terça-feira, 31 de março de 2009

Camargo Correa fez aeroporto "de presente" para fazenda de FHC

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Trabalhadores da fazenda vistoriam a pista de 1.300 metros da Camargo Correa, ao lado da fazenda da família de FHC.
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A Camargo Correa, e a filha de FHC "fantasma" no Senado, tem algo em comum no passado.

Uma inusitada boa vizinhança entre duas fazendas, onde o conflito de interesses público e privado não tinha porteiras.

Em 1989, FHC comprou com Sérgio Motta a fazenda "Córrego da Ponte" em Buritis (MG).

Em 1995, quando FHC já era presidente, e a proprietária da fazenda Pontezinha, ao lado das terras de FHC, era a Agropecuária Jauense, da Camargo Corrêa.

De acordo com esta antiga reportagem da Revista ISTOÉ, em julho de 1995, a empreiteira iniciou a construção de um aeródromo particular na fazenda, obra concluída em menos de 3 meses.

Conta com uma pista de 1.300 metros (mesmo tamanho que a do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro), e estacionamento para 20 pequenas aeronaves.

O registro oficial da pista no Departamento de Aviação Civil (DAC), antecessor da ANAC, foi feito em outubro de 1995, autorizando receber aviões do tipo Bandeirantes e Lear-Jets.

O engenheiro responsável pela obra, Marcelo Ávidos, elogia a qualidade da pista, discorda das restrições de pouso impostas pela Infraero e garante que o aeródromo está preparado para grandes aeronaves. "Até um Boeing 737 pode aterrissar ali", atesta Ávidos.

Na época da reportagem (1999), o fazendeiro Celito Kock, vizinho de ambos e atento observador do trânsito aéreo na região narrava:

"Nunca vi avião nenhum da Camargo Corrêa pousando ali. Mas da família de Fernando Henrique não pára de descer gente".

Dois habitués na pista da Pontezinha eram Luciana Cardoso (atual funcionária "fantasma" do Senador Heráclito Fortes), filha do presidente, e seu marido, Getúlio Vaz, que iam à fazenda de Fernando Henrique sempre que podiam.

A assessoria de imprensa da Presidência da República informou à reportagem que FHC usou apenas uma vez a pista da Camargo Corrêa, num dia em que estava difícil voar de helicóptero. Mas confirmou a utilização da pista pelos familiares do presidente.

Nesta época, Jovelino Carvalho Mineiro Filho (amigo de FHC) já havia comprado a parte que pertencia a Sérgio Motta, e FHC havia passado sua parte aos filhos Luciana Cardoso, Beatriz Cardoso, e Paulo Henrique Cardoso.

A sociedade era gerida e administrada por Jovelino Mineiro e Luciana Cardoso.

MESES ANTES, A CAMARGO CORRÊA GANHOU A OBRA DE AMPLIAÇÃO DO AEROPORTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA

Apesar de ter os equipamentos necessários para a obra, a Camargo Corrêa encomendou o serviço à Tercon - Terraplanagem e Construções, numa autêntica troca de gentilezas.

Meses antes, a Tercon havia conseguido um bom negócio ao ser contratada pela Camargo Corrêa para fazer a ampliação do Aeroporto Internacional de Brasília - empreitada que só terminou anos depois. Com isso, não se furtaria a retribuir o favor.

FILHA DE FHC USOU AVIÃO DA FAB PARA IR À FAZENDA EM 2002

Em 2002, o procurador da República Luiz Francisco Souza, exigiu explicações à Luciana Cardoso, filha do ex-presidente, por ter viajado a Buritis (MG) num avião oficial da Força Aérea Brasileira.

Luciana foi a Buritis conferir os danos causados pela invasão dos sem-terra à sede da Fazenda Córrego da Ponte, de propriedade de sua família.

A assessoria do Palácio do Planalto informou que Luciana era funcionária da Presidência (era secretária do próprio FHC) e viajou com outros servidores do Planalto. 
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Fonte: Amigos do Presidente Lula

Justiça e Justiça Social ou ... "Justiça Socialite"

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Maio de 2008: a primeira-dama Mônica Serra, mulher de José Serra (PSDB), participa da campanha do agasalho na Daslu.
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"Diga-me com quem andas, que te direi ... que justiça terás"

Como era de se esperar, os já condenados donos da Daslu com penas que alcançaram 94 anos prisão, já estão fora da cadeia.

Geralmente é assim mesmo, bons advogados, rede social que alcança o Palácio dos Bandeirantes (sede do governo paulista), palácios da "justiça", palácios do consumo, telefonemas prá cá e prá lá... pronto... tudo resolvido.

Para completar, vem o suporte "intelectual" da revista Veja, e de editoriais da Folha e Estadão "para explicar" que (segundo eles) a corrupção da elite tem "bons modos" e "não representa ofensa à sociedade", enquanto juízes, promotores e policiais "da ralé" representam "ameaça bábara" ao "estado de direito".

Mesmo assim devemos comemorar. Houve a condenação, houve a prisão pela justiça por um dia, mas já é um avanço, porque a justiça foi feita, só não foi cumprida. Antes, nem feita, era.

E, certamente, os Procuradores e Promotores de Justiça que atuaram na acusação, continuarão em sua obstinação para que a justiça seja cumprida.

Agora, mudando de assunto, mas continuando no mesmo...


"Assistencialismo não resolve desigualdade" 
disse José Serra (PSDB) em recente discurso contra o Bolsa-família...

A primeira-dama de São Paulo, Mônica Serra, esposa do governador tucano José Serra (PSDB), é presidente do FUSSESP - Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo.

Na teoria tem por missão fazer políticas públicas de justiça social que qualquer um de nós assinaria embaixo. Mas... Vamos ver como está funcionando na prática...


É isso que Serra considera política social "estruturante"?

Campanha do agasalho, em parceria da Daslu com FUSSESP, em maio de 2008.
Essa camiseta deve entrar para história do Brasil, por todo o simbolismo que carrega.


Em outro evento na Daslu, em fevereiro de 2008, Eliana Tranchesi à esquerda e Mônica Serra no centro.


Relembrando Geraldo Alckmin

Justiça seja feita à Mônica Serra, a "peruagem" na Daslu vinda do Palácio dos Bandeirantes já foi bem maior, atingindo o clímax com Geraldo Alckmin (PSDB), a ponto de sua filha Sofia ter se tornado gerente de novos negócios da Daslu em 2005, após um período como "dasluzete" (vendedora da Daslu).




Justiça SOCIALite demo-tucana: Shopping da Daslu não pagava IPTU


Inaugurado em 2005, na gestão demo-tucana de José Serra (PSDB), o shopping da Daslu não exisitia no cadastro de IPTU da prefeitura de São Paulo, até 2006, já com Kassab (DEMos/PFL) na prefeitura.

Enquanto um proprietário ou inquilino de um imóvel popular recebe seu carnê do IPTU para pagar todo ano, o shopping da Daslu era "fantasma" perante o fisco da prefeitura.


ATENÇÃO: NENHUMA DESTAS FOTOS É MONTAGEM.
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Fonte: Blog Amigos do Presidente Lula

Ineficiência: só não vê, quem não quer

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É erro atrás de erro na administração demo-tucana paulistana. Três meses após a posse do prefeito Gilberto Kassab (DEM + PSDB) em São Paulo, a prometida reforma dos nove corredores de ônibus, marcada para ser entregue nesta semana, foi adiada para o ano que vem. E tem mais: vai custar o dobro do previsto.

Reportagem publicada no Estadão de hoje com o título "Obras em corredores de ônibus estão atrasadas e custarão quase o dobro" vem reforçar minha tese sobre a ineficiência da coligação demo-tucana (prefeitura e governo do Estado) na gestão da maior cidade brasileira.

As obras foram prometidas em agosto, durante a campanha eleitoral da reeleição do prefeito Kassab, e tinham seu início programado para novembro pp, para beneficiar, hoje, 3 milhões de paulistanos e aumentar em 10% a velocidade dos ônibus nos corredores.

Obras agora vão custar o dobro

Pior, agora  vão custar o dobro do preço: dos R$ 8,1 mi inicialmente previstos, passaram para R$ 15,4 mil. A data de previsão de entrega, pasmem, passou para abril de 2010! Como bem conclui o jornal "é um caso de multiplicação não das obras, mas de seus preços".

Resultado: o paulistano espera mais um ano e paga - não só com dinheiro, mas com muita paciência e tempo - pelos erros desta "administração-parceira", um condomínio composto pelos demo-tucanos Kassab e ogovernador-presidenciável José Serra, que entregou a prefeitura ao vice-Kassab 1,4 ano após se eleger e foi o principal cabo eleitoral de sua reeleição no ano passado.
 
A Secretaria Municipal de Transportes ainda tem o descaramento de negar o atraso e de argumentar que o aumento (devia dizer a multiplicação) dos custos deve-se a "os novos projetos [que] passaram a englobar a parte de acessibilidade e de melhoria no trânsito do entorno dos terminais". E que "os processos licitatórios também enfrentaram recursos que acabaram por alongar os prazos".

Um belo "tecniquês" para não explicar coisa nenhuma.    

Infelizmente, eu gostaria que fosse o contrário, mas a reforma dos 9 corredores de ônibus da capital, prometida e não cumprida pelo prefeito Gilberto Kassab, é um entre tantos outros exemplos que venho destacando aos leitores deste blog, da ausência de gestão e de projetos sérios destas administraçções demo-tucanas para a cidade e o Estado de São Paulo. 

Aos que ainda se recusam a ver a realidade do paulistano, cito apenas dois exemplos recentes, que compõem o cenário de uma trajédia anunciada: os dados do IDESP (termômetro da qualidade no setor do ensino) que revelam o caos na nossa educação e o investimento em publicidade da prefeitura paulistana, em montante superior ao dinheiro gasto no combate à enchentes.

Sem falar do caos que é o nosso trânsito e da questão da segurança pública que nos ameaça diariamente. E onde estão os resultados das obras bilionárias dos 14,5 anos de tucanato no desassoreamento e despoluição do rio Tietê? E as obras de saneamento da grande São Paulo?

Para piorar, temos hoje essa denúncia na 1ª página da Folha de S.Paulo, também capa do caderno Cotidiano do jornal, da descoberta de uma fraude pela qual a prefeitura paulistana, mediante a formação de cartel  manipulou licitações e pagou até 994% a mais por medicamentos que comprou. 

Com a palavra o prefeito Kassab e seus companheiros tucanos que, nomeados pelo ex-prefeito José Serra, continuam a ocupar a maior parte dos cargos de altos executivos da prefeitura paulistana.  

Só não vê, quem não quer. Lamentável.
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Fonte: Blog do Zé Dirceu

domingo, 29 de março de 2009

Os Cupins de FHC

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“O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse ontem, em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, que as influências políticas em nomeações de cargos eram menores em seu governo do que no de Luiz Inácio Lula da Silva.
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“Tinha muito menos. Em certas áreas zero”, afirmou FHC. “Eu era contra e tentava limitar.”
Questionado se havia nomeações políticas em Furnas, disse que sim. Mas afirmou que houve regressão. Segundo FHC, uma nova espécie de privatização do Estado é a ocupação de cargos por sindicalistas. ” (Folha SP 24 de março 2009)
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“FHC afirmou que a renovação do Legislativo não é suficiente para renovar a confiança na instituição. Para ele, o país continuará elegendo o mesmo tipo de congressista até que reforme a lei eleitoral. “Não dá mais tempo de fazer reforma, mas dá para cobrar dos próximos eleitos que a façam nos primeiros anos de governo.”
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O tucano atacou o que chama de “cupinização” do Estado brasileiro, referindo-se à ocupação de cargos públicos por militantes do governo. “A partidarização da máquina e a substituição por militantes minam a capacidade do governo de fazer [a máquina] funcionar.”
Para ele, o atual governo está ressuscitando os esqueletos que a política brasileira custou a eliminar.” (Folha SP 24 de março 2009)
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Fonte: Blog do Favre
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Filha de FHC, "encostada" no Senado, já custou mais de R$ 1 milhão ao contribuinte

Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), tem o salário de R$ 7600,00 no Senado.

Eles está
comissionada no gabinete do senador demo-pefelista Heráclito Fortes (DEM/PI), desde 2003, quando seu pai, FHC, deixou a presidência da República.

O valor pago pelo Senado nestes 74 meses, desde 2003, à filha de FHC, além de 13º salário por 6 anos, soma o equivalente à R$ 608.000,00.

Sobre este salário base, há os encargos da folha de pagamento, abonos de férias, horas extras, etc., etc., etc.

Com isso o encosto da filha de FHC no Senado já deve ter custado ao contribuinte brasileiro mais de R$ 1 milhão, desde 2003.

Mas a sangria nos cofres públicos não param por aí.

Ainda há os benefícios, como o plano de saúde do Senado, um dos melhores e mais completos do mundo.

A preços de mercado, certamente deveria custar bem mais de mil reais por mês. Se houver dependentes, então o valor equivalente do benefício é ainda mais alto.

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Fonte: Blog Amigos do Presidente Lula

sábado, 28 de março de 2009

Deputados do PSOL questionam contrato de Serra com a Abril

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Só existe essa publicação para professores ?

Só existe essa publicação para professores ?

O Conversa Afiada recebeu a seguinte informação:

Deputados do PSOL questionam no Ministério Público compra de assinaturas da revista “Nova Escola” pelo governo do Estado de SP

O deputado federal Ivan Valente, Líder da Bancada do PSOL na Câmara dos Deputados e os deputados estaduais do Carlos Giannazi e Raul Marcelo protocolaram no dia de hoje, uma Representação junto ao Ministério Público Estadual questionando o contrato firmado entre a Secretaria Estadual de Educação (SEE) e a Fundação Victor Civita – do Grupo Abril – para a distribuição da Revista Nova Escola aos professores da rede.

A Secretaria de Educação comprou 220 mil assinaturas anuais da publicação, sem nenhuma consulta aos professores. Também não realizou licitação, pois considera que esta revista é a única na área da educação, desconsiderando a existência de outras do mesmo gênero que atuam no mercado, demonstrando preferência deliberada pela editora contratada.

Não bastasse essa ação arbitrária, a Secretaria de Educação passou para esta Fundação privada os endereços pessoais dos professores, sem qualquer comunicado ou pedido de autorização dos mesmos, infringindo a lei e permitindo, inclusive, outras destinações comerciais aos dados particulares dos professores.

Ao fazer esta denúncia ao MP os deputados do PSOL expõem as relações entre o Governo Serra e a Editora Abril.

Só este contrato representa quase 25% da tiragem total da revista e garante fartos recursos para o caixa da Fundação Civita, R$ 3,7 milhões. Mas este não é o único compromisso comercial existente entre a Secretaria de Educação e o Grupo Abril, que cada vez mais ocupa espaço nas escolas tendo até mesmo publicações adotadas como material didático, totalizando quase R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada só no segundo semestre de 2008.

Outro absurdo, que merece uma ação urgente, é a “proposta” curricular que reduz o número de aulas de história, geografia e artes do Ensino Médio e obriga a inclusão de aulas baseadas em edições encalhadas do Guia do Estudante, também da Abril, que mais uma vez se favorece os negócios editoriais deste grupo.

As publicações do Grupo Abril não são as únicas existentes, mas, as que têm a preferência do governo, uma preferência que não se explica ao não ser pela prática recorrente de favorecimento. É isto que os deputados do PSOL querem investigar.

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Fonte: Conversa Afiada - Paulo Henrique Amorim

 

Altamiro Borges - FHC está com saudades da “ditabranda”

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Torcendo para que a crise mundial abale a popularidade do presidente Lula, o agourento FHC resolveu soltar a sua língua ferina. Em apenas dois dias, o “príncipe da Sorbonne” falou duas besteiras retumbantes. Talvez influenciado pela Folha de S.Paulo, que recentemente cunhou o odioso termo “ditabranda” para se referir ao sombrio período da ditadura no país, afirmou: “Aí que saudades do governo militar, quando eu podia falar”. Foi uma resposta intempestiva a uma justa alfinetada de Lula, que recentemente afirmou que “tem ex-presidente que fala demais”.

Talvez FHC esteja com saudades da fase em que viveu no exílio, quem sabe “brando”, durante o regime militar. Nos anos de chumbo da ditadura não se “podia falar” à vontade no país, marcado por prisões arbitrárias, torturas, mortes, cassação de parlamentares, intervenção nos sindicatos e censura à imprensa alternativa. Ou talvez FHC esteja com saudades do seu reinado de oito anos no Palácio do Planalto, quando acionou as tropas do Exército para reprimir a greve da Petrobras e desqualificou as criticas ao seu governo, taxando-as de “blábláblá”. Bem diferente de Lula, sua gestão foi autoritária e fez de tudo para “quebrar a espinha dorsal” dos movimentos sociais. 

Corrupção e caradura dos tucanos

A outra pisada na bola de FHC ocorreu durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, no qual ele afirmou, descaradamente, que no governo Lula “a corrupção é endêmica. A diferença [entre a minha administração e atual] é de atitude: não posso dizer que não teve, mas garanto que eu não compactuei com ela. Nunca passei a mão na cabeça de corrupto [ao contrário do presidente Lula]”, registrou, excitada, a Folha. Este jornal, hoje um dos principais palanques da oposição neoliberal-conservadora, deveria, no mínimo, citar as denúncias de corrupção durante o governo de FHC. E olha que não foram poucas. Vale à pena refrescar a memória de FHC e de Otavinho:

- Sivam. Logo no início do primeiro mandato de FHC, denúncias de corrupção e de tráfico de influencias no contrato de US$ 1,4 bilhão na criação do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) derrubaram o um ministro e dois assessores do presidente. Mas a CPI instalada no Congresso, após intensa pressão, foi esvaziada pelos aliados do governo e resultou apenas num relatório com informações requentadas ao Ministério Público;

- Pasta Rosa. Pouco depois, em agosto de 1995, eclodiu a crise dos bancos Econômico (BA), Mercantil (PE) e Comercial (SP). Através do Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro (Proer), FHC beneficiou com R$ 9,6 bilhões o Econômico numa jogada política para favorecer o seu aliado ACM. A CPI instalada não durou cinco meses, justificou o “socorro” aos bancos quebrados e nem sequer averiguou o conteúdo da pasta rosa, que trazia o nome de 25 deputados subornados pelo Banco Econômico;

- Precatórios. Em novembro de 1996 veio à tona a falcatrua do pagamento de títulos no Departamento de Estradas de Rodagem (Dner). Os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor destes precatórios para a quadrilha que comandava o esquema, resultando num prejuízo à 
União de quase R$ 3 bilhões. A sujeira resultou na extinção do órgão, mas os aliados de FHC impediram a criação da CPI para investigar o caso;

- Compra de votos. Em 1997, gravações telefônicas colocaram sob forte suspeita a aprovação da emenda constitucional que permitiria a reeleição de FHC. Os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, teriam recebido R$ 200 mil para votar no projeto. Eles renunciaram ao mandato e foram expulsos do partido, mas o pedido da CPI foi bombardeado pelos governistas;

- Desvalorização do real. Num nítido estelionato eleitoral, FHC promoveu a desvalorização do real no início de 1999. Para piorar, socorreu com R$ 1,6 bilhão os bancos Marka e FonteCidam – ambos com vínculos com tucanos de alta plumagem. A proposta de criação da CPI tramitou durante dois anos na Câmara Federal e foi arquivada por pressão da bancada governista;

- Privataria. Durante a privatização da Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas entre Luis Carlos Mendonça de Barros, ministro das Comunicações, e André Lara Resende, dirigente do banco. Eles articulavam o apoio da Previ, o Banco do Brasil, para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o tucano Pérsio Árida. A negociata teve valor estimado de R$ 24 bilhões. Apesar do escândalo, o governo sabotou a instalação da CPI. O outro envolvido neste escândalo foi Daniel Dantas, o especulador “muito competente”, segundo outra besteira dita recentemente por FHC;

- Eduardo Jorge. O secretário-geral de FHC foi alvo de inúmeras denúncias no reinado tucano: esquema de liberação de verbas no valor de R$ 169 milhões para o TRT-SP; montagem do caixa-dois para a reeleição; lobby para favorecer empresas de informática com contratos no valor de R$ 21,1 milhões só para a Montreal; e uso de recursos dos fundos de pensão nas privatizações. 

- CPI da Corrupção. Em 2001, chafurdando na lama, o governo ainda bloqueou a abertura de uma CPI para apurar todas as denúncias contra a sua triste gestão. Foram arrolados 28 casos de corrupção, que depois se concentraram nas falcatruas da Sudam, na privatização da Telebrás e no envolvimento do ex-ministro Eduardo Jorge. 

A pisada na bola de Lula

Toda essa imundice no ninho tucano ficou impune, com a cumplicidade da maior parte da mídia. FHC também contou com a ajuda do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que por isso foi batizado de “engavetador-geral”. Dos 626 inquéritos instalados até maio de 2001, 242 foram engavetados e outros 217 foram arquivados. Eles envolviam 194 deputados, 33 senadores, 11 ministros e ex-ministros e, em quatro, o próprio FHC. Nada foi apurado e FHC afirma hoje, na maior caradura, que “nunca passei a mão na cabeça de corrupto”. Haja paciência!

Logo no início do seu primeiro mandato, Lula se jactou de ter rejeitado terminantemente a idéia da abertura das investigações sobre a “herança maldita” da corrupção tucana. Diante da língua ferida de FHC, talvez ele já tenha se arrependido de tanta “bondade”!
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Fonte: Altamiro Borges

Se gritar pega ladrão...

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São Paulo: o futuro comprometido

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É alarmante a situação da educação sob a tutela tucana, ou melhor, sob a responsabilidade do governador e candidato a presidente da nação, José Serra. Há dias, como vocês podem acompanhar, publico neste blog comentários sobre os dados mais recentes do Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo, o IDESP. 
 
Criado pela Secretaria de Estado da Educação, o índice avalia a nota de português e matemática que os alunos tiram no exame anual do SARESP - ao qual as escolas públicas do Estado estão submetidas - e a quantidade de alunos que está de acordo com o fluxo escolar.
 
Uma matéria divulgada hoje (26.03), em O Estado de S. Paulo, destaca que na região centro-oeste paulistana, a mais bem avaliada do IDESP e que compreende bairros como Itaim Bibi, Vila Madalena e Alto de Pinheiros, a maioria dos alunos não domina o conteúdo da série em que estão.
 
Um verdadeiro descaso 
 
Jovens do último ano do ensino médio que deveriam estar aptos para entrar nas universidades, se tornarem profissionais no futuro e contribuir com o desenvolvimento do país, não conseguem resolvem sequer equações de segundo grau e encontram dificuldades em operações como adição e multiplicação. Além disso, mais de 50% dos alunos da 8a. série e do 3o. ano colegial estão classificados nos níveis básico e abaixo do básico do IDESP.
 
Esta é a prova cabal da incompetência tucana no poder desde 1994! Sem contar os 12 anos anteriores de administrações do PMDB, composta por quadros aliados ao PSDB - das quais vários integrantes hoje compõem a administração José Serra. 

Temos aí, na educação, o equivalente a 14 anos de silêncio, de ausência de iniciativas transformadoras, de descaso e desrespeito com os paulistas. E, principalmente, da vigência de uma administração predadora, incapaz de realizar minimamente sua função de governo. 

O ônus desses 14,5 anos é claro: perdem os jovens, perde o Estado, perde o Brasil. Sem eficiência, continuaremos anos luz do futuro que esse país merece e deseja.
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Fonte: Blog do Zé Dirceu

Problemas no governo Serra derrubam 2 secretários em 10 dias

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O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), viu-se constrangido nesta sexta-feira (27) a trocar o comando de mais uma importante secretaria de seu governo. Dez dias após a demissão do secretário de Segurança, Ronaldo Marzagão, agora é a vez da secretária de Educação, Maria Helena Guimarães, deixar o posto. Ambos alegaram “motivos pessoais” para a demissão, mas não é segredo para ninguém que as duas secretarias vinham enfrentando uma série de problemas que, ao lado de outras mazelas do governo Serra, estavam dinamitando a imagem de “bom administrador” que o tucano tentava vender para a opinião pública com vistas às eleições de 2010.



Maria Helena Guimarães, agora ex-secretária

A demissão de Maria Helena Guimarães de Castro foi confirmada na manhã desta sexta-feira (27). Serra disse que Maria Helena continuará como coordenadora técnica da pasta, que será assumida pelo deputado federal Paulo Renato de Souza (PSDB-SP). O governador usou metáforas futebolísticas para definir a parceria entre Paulo Renato e Maria Helena, iniciada quando o deputado foi ministro da Educação de Fernando Henrique Cardoso (FHC) e Maria Helena era secretária executiva do ministério.

 

 "Vai ser como (Carlos Alberto) Parreira e (Mário Jorge Lobo) Zagallo em 1994. Ele é o técnico e ela é a coordenadora técnica", disse Serra, que chamou Paulo Renato de "craque da educação", mesmo ele tendo sido apontado pelas entidades estudantis como o pior ministro da Educação que o país já teve. O governador também elogiou a ex-secretária, salientando que ela fez um trabalho excelente e uma "revolução" na educação de São Paulo.

 

Mas as palavras de exaltação de Serra não guardam nenhuma relação com a realidade da educação no Estado. Pelo contrário, é justamente a insuficiência dos resultados alcançados na área que contribuiram para a demissão da secretária.

 

Maria Helena Guimarães de Castro assumiu a secretaria em 25 de julho de 2007, de lá pra cá não conseguiu alterar as péssimas condições da educação no Estado.

 

O ensino fundamental da rede estadual de São Paulo avançou pouco no último ano, segundo dados divulgados pelo governo do Estado. O Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) dos alunos de 1ª a 8ª série aumentou menos de 3% entre 2007 e 2008 e sequer chegou a nota 4, numa escala de 0 a 10. O cálculo do indicador leva em conta o desempenho dos estudantes numa prova feita pelo governo, o Saresp, e a quantidade de alunos na série correta para a idade.

 

Foram avaliadas 5.183 escolas de São Paulo. 59,5% das escolas de 1ª a 4ª séries não atingiram as metas do ano passado. O percentual é de 55,2% entre as escolas de 5ª a 8ª série.

 

Maria Helena também enfrentou uma das maiores greves de professores já realizada. A paralisação durou quase um mês. Os professores eram contra a mudança no material didático, nos critérios de bônus recebidos pelos profissionais do setor e o corte de benefícios como o Adicional Local de Exercício.

 

Mas a gota d´água para a demissão, segundo informações do próprio Palácio dos Bandeirantes, teria sido o escândalo provocado pela distribuição de livros de Geografia com mapas errados a alunos das escolas estaduais. No mapa, apareciam dois Paraguais, um deles no lugar do Uruguai. O Equador tinha desaparecido do mapa. A Secretaria chegou a informar que não trocaria o mapa e que havia posto a correção no site da Fundação Vanzolini, responsável pela edição. Para entrar no site, era preciso ter senha.

 

Em artigo publicado no site da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), a presidente da entidade, Maria Izabel Azevedo Noronha, diz que “a secretária (de Educação, Maria Helena Guimarães) protagoniza, desde o início de sua gestão, uma cadeia sucessiva de erros. Ela tem demonstrado grande incompetência e nenhuma capacidade de leitura da realidade da rede estadual de ensino, se colocando sempre acima desta realidade, como se tudo pudesse ser explicado pelo inexplicável.”

 

Com os olhos em 2010

 

A escolha de Paulo Renato para chefiar a educação é, ao lado da escolha de Geraldo Alckmin para a Secretaria de Desenvolvimento, uma clara operação de Serra para turbinar seu governo e fortalecê-lo para a disputa interna do PSDB, na qual buscará se cacifar como candidato presidencial em 2010.

 

"Ele tem mais peso político para as eleições de 2010", disse Maria Helena sobre Paulo Renato, confirmando a estratégia política do governador.

 

O problema de Serra é que áreas sensíveis como segurança e educação, por exemplo, não se resolvem com mera troca de gestores, mas sim com uma nova visão de administração e com políticas públicas avançadas que, até agora, parecem não fazer parte do script do governo tucano.

 

Segunda troca em dez 10 dias

 


Esta foi a segunda troca de comando nas pastas do governo paulista em poucos dias. No último dia 17, o secretario de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão pediu demissão do cargo, também alegando 'motivos estreitamente pessoais', como é praxe nos meios políticos.

 

Marzagão se demitiu do cargo após denúncias de corrupção envolvendo policiais civis e militares. Mas tanto Guimarães quanto Marzagão não deixaram suas respectivas secretarias por problemas isolados, e sim pelo "conjunto da obra".

 

Marzagão enfrentou nada menos que 10 crises em sua pasta desde que assumiu o posto. Entre os escândalos e denúncias que mancharam sua gestão está o pagamento de propinas entre policiais civis, ligação da polícia com a máfia dos caça-níqueis, uma longa greve de policiais civis que terminou em confronto com a Polícia Militar na porta do Palácio dos Bandeirantes, a descoberta de grupos criminosos integrados por policiais e a suspeita de que gente da cúpula da segurança estaria envolvida com esquemas de extorção e venda de cargos na polícia, entre outras denúncias.

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Fonte: Vermelho

quinta-feira, 26 de março de 2009

Prefeito de Guarulhos dá exemplo para Serra

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O secretário de Habitação, Orlando Fantazzini, acredita que Guarulhos tem as condições necessárias para receber recursos do plano habitacional do Governo Federal, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (25). Estão previstos investimentos de R$ 34 bilhões para a construção de um milhão de moradias, sendo 400 mil para famílias com renda de até três salários mínimos.

Fantazzini não soube precisar exatamente o total de recursos que virão para a cidade, uma vez que essa distribuição ocorrerá de acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre o déficit em cada região do país. "Um levantamento preliminar feito pelo próprio IBGE diz que o déficit em Guarulhos é de 30 mil domicílios. Mas esse investimento também depende de um conjunto de fatores, como existência de áreas disponíveis, demanda e interesse das empresas construtoras", enfatizou.

Ele ressalta que, antes de tudo, existe vontade política do prefeito Sebastião Almeida de investir significativamente na construção de casas populares. E esta decisão somada a toda a infraestrutura que a cidade oferece no sentido de atrair investimentos são fatores qualificativos quando se estabelecem critérios técnicos para a obtenção de recursos.
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Fonte: Guarulhos Agora

Moradia: no plenario da Assembleia Legislativa, criticas ao governador Serra

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O programa habitacional lançado pelo presidente Lula nesta quarta-feira foi o tema central dos debates no plenário da Assembleia Legislativa. Já conhecido como “Minha Casa, Minha Vida”, o programa prevê a construção de um milhão de moradias para famílias com renda de até dez salários mínimos.

A bancada petista manifestou indignação com a atitude do governador José Serra, que tem sinalizado que não pretende fazer concessões tributárias, a exemplo de outros estados, para garantir a participação de São Paulo no programa de moradia popular do governo federal.

Com início previsto já para o dia 13 de abril, “Minha Casa, Minha Vida” envolve recursos de 34 bilhões de reais, além dos 4,5 bilhões de reais previstos no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para linhas de financiamento já existentes.

Apesar de toda esta atividade do governo federal para o combate do déficit habitacional, ativação da economia e geração de emprego, o governo paulista, sob a alegação de que São Paulo tem um programa próprio, apresenta uma proposta tímida de ao longo dos quatros anos de sua gestão, entregar 120 mil casas para um déficit de 1,5 milhão de moradias no Estado.

“Lutamos para que São Paulo tenha uma política semelhante a do governo Lula, que destina recursos de acordo com as necessidades dos municípios e não em função de partidos”, disse o líder da bancada petista, Rui Falcão.

Para o deputado Simão Pedro, “chama a atenção para a atitude do governador Serra que se nega a participar do esforço coletivo de outros governadores e prefeitos e diminuir, por exemplo, a alíquota de ICMS no material de construção para baratear a moradia popular”.

A forma criativa e inédita do governo federal de enfrentar a crise global, com a construção de moradias e geração de empregos, em contraste com o descumprimento até de metas orçamentárias do governo Serra foi ressaltada pelos deputados Carlinhos de Almeida, Fausto Figueira e Antonio Mentor.

Mas, o programa de moradia popular do governo federal também é destaque dos principais jornais do País pelo incentivo à cidadania do brasileiro. “A luta pela moradia popular é um dos pilares do movimento social. Por isso, o programa tem o grande mérito de atenuar a crise e também de responder ao anseio de milhares de famílias que sonham com a casa própria e todos sabemos como a aquisição deste bem é importante para os brasileiros”, destacou o deputado Vicente Cândido, que lembrou ainda que é a primeira vez na história do Brasil que o governo tem um papel ativo diante da crise.

Fonte: Bancada do PT na Assembleia Legislativa SP

Kassab se engana ao explicar queda nas pesquisas



Kassab, o prefeito que gastou mais em propaganda do que em obras contra as enchentes (leia o post Gastos com publicidade, sim. Para enchentes, não) diz que sua popularidade caiu por causa da coincidência entre a data de realização da pesquisa e a grande cheia de 17 de março na capital paulista. Sua explicação é referendada pelo diretor do Datafolha. 

Nesta última pesquisa Datafolha, e apenas 5 meses após ser reeleito, a popularidade do prefeito despencou 11 pontos percentuais - de 56% em novembro para 45% em fevereiro. Agora, no ranking de avaliação dos prefeitos de capitais do país ele está em 5º lugar.

Reeleito em outubro do ano passado com 61% dos votos, com apoio aberto da mídia paulistana - como também se elegeu em 2004 o prefeito José Serra, a quem ele substituiu um ano e quatro meses depois - o prefeito Kassab faz uma leitura errada da queda de seus índices nas pesquisas.

Tudo virou propaganda eleitoral

Agora vai dizer que foi a enchente que derrubou sua aprovação? Foram as falsas promessas feitas para ganhar a eleição. Kassab caiu porque apenas um mês e meio de seu novo mandato (a pesquisa foi feita em meados de fevereiro) foi suficiente para que a população descobrisse que ele não cumpria nenhuma de suas promessas de campanha, nem mesmo as de rapidíssima implantação. 

Kassab, que emergiu do pleito em que se reelegeu no ano passado com a mais nova estrela do ex-PFL-DEM, governa a cidade numa inédita parceria em que não o seu partido, o ex-PFL-Dem, mas o PSDB, detém a maioria dos postos-chave na Prefeitura paulistana. 

A estranha situação se deve ao fato de que ele se elegeu vice de José Serra em 2004, assumiu a prefeitura quando este se desincompatibilizou 15 meses depois para disputar o governo do Estado, e se reelegeu no ano passado tendo Serra como seu principal cabo eleitoral. Em troca mantém os quadros nomeados pelo patrono para a Prefeitura.
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Fonte: Blog do Zé Dirceu

Minha casa, Meu sonho

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Dez regras da grande imprensa ao abordar movimentos sociais

Convenções básicas (quem não cumprir está sujeito à demissão):

Por Osvaldo da Costa, na Adital



1ª) Toda ocupação de terra deve ser chamada de invasão
Ao invés de usar o termo adotado pelos movimentos sociais, "ocupação" – manifestação de pressão para o cumprimento da Constituição pelo Estado e denúncia da existência de latifúndios –, é mais eficiente para o objetivo de defesa do princípio da propriedade privada a utilização da palavra "invasão" – tomar para si pela força algo que não lhe pertence.

 

Dessa maneira, implicitamente, estamos dizendo que discordamos dessa prática e a consideramos ilegal, e conseguimos gerar a sensação de pânico generalizado em todos os donos de propriedade, sejam elas rurais e produtivas, ou até mesmo propriedades urbanas.

 

Observação: essa regra não é generalizável. Para os casos em que os Estados Unidos invadem países, destroem a infra-estrutura e matam a população, deve-se utilizar o termo "ocupação".

 

2ª) Regra do efeito dominó: fale só do maior para bater em todos
O acordo da grande imprensa é manter somente o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na pauta dos noticiários, e evitar sempre que possível falar da existência de outros movimentos sociais. Para isso, quando se tratar de movimentos do campo, basta usar sempre a expressão genérica "movimento dos sem-terra", ou falar dos "sem-terra", sem mais detalhes.

 

Se a pauta exigir o detalhamento do movimento, recomenda-se associá-lo sempre ao alvo principal, com expressões como "movimento dissidente do MST".

 

Essa regra ainda colabora para a desunião entre os movimentos, pois os menores se incomodam pela invisibilidade e pelo fato de terem suas ações relacionadas sempre ao MST.

 

3ª) Reforma Agrária deve ser tratada como questão de polícia
Movimentos sociais e reforma agrária devem, sempre que possível, ser tratados na página policial, no caso de jornais impressos, e no bloco do crime e dos desastres, no caso dos telejornais.

 

Caso não seja possível enquadrá-los na seção policial ou em espaço próximo, use títulos para editorias que lembrem o belicismo, como "campo minado". Não importa o que diga sua matéria, os títulos devem falar por ela, mesmo que não tenham relação com o conteúdo. Use tons sensacionalistas e fatalistas.

 

4ª) Nunca divulgue os artigos progressistas da Constituição Federal
Os artigos da Constituição Federal que tratam da função social da terra, que integram o código agrário – 184 a 191 – nunca devem ser mencionados em reportagens sobre os movimentos sociais, para evitar a compreensão de que a ação de invasão de terras pode ter algum respaldo legal.

 

É sempre recomendável lembrar da lei de Segurança Nacional e da necessidade de uma legislação contra o terrorismo no Brasil. O termo "Estado de Direito" é ideal para isso. Considere qualquer manifestação uma afronta ao Estado de Direito, mesmo que ele seja apenas o Direito do Estado.

 

Se falar do Estado de Direito e suprimir os artigos progressistas da Constituição não for suficiente, convém colocar as reportagens próximas à cobertura de ações terroristas ou, levantar a suspeita de que há relação do movimento social com uma organização terrorista ou guerrilheira estrangeira.

 

Conjunto de regras para serem selecionadas e aplicadas conforme a conjuntura exigir:

 

5ª) Levante a bola para o oportunista de plantão
Não é verdade que o papel da imprensa é apurar a verdade dos fatos. Todo aspirante deve saber que a imprensa tem poder para gerar os fatos.

 

Além disso, apurar fatos implica em sair da sua cadeira e nem todos eles podem ser apurados por telefone. Basta fazer uma reportagem suspeitando de algo, e procurar um oportunista que queira protagonizar a indignação pública para a suspeita ganhar dimensão de notícia.

 

Sempre há alguém à disposição esperando para se deslumbrar com as luzes dos holofotes. O exemplo bem sucedido mais recente foi o caso da requentada pauta da suspeita da legalidade do financiamento público para cooperativas da reforma agrária, em que o presidente do Superior Tribunal Federal (STF) desempenhou o papel de porta-voz da bancada ruralista, dando respaldo para a suspeita, e de quebra, aproveitando para atacar o governo federal.

 

Se não houver ninguém do Judiciário ou algum deputado, não importa, qualquer um, sem nunca ter ido a um assentamento ou acampamento pode ser transformado em "especialista" em questão agrária: sociólogos, filósofos e até jornalistas.

 

6ª) Nem sempre devemos apurar os dois lados da notícia
Quando já conseguimos incutir um pré-julgamento na opinião pública sobre o caráter marginal das ações dos movimentos sociais, podemos reforçar essa opinião entrevistando somente o lado agredido pelas ações, as vítimas dos movimentos. Fica implícita a informação de que, como os integrantes dos movimentos são foras da lei, quem deve escutá-los é a polícia e o poder judiciário. Se ainda assim tiver que ouvi-los, seja breve e descontextualize a frase.

 

7º) Não deve existir noção de historicidade, nem de causa e conseqüência em nossas reportagens
Não abordar as razões da ação dos movimentos sociais, evitar a divulgação da nota à imprensa. Não importa há quanto tempo às famílias estejam acampadas, quais promessas foram feitas pelo governo, se a terra é do banqueiro que saqueou os cofres públicos ou do coronel que vive do trabalho escravo. Se detenha nas conseqüências da ação.

 

8°) Dramatização da repercussão das ações dos movimentos sociais

Retire o foco das motivações estruturais e causas históricas e centre a abordagem nas conseqüências para os indivíduos donos ou empregados das propriedades invadidas ou atacadas.

 

– fale do prejuízo econômico para o proprietário, e se possível faça uma entrevista com o mesmo ou com um familiar próximo para mostrar a comoção da família diante do ataque bárbaro. É importante mostrar o estado de choque emocional, e o ideal é que a pessoa esteja chorando.

 

– surte grande efeito a entrevista com trabalhadores da fazenda ou da empresa. O maior exemplo é o caso da ação no horto da multinacional Aracruz no Rio Grande do Sul, em que uma técnica de laboratório se fez passar por pesquisadora e, em prantos (!), afirmou que a destruição das mudas de eucalipto acabou com mais de vinte anos pesquisa.

 

Nesse caso, as reportagens conseguiram colocar os movimentos sociais como contrários à ciência e ao desenvolvimento tecnológico, evitando a pauta concreta da ação, que se centrava na expansão ilegal das terras da empresa e na depredação da natureza com o monocultivo de eucalipto.

 

9ª) Campanha de desmoralização permanente dos movimentos sociais
É sempre bom manter semanalmente pautas de desgaste aos movimentos sociais, mesmo que não haja uma ação que renda manchete. Nesses casos, a regra é trabalhar com associação, encaixando uma reportagem que fale sobre um movimento após ou entre matérias que falem, por exemplo, de casos de corrupção no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), venda de terra e desmatamento em assentamentos da Amazônia Legal, etc.

 

Bata nas mesmas teclas, insista nas mesmas teses permanentemente, mesmo que elas já tenham sido usadas antes. Insista, por exemplo, que o MST irá romper com o Governo Lula desta vez, mesmo que o movimento afirme e demonstre desde o primeiro dia de governo que nunca esteve atrelado.

 

E quando não for possível tomar como alvo os movimentos sociais, vale mirar nas bandeiras de luta deles, alegando estarem ultrapassadas, deslegitimando-as como parte da solução atual para os problemas do país. Nesse caso, pode-se até reconhecer o valor histórico que bandeiras como reforma agrária cumpriram no Brasil e em outros países, mas deve-se usar essa manobra apenas para recusar essas propostas no presente.

 

10ª) É fundamental saber manipular a dimensão subjetiva do telespectador ou do leitor
Não é apenas com a manipulação dos fatos e com a edição das entrevistas que podemos influenciar na interpretação que os nossos consumidores farão. Na TV, a expressão facial e o tom de voz dos repórteres, dos comentaristas e, sobretudo, dos âncoras, é determinante. A adoção do semblante sério e do tom de voz grave deve indicar a importância do tema.

 

Além da performance dos jornalistas como atores, é recomendável que o pano de fundo do cenário também traga imagens que gerem medo e desconfiança. O exemplo do Jornal Nacional é o mais ilustrativo: para falar da reforma agrária e dos movimentos que lutam por ela: aparece uma cerca rompida e três vultos disformes – "afinal não são pessoas, são sombras" –, empunhando ferramentas de trabalho como se fossem armas, numa ação de invasão da propriedade (e da casa do espectador).

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Fonte: Vermelho

quarta-feira, 25 de março de 2009

FHC deveria fundar o MSV movimento dos sem-vergonha na cara

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Em reunião de DEMos e CANSADOS, da estirpe do presidente de "honra" dos DEMos, Jorge Bornhausen, na Associação Comercial de São Paulo, FHC radicalizou na sua costumeira falta de vergonha na cara.

O vendilhão da pátria, criticou a existência de estatais subordinadas às diretrizes políticas do governo para atuarem também como empresas de interesse público. Disse que nomeações "passaram do limite e minam a capacidade da máquina pública", citando nominalmente empresas como a Petrobrás e o Banco Brasil.

Isso, depois de Lula tornar a Petrobrax de FHC na Petrobrás de agora, uma das maiores petroleiras do mundo, e o Banco do Brasil deter a maior carteira de crédito do Brasil, com ambas as empresas lucrativas e com alto valor de mercado.

Isso quando o mundo todo abandona as teses neoliberais da sociologia do entreguismo de FHC, e quando o mundo inteiro elogia a capacidade do estado brasileiro intervir na economia, através de suas estatais.

O réu FHC, que corre risco de ver o sol nascer quadrado, se vier a ser condenado por conta do processo fraudulento da privatização da Vale do Rio Doce, teve a ousadia de expor-se a este ridículo:

"Estamos sofrendo a cupinização do Estado brasileiro, em que o loteamento dos cargos acabou sendo ocupado por políticos, que substituem os técnicos capacitados"

Bem adequado falar em cupins para quem tem tamanha cara-de-pau, a ponto de usar estatais paulistas como a SABESP para bancar seu instituto fajuto, em dívida na prestação de contas com Ministério da Cultura.

O príncipe das quebradeiras e alegria do banqueiros internacionais, que entrou no livro dos recordes por ter quebrado o Brasil três vezes, ocupa lugar de destaque na galeria da desonra, na história do século XX, ao lado de "estadistas" da estirpe de Boris Yeltsin que quebrou a Rússia, e de Carlos Menem, que quebrou a Argentina.

Mesmo com esse prontuário histórico, FHC, já percebendo a vitória do presidente Lula sobre a crise internacional, crise na qual FHC depositava todas as fichas do Brasil também quebrar, para "melhorar" sua biografia perante a história, quando comparada à do estadista Lula... FHC arrematou em entrevista no programa de TV Roda-viva, roubando o empenho do governo Lula e o sacrifício do povo brasileiro para restabelecer uma economia sólida, desde 2003, ao falar que deve-se à ele, FHC:

"O Brasil está muito mais preparado agora para enfrentar crises do que antes, isso graças ao que fizemos."

Ahhh... se eu estivesse nessa platéia... era melhor nem ir de sapato.  
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Fonte: Amigos da Presidente Dilma

terça-feira, 24 de março de 2009

Por motivação eleitoreira Serra pode deixar São Paulo fora do programa federal da Casa própria

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O programa de habitação a ser lançado pelo governo federal para construir em dois anos 1 milhão de casas e apartamentos a baixo custo poderá ser boicoteado pelo governo de São Paulo, por motivos exclusivamente eleitoreiros. É o que aparece em matéria do jornal VALOR de hoje.

Uma das chaves do programa é a desoneração, assim como o financiamento a juros baixos. O governo federal, por exemplo, reduzirá os tributos federais (agrupados na sigla RET) de 7% para 0,5 ou 1%. A mesma política de desoneração visa a reduzir o custo do financiamento e do seguro praticado pelos bancos federais.

Os tributos estaduais e municipais também pesam negativamente no programa, que constitui um poderoso instrumento de incentivo ao setor da construção, empregador de mão de obra numerosa. A maioria absoluta dos governadores concordaria, segundo o jornal VALOR,  em reduzir o ICMS para habitação, mas não o governador José Serra que procura argumentos para não aderir ao programa, sem sofrer desgaste político com a sua mesquinha decisão.

Segundo o jornal VALOR:

“Em um país com um déficit de 8 milhões de residências, oferecer casas a preços módicos à população de baixa renda é certeza de retorno eleitoral. Poucos bens no país são tão cobiçados quanto a casa própria, principalmente junto às populações periféricas das grandes metrópoles, foco principal do programa. “Cerca de um terço da população brasileira tem como principal aspiração a casa própria”, afirma o cientista político e consultor de campanhas tucanas, Antônio Prado. “Não importa se o governo diz que vai construir um milhão e só entrega 500 mil, o capital político de um programa como esse é enorme”, diz.

O alívio tributário por parte dos Estados - e também dos municípios - é ponto fundamental para que o governo consiga conceder subsídios relevantes, principalmente para a parcela da população que ganha de zero a três salários mínimos, o principal alvo do programa habitacional. A estimativa das empresas do setor é de que os tributos estaduais e municipais representem cerca de 8% do custo total de uma casa popular.”

O governador Serra, segundo o VALOR, não está disposto a abrir mão do ICMS estadual para evitar que o governo federal tenha exito em levar a frente o programa habitacional.

Quem pagará as consequências se persistir está atitude negativa do governador? A população de São Paulo.

O artigo do jornal VALOR informa que Serra vai utilizar diversos tipos de argumentos para tentar evitar o desgaste de não apoiar o programa federal de habitação. Ele evitará afirmar sua oposição frontalmente, mas não deixará que o mesmo possa contribuir para reduzir o déficit habitacional em São Paulo pois na cabeça dele, o crédito ficaria com o governo Lula.

Segundo o jornal VALOR:

“O governador de São Paulo, José Serra (PSDB) está decidido a não fazer nenhuma redução no ICMS de produtos ligados à construção, como espera Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil e coordenadora do programa federal de habitação popular que deve ser lançado esta semana. Serra tem evitado afirmar publicamente que é contra as concessões tributárias previstas no projeto, mas já deixou claro aos seus secretários ligados às áreas econômica e habitacional que não cederá aos pedidos do Planalto. O governador paulista deve ser um dos poucos a não apoiar financeiramente o alardeado plano do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de construir um milhão de casas até 2010 e, por isso, quer evitar ao máximo que sua decisão ganhe conotação política em um momento de pré-campanha.”

Para esconder sua mesquinha motivação política, o governador Serra vai investir com tudo em publicidade de programas habitacionais estaduais, tentando passar a ideia que o Estado está fazendo sua parte. Mas como diz o lide do artigo do VALOR: “Governador está decidido a não fazer as concessões tributárias que o programa federal de habitação exige”.

Segundo o jornal, a não adesão ao programa federal de 1 milhão de casas por parte do Estado de São Paulo, ira encarecer os custos do programa federal “exigindo desembolsos maiores da União ou do mutuário”.

E depois disto, o Serra fará de novo aquela campanha, “Serra é do bem”?

Fonte: Blog do Favre

Brasil o país do futebol está se tornando o país do economês

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Um fato que podiamos nos orgulhar até bem pouco tempo atrás, de que toda a população brasileira que gosta de futebol se sente um pouco como um técnico, dando palpites na escalação, dando opiniões sobre quem convocar e etc.

Este fato nos últimos meses se inverteu, o Brasil se tornou o país dos economistas, eles surgem aos montes, nos mais diversos meios de comunicação, todos fazendo previsões, das mais sombrias as mais otimistas. O detalhe é que ninguém sabe da onde surgem estes especialistas, eles simplesmente dão entrevistas, muitas vezes criticando as ações tomadas pelo governo, e na maioria das vezes ou quase que uma unanimidade criticam a taxa de juros, eu quero ver quando a taxa de juros não for mais a vilã quem será a bola da vez.

Esse é sinal de que em alguns setores a crise fez foi ampliar a geração de empregos, os economistas que o digam.

Fonte: PIG 2010

"Se neoliberalismo voltar em 2010, é retrocesso"

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A previsão é do Luiz Dulci, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, durante o seminário promovido pelo deputado João Paulo (PT-SP), em Osasco.

No discurso, uma verdadeira palestra, o reservado Dulci foi direto ao ponto: temos que combater a tentativa da oposição de confundir os projetos e de não diferenciar as propostas entre os partidos. Citando promessa do governador e presidenciável tucano de Minas, Aécio Neves de que "vai fazer tudo o que Lula faz mais o choque de gestão", Dulci, didaticamente, explicou que não é assim que funciona.

O que está em jogo é uma "outra visão de vida, de que a saúde, a educação não podem ser submetidas à lógica mercantil." E complementou: "mesmo que os outros candidatos queiram manter o governo como está não conseguiriam, porque eles "foram eleitos por outras forças políticas. A base social é outra. A visão social é outra."

2010: uma disputa ideológica

Para o 2010, o ministro Dulci defendeu a disputa ideológica e "um discurso mais ousado" do PT. Alertou para a tentativa da oposição de "salgar a terra" com a volta do neoliberalismo e de "inviabilizar o retorno de Lula em 2014". 

Também criticou duramente a postura dos tucanos que agem como se jamais tivessem governado sob o jugo neoliberal e deixado ao país a "herança maldita" de oito anos. "Vamos ter que fazer essa disputa" e impedir que a oposição defenda de "cara limpa" o neoliberalismo. Para a platéia de muitos trabalhadores, Dulci foi feliz na escolha do exemplo: "Eles não deram aumento ao salário mínimo e não darão de novo".

Para discutir a crise internacional, ao lado de Dulci, o evento contou com a presença de Luciano Coutinho, presidente do BNDES, que prognosticou mais três a cinco anos de turbulência mundial. Mas apesar disso, Coutinho reafirmou a capacidade do país de enfrentar a crise e ressaltou a importância do PAC, dos investimentos em infraestrutura e a necessidade de uma "melhor eficiência na gestão do Estado e na distribuição de renda com a dinamização do mercado interno".
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Fonte: Blog do Zé Dirceu

domingo, 22 de março de 2009

Você paga o melhor plano de saúde do mundo a 20 mil membros da família Senado Federal

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Contribuinte brasileiro paga o melhor plano de saúde do mundo para um grupo 20 mil pessoas ligadas ao Senado Federal. São senadores, ex-senadores e seus parentes, além dos funcionários da Casa, que têm direito a reembolso de tratamento médico realizado em qualquer especialista ou clínica no Brasil.
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“É um plano realmente espetacular”, afirma o consultor do site Contas Abertas, Gil Castelo Branco.
> Paulo Henrique Amorim o entrevistou por telefone.
Ouça a entrevista
Paulo Henrique Amorim – Eu vou conversar agora com Gil Castello Branco, que é consultor do site Contas Abertas.
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Como vai, Gil, tudo bem?
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Gil Castello Branco – Tudo bem, Paulo Henrique.
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PHA – Gil, primeiro, o que é o Contas Abertas?
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GCB – O Contas Abertas é uma entidade sem fins lucrativos, quer dizer, não costumo chamar de ONG, porque esse nome hoje em dia já está muito desgastado, e que trabalha em divulgar a execução orçamentária da União, sobretudo do governo federal, para tentar em síntese, o seguinte. Nós entendemos que a transparência provoca o maior controle social e esse controle social ampliado faz com que haja uma melhoria da qualidade e até da legalidade do gasto.
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PHA – Eu ouvi hoje de manhã uma entrevista que você deu ao Milton Jung, da CBN, e fiquei muito impressionado. Eu gostaria que, se possível, você reproduzisse aquela informação, aquele raciocínio, de que o contribuinte brasileiro, nós, que pagamos impostos, pagamos a conta do melhor plano de saúde do mundo para cerca de 20.000 pessoas ligadas ao sistema do Senado Federal, entre senadores, funcionários e familiares. Como você poderia nos descrever esse processo espantoso?
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GCB – Bem, eu até faço assim uma distinção entre o plano dos senadores e seus familiares e até ex-senadores do resto dos funcionários do Senado. Quer dizer, todos têm um plano. O dos funcionários do Senado muito assemelhado ao que qualquer funcionário em Brasília em qualquer ministério tem. Você tem a possibilidade de consultar alguns hospitais os médicos etc. Agora, o dos senadores, seus familiares e ex-senadores, esse sim é completamente diferenciado. Nesse, o senador e seus familiares procuram qualquer médico em qualquer lugar do Brasil, qualquer clínica, podem então se consultar e depois essa fatura então é encaminhada para o Senado. Então é um plano realmente espetacular, se nós compararmos até mesmo em relação a outros planos. Então isso faz com que, nós sabemos muito bem como funcionam essas clínicas, essas entidades, muitas vezes. Então imagina a facilidade de uma clínica atender a um senador e depois mandar essa fatura para o Senado. Então não é à toa, muito provavelmente, que essas despesas do Senado com médico chegam a R$ 60 milhões por ano. Então eu acho que está aí um lance mesmo para ser analisado pela FGV que está começando a fazer um trabalho, então ai, quem sabe se comece a fazer alguma coisa.
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PHA – Entendi. Eu lhe pergunto: qual é a certeza de que nós temos de que a mulher do senador foi ao médico para cuidar do aparelho digestivo ou para colocar botox?
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GCB – Pois é, mesmo nós, que temos acesso ao Siafi, nós nunca vamos ter essa informação, porque essa informação não aparece nem no Siafi, que é o sistema onde são lançadas as despesas e receitas do Governo Federal, inclusive do Senado. Então o que acontece, essas notas estão armazenadas no Senado. Eu suponho, vamos supor, que essa clínica tenha emitido uma nota correta, que tenha atendido ela realmente do aparelho digestivo, e que tenha cobrado isso nos valores absolutamente justos e que o Senado tenha pago isso. Agora, se por um acaso houve alguma espécie de conluio com a clínica ou alguma coisa, aí então a gente não vai saber isso nunca. Hoje em dia, para saber que tipo de atendimento só mesmo se mergulhando nas notas do Senado, o que o cidadão comum e nem nós, que fiscalizarmos as contas públicas conseguimos acessar.
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PHA – Outra pergunta, você fala senador e ex-senador. Se um suplente assume a cadeira do Senado por um dia, ele passa a ter pelo resto da vida acesso a esses serviços médicos?
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GCB – Olha, eu tenho dúvidas. Mas por exemplo, hoje mesmo nós estamos localizando aqui despesas de mais de R$ 60 mil com um senador, Waldeck Ornellas, quer dizer um senador que tinha ocupado um mandato entre 1995 e 2000 e pouco, não é…
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PHA – Waldeck Ornellas era da Bahia, não é?
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GCB – Exatamente. Estávamos vendo aqui despesas, quer dizer, ressarcimentos do ex-senador Waldeck Ornellas. Agora, não sei por quanto tempo…
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PHA – Sessenta mil reais?
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GCB – Era uma despesa que eu até posso te precisar o valor depois, não estou com a nota aqui no momento. Identificamos ele como um dos beneficiários de um ressarcimento recente.
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PHA – Entendo, entendo. Uma pergunta, Gil, se um senador morre, a mulher desse senador tem direito a esse plano de saúde até quando ela morrer também?
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GCB – Pois é, olha, Paulo Henrique, eu confesso a você que eu não conheço com todos os detalhes o plano. Mas eu até suponho que sim, porque, nós até vimos que as esposas, pelo menos enquanto eles estão vivos… Nós chegamos a ver um ressarcimento de atendimento dentário, até a esposa do ex-senador Roriz…
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PHA- Sim, o ex-senador Roriz.
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GCB - … e era um valor extremamente elevado. Mas nesse caso, o ex-senador ainda está vivo. Então, na verdade, eu não sei por quanto tempo ela tem a possibilidade de usufruir do plano.
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PHA – Quer dizer, o senador Roriz é um ex-senador, deixou de ser senador por motivos que não são exatamente edificantes, e a mulher dele continua a tratar dos dentes pelo sistema de saúde do Senado.
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GCB – Já faz algum tempo a nota. Quer dizer, foi bem naquela época da crise. Inclusive se comentava até porque ela tinha feito um tratamento dentário. Ao que parece, tinha feito todo um trabalho de implante, uma nota bastante alta. Até se costumava brincar que ela estaria com um sorriso lindo mas não se sabia se ela teria motivos para sorrir, porque o marido dela estava enfrentando aquela dificuldade toda, né…
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PHA – Claro…
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GCB - … de maneira que essa é a situação. É um plano absolutamente especial. E isso também é o seguinte: Esse plano de se poder se internar em qualquer lugar, isso vale para os senadores, na verdade para os parlamentares também, né? Agora, o plano de saúde em Brasília, não há nenhum ministério que não tenha. Nenhum ministério. Todo mundo tem a cobertura de um plano de saúde. E isso é o reconhecimento quase que explícito da administração federal que a saúde pública não funciona. Se afinal de contas, se todos que estão em Brasília, funcionários públicos federais, se precisam de planos de saúde, então, o que acreditar em relação à saúde pública, não é?
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PHA – Aquele número que eu usei no início da nossa conversa, cerca de 20 mil pessoas de todo o sistema Senado Federal é um número mais ou menos preciso, ou arredondado?
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GCB - Sim, porque no Senado nós temos 3.390 funcionários concursados, temos mais 3.901 comissionados. Então, quer dizer, isso nos dá 7.300 pessoas. Imaginamos uma família com três pessoas, quer dizer, isso daria em torno de 20 mil pessoas. Sempre fazendo uma distinção: entre aqueles benefícios que têm os funcionários e os benefícios muito maiores que têm os senadores, ex-senadores e familiares.
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Fonte: Conversa Afiada - Paulo Henrique Amorim

Educação paulista é vítima de auto-sabotagem em favor do ensino privado

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A educação do estado de São Paulo, teoricamente o mais expressivo pólo de formação cultural do país, está no olho do furacão das críticas há muitos anos. A qualidade da rede de ensino sofre franca e escancarada decadência nas últimas gestões e para discuti-la o Correio da Cidadania conversou com o professor e ex-diretor do sindicato da classe João Kleber Santana.

Também docente da rede pública (hoje da municipal, mas com passado na estadual), Santana denuncia que a recente prova a que foram submetidos os professores dos ensinos fundamental e médio, cujos resultados tiveram ampla e negativa repercussão, não tinha objetivos administrativos e nem técnicos. Como pano de fundo, aponta uma sorrateira intenção em desvalorizar a rede pública e seus respectivos profissionais.

De acordo com suas palavras, tal auto-destruição de nosso ensino público mostra também a falta de senso republicano das últimas gestões tucanas, que estão no poder há 15 anos. E para tirar da lama o ensino paulista, o professor afirma que é necessário um plano de longo prazo que passe pela valorização da carreira e da autonomia do professor.

A íntegra da entrevista pode ser conferida a seguir.

Correio Cidadania: A mais recente prova do Estado de São Paulo para docentes da rede pública – do ensino médio e fundamental - mostrou resultados que tiveram repercussão bastante negativa. Tal fato, atrelado a outros não muito distantes no tempo, como as greves e a crise das merendas, significa que nosso ensino público se encontra em que condições?

João Kleber Santana: De abandono. Principalmente dos educadores. No caso da prova, onde se tem quase metade da rede de professores como não-efetivos, mas temporários, eles se submeteram a um exame meramente classificatório, que não significava efetivação. Ao menos demonstrou a intenção da administração.

Ela, a administração, tem de dar a motivação, o exemplo, pois possui um papel de liderança sobre aqueles que dirige. E o papel que a administração exerceu foi o de desqualificar os profissionais que a escola gerencia, portanto, uma auto-desqualificação.

Ao invés de apresentar uma política de pessoal, de médio e longo prazo, consonante com as metas que se propõem na educação, o que se fez foi um absurdo. Todas as pessoas que participaram da elaboração, implantação e divulgação dessa prova, da qual participou um grande número de professores, deveriam ser demitidas. A prova foi feita não só por aqueles que já trabalhavam como temporários, mas também por gente que gostaria de ingressar na rede estadual, além de curiosos.

E o Estado divulgou um número de professores que tirou nota zero que incluía aqueles que não foram fazer a prova. O professor que não compareceu à prova não tirou zero, apenas não foi avaliado. Portanto, a divulgação desse exame da forma como foi feita demonstra má fé da gestão, que não possui uma política de pessoal definida, que valorize o servidor. Tudo isso demonstra o que eu disse: a educação se encontra em situação de abandono.

CC: Como têm sido os processos de formação dos professores e seu acompanhamento por parte do Estado?

JKS: Sou professor da rede pública municipal. Já atuei por um bom tempo na rede estadual, mas não tenho acompanhado de forma mais sistemática. Porém, em geral o que se observa é pouco caso e pouca fiscalização, por exemplo, na formação inicial do professor, com universidades que não poderiam de maneira nenhuma estar trabalhando nesta área, além de cursos aligeirados. Assim, a formação inicial do educador é precária.

E no campo da formação continuada, o máximo que o Estado tem feito é uma formação também aligeirada - quando ela ocorre. Nas poucas vezes em que houve uma formação sistemática foi em momentos nos quais o Estado recebeu empréstimos externos, porém, com poucos investimentos diretos da própria administração nesse quesito da formação continuada do professor.

Além do mais, ultimamente tem havido o que eu chamaria de ‘desformação’ dos professores - nisso o Estado tem investido. Temos percebido, por exemplo, o uso de cartilhas, numa tentativa de homogeneização dos conteúdos da rede. Pode ser bom ou não, desde que mantenha a autonomia do professor, estimule a atividade, a maneira de ensinar. No entanto, o que se tem feito é simplesmente tentar dirigir o trabalho da sala de aula.

A rede estadual tem mais de 100 mil escolas, distribuídas em todos os municípios, nas periferias e regiões centrais, portanto, não há como melhorar o rendimento através dessas tentativas de homogeneização do processo. Apenas reforçarão as regiões que já possuem um bom rendimento e se forçará para baixo o desempenho na outra ponta. É certamente esse o modelo de gestão que está sendo adotado.

CC: Sendo assim, têm razão aqueles especialistas da área que condenam a falta de vínculo entre professores e escolas, uma vez que sua contratação, distribuição, transferência, entre outros, seriam feitas através de critérios meramente impessoais.

JKS: É um pouco mais complicado, eu diria. Tem que haver critérios objetivos quando se fala de uma rede com mais de 200 mil pessoas, não dá para utilizar critérios meramente subjetivos. Por exemplo: São Paulo não tem Plano Estadual de Ensino há anos...

Digo isso porque se fosse feito algo do tipo ‘professores com melhores classificações escolhem as melhores escolas’ também se tenderia a acentuar aquela coisa de dar o melhor aos melhores e o pior aos piores. Assim, não há princípios mínimos de isonomia, eqüidade, no sentido de querermos educar com igualdade de condições para todos.

Nesse aspecto, não sou favorável a critérios meramente subjetivos. No entanto, os critérios pretendidos pelos sindicatos devem considerar alguns fatores. Um deles é o da experiência, falando de tempo de serviço. Qual o critério objetivo? Em tese, aquele que tem mais tempo de trabalho adquire melhor experiência. No entanto, políticas de valorização salarial e de melhor formação também seriam ótimas. Professores com mais tempo trabalham melhor e deveria haver uma possibilidade de escolha.

Critérios objetivos que significassem que o Estado decidiria para qual escola vai tal professor, com indicações, clientelismo, também não levariam a uma melhora da educação.

O problema é a intenção da gestão nesse momento. Ela aplicou uma prova que claramente tinha o objetivo de desqualificar o profissional que ela própria gere, que na prática é quem estará próximo ao aluno.

Desse modo, volto a insistir na incapacidade, ou falha gerencial, do próprio Estado para administrar a rede da qual ele é o responsável.

CC: E por que o Estado praticaria essa auto-sabotagem contra o seu ensino público?

JKS: Primeiramente, por falta de senso republicano, de proporcionar uma educação igualitária, de eqüidade, para todos os alunos da rede, respeitando o direito de todos a um bom ensino e formação.

Fora isso, a impressão que se dá é que também há interesse em valorizar a rede privada, opção que não está ao alcance de todos, como bem se sabe.

CC: O que pensa da execração promovida por diversos analistas espalhados pela mídia em relação ao professorado, por conta dos resultados do referido teste? Essas colocações deixam de lado o fundo do problema?

JKS: O que vejo é que os analistas sérios não vão por esse caminho, eles entendem mais profundamente o problema. No entanto, todos esses outros que estão espalhados e criticando os professores pelos resultados são pessoas ligadas ao ensino privado e, portanto, têm todo o interesse em desvalorizar a rede pública e tornar mais atraente a rede particular.

Quanto à aplicação da prova, considero que poderia ser analisada por dois aspectos: ao fazer uma avaliação para uma parte dos educadores, um dos objetivos seria manter a finalidade da educação; porém, da forma como foi aplicada, com objetivos meramente classificatórios, não atinge os objetivos maiores do ensino. A outra perspectiva que podemos analisar numa prova desse tipo seria do ponto de vista gerencial, ou seja, uma prova com finalidade administrativa. Só que tampouco serviu a tal propósito, que seria o objetivo de tirar os professores da rede estadual da situação de temporários.

Uma perspectiva gerencial séria levaria em conta uma política educacional de longo prazo, e não só uma forma diferente de contratar profissionais em situação temporária.

Quando faço as críticas ao estado de São Paulo, lembro que a lei das contratações de temporários é da década de 70, ou seja, tem sido utilizada há mais de 30 anos; uma lei definitiva para contratações temporárias. Como o Estado justifica tamanha demora para a resolução de tal problema?

Se formos analisar a administração tucana, do PSDB, ela já esta há 16 anos no governo estadual. E mesmo com os governos Quércia e Montoro tendo gerenciado antes, há uma linha de continuidade nesses partidos. Portanto, eles têm uma responsabilidade de mais de duas décadas na direção da educação paulista. As crianças que têm sido formadas são de total responsabilidade desse governo.

Não dá para discutir seriamente do ponto de vista dos objetivos de uma educação pública, laica, gratuita, republicana. Do ponto de vista gerencial, o único que se constata é a desqualificação da rede pública para ampliação da rede privada, ou a mera incompetência da gestão, o que me parece de fato o problema, com a colocação de pessoas que não têm compreensão do tamanho de uma rede de ensino como a desse estado.

CC: Por fim, que medidas deveriam ser tomadas para que se comece a transformar o quadro de nossa educação e voltar a moralizá-la diante dos pais, alunos e sociedade, e para uma verdadeira evolução em sua qualidade?

JKS: São várias questões, mas a primeira seria a construção do plano estadual de educação, coisa que São Paulo não tem há muitos anos. Isso de forma democrática e participativa, o que significaria o envolvimento da sociedade em sua elaboração.

Porém, teria de envolver aqueles que de fato têm compromisso com a administração pública, ou seja, pais, alunos, profissionais, e até mesmo a administração, através de uma ampla discussão e um processo mais preocupado com a qualidade que com a velocidade. Demoraria certo tempo, mas tal plano precisaria de uma visão de longo prazo, o que significa mais de um governo, mais de 10 anos. Essa é uma medida geral que eu encaminharia.

Do ponto de vista mais imediato, sugeriria a criação por parte da Assembléia Legislativa de cargos para servidores públicos e a realização de concursos, para que os educadores saiam da situação de temporários para servidores do estado.

Outras medidas seriam a criação de planos de carreiras, valorização salarial, políticas de formação, capacitação e avaliação sem objetivos apenas classificatórios, mas que analisassem os problemas e propusessem soluções, uma vez que a mídia apresentou os dados de forma duvidosa. A prova envolveu mais de 200 mil pessoas e todo o debate girava em torno dos resultados dos 3000 que tiraram nota zero, sendo que muitos nem compareceram à prova, embora tenham se inscrito nela.

Fonte: Gabriel Brito - Correio da Cidadania