno da escola? Estão funcionando os laboratórios de informática? Os alunos têm acesso à internet? Por que não gastar o dinheiro editando e publicando um jornalzinho feito pela própria comunidade escolar?".

Justificativa vazia

Questões como as trazidas à tona pelo professor Mauro Silva são seriíssimas . Tratei de algumas delas no artigo publicado neste Observatório ("Mídias na escola: quem regula?"). Sabemos que as mídias trazem para os espaços educativos muito além dos seus conteúdos, o que já seria suficiente para, como sugere o professor, questionarmos a (não) participação da comunidade escolar na adoção dos materiais ou o projeto pedagógico a que responde a inclusão deste ou daquele veículo nas escolas públicas.

Sabemos que as mídias carregam consigo um modo de ver o mundo. Carregam valores, crenças, moral. E o governo do estado de São Paulo está levando os valores e a moral dos dois maiores jornais de circulação do país para as escolas públicas atendendo a que projeto?

Trata-se de um projeto oculto de socialização dos jovens paulistanos, da privatização subjetiva da escola pública. Como se não bastasse a privatização real, por meio das parcerias entre o poder público e o setor privado, agora a subjetividade dos jovens vem sendo privatizada, com valores defendidos pelas maiores empresas de comunicação do Brasil.

Falta regra que regulamente e fiscalize a entrada das mídias na escola. Porque não se trata de material didático como os livros. A adoção de materiais midiáticos (em especial as assinaturas da revista Nova Escola e agora de Folha e Estado) é feita sem licitação, sob argumentação do governo de que se trata de materiais únicos. Enquanto não houver legislação pertinente para regular a entrada das mídias na escola, a justificativa vazia continuará sendo dada para a adoção de materiais que, sabemos, provocam efeito superlativo por serem vistos pelas crianças e jovens como algo do campo do lúdico.

Na surdina

As mídias são linguagens extremamente atrativas para crianças e adolescentes. Entram na escola sob o argumento da modernização e da elevação da escola ao nível cultural que a sociedade hoje exige: ágil, técnico, midiático. E penetram nesses espaços sem qualquer regulação, obedecendo antes ao jogo político-ideológico do que ao projeto pedagógico.

São muitas as questões em jogo na relação entre mídia e educação pública (que responda ao interesse público). E elas precisam ser discutidas pelos ativistas, pesquisadores, educadores, agentes do campo educacional, alunos, comunidade escolar e escolas.

Enquanto não houver o debate, as escolhas serão feitas na surdina, sem debate público. Talvez conheçamos as conseqüências destas escolhas futuramente. Talvez, num futuro menos distante do que imaginamos. Afinal de contas, 2010 está aí.
>
Do Site Viomundo