sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Dez conselhos para os militantes de esquerda

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Frei Betto
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1. Mantenha viva a indignação.

Verifique periodicamente se você é mesmo de esquerda. Adote o critério de Norberto Bobbio: a direita considera a desigualdade social tão natural quanto a diferença entre o dia e a noite. A esquerda a encara como uma aberração a ser erradicada.
Cuidado: você pode estar contaminado pelo vírus social-democrata, cujos principais sintomas são usar métodos de direita para obter conquistas de esquerda e, em caso de conflito, desagradar aos pequenos para não ficar mal com os grandes.

2. A cabeça pensa onde os pés pisam.

Não dá para ser de esquerda sem "sujar" os sapatos lá onde o povo vive, luta, sofre, alegra-se e celebra suas crenças e vitórias. Teoria sem prática é fazer o jogo da direita.

3. Não se envergonhe de acreditar no socialismo.

O escândalo da Inquisição não faz os cristãos abandonarem os valores e as propostas do Evangelho. Do mesmo modo, o fracasso do socialismo no Leste europeu não deve induzi-lo a descartar o socialismo do horizonte da história humana.
O capitalismo, vigente há 200 anos, fracassou para a maioria da população mundial. Hoje, somos 6 bilhões de habitantes. Segundo o Banco Mundial, 2,8 bilhões sobrevivem com menos de US$ 2 por dia. E 1,2 bilhão, com menos de US$ 1 por dia. A globalização da miséria só não é maior graças ao socialismo chinês que, malgrado seus erros, assegura alimentação, saúde e educação a 1,2 bilhão de pessoas.

4. Seja crítico sem perder a autocrítica.

Muitos militantes de esquerda mudam de lado quando começam a catar piolho em cabeça de alfinete. Preteridos do poder, tornam-se amargos e acusam os seus companheiros (as) de erros e vacilações. Como diz Jesus, vêem o cisco no olho do outro, mas não a trave no próprio olho. Nem se engajam para melhorar as coisas. Ficam como meros espectadores e juízes e, aos poucos, são cooptados pelo sistema.
Autocrítica não é só admitir os próprios erros. É admitir ser criticado pelos (as) companheiros (as).

5. Saiba a diferença entre militante e "militonto".

"Militonto" é aquele que se gaba de estar em tudo, participar de todos os eventos e movimentos, atuar em todas as frentes. Sua linguagem é repleta de chavões e os efeitos de sua ação são superficiais.
O militante aprofunda seus vínculos com o povo, estuda, reflete, medita; qualifica-se numa determinada forma e área de atuação ou atividade, valoriza os vínculos orgânicos e os projetos comunitários.

6. Seja rigoroso na ética da militância.

A esquerda age por princípios. A direita, por interesses. Um militante de esquerda pode perder tudo: a liberdade, o emprego, a vida. Menos a moral. Ao desmoralizar-se, desmoraliza a causa que defende e encarna. Presta um inestimável serviço à direita.
Há pelegos disfarçados de militante de esquerda. É o sujeito que se engaja visando, em primeiro lugar, sua ascensão ao poder. Em nome de uma causa coletiva, busca primeiro seu interesse pessoal.
O verdadeiro militante, como Jesus, Gandhi, Che Guevara, é um servidor, disposto a dar a própria vida para que outros tenham vida. Não se sente humilhado por não estar no poder, ou orgulhoso ao estar. Ele não se confunde com a função que ocupa.

7. Alimente-se na tradição da esquerda.

É preciso oração para cultivar a fé, carinho para nutrir o amor do casal, “voltar às fontes" para manter acesa a mística da militância. Conheça a história da esquerda, leia (auto)biografias, como o "Diário do Che na Bolívia", e romances como "A Mãe", de Gorki, ou "As Vinhas de Ira", de Steinbeck.

8. Prefira o risco de errar com os pobres a ter a pretensão de acertar sem eles.

Conviver com os pobres não é fácil. Primeiro, há a tendência de idealizá-los. Depois, descobre-se que entre eles há os mesmos vícios encontrados nas demais classes sociais. Eles não são melhores nem piores que os demais seres humanos. A diferença é que são pobres, ou seja, pessoas privadas injusta e involuntariamente dos bens essenciais à vida digna. Por isso, estamos ao lado deles. Por uma questão de justiça.
Um militante de esquerda jamais negocia os direitos dos pobres e sabe aprender com eles.

9. Defenda sempre o oprimido, ainda que, aparentemente, ele não tenha razão.

São tantos os sofrimentos dos pobres do mundo que não se pode esperar deles atitudes que nem sempre aparecem na vida daqueles que tiveram uma educação refinada.
Em todos os setores da sociedade há corruptos e bandidos. A diferença é que, na elite, a corrupção se faz com a proteção da lei e os bandidos são defendidos por mecanismos econômicos sofisticados, que permitem que um especulador leve uma nação inteira à penúria.
A vida é o dom maior de Deus. A existência da pobreza clama aos céus. Não espere jamais ser compreendido por quem favorece a opressão dos pobres.

10. Faça da oração um antídoto contra a alienação.

Orar é deixar-se questionar pelo Espírito de Deus. Muitas vezes, deixamos de rezar para não ouvir o apelo divino que exige a nossa conversão, isto é, a mudança de rumo na vida. Falamos como militantes e vivemos como burgueses, acomodados ou na cômoda posição de juízes de quem luta.
Orar é permitir que Deus subverta a nossa existência, ensinando-nos a amar, assim como Jesus amava, libertadoramente.
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Fonte: 74 crônicas de Carlos Alberto Libânio Christo (Frei Betto),publicadas no sítio "ADITAL", de 11/01/2002 até 30/12/2002.

Trem para a “elite paulistana”?

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Gestão Serra muda concessão e eleva teto da passagem da linha que liga centro de SP a aeroporto de R$ 28 para R$ 35

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Na prática, pelo novo modelo, os passageiros do Expresso Aeroporto deverão pagar mais caro.

O governo José Serra (PSDB) optou por elevar a tarifa do futuro trem que vai ligar a região central de São Paulo ao aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na região metropolitana. (Deve ser para compensar um ano sem reajuste no transporte coletivo, promessa de campanha de Kassab). O valor máximo da passagem do Expresso Aeroporto aumentou 25% -da previsão de R$ 28 para a de R$ 35 por viagem-, e a possibilidade de os passageiros pagarem menos ficou bastante reduzida após a mudança, recém-formalizada pelo Estado, do modelo de concessão do sistema à iniciativa privada.

A linha de trem de 28,3 km da Luz ao aeroporto é uma das obras do plano de expansão da gestão Serra, prevista inicialmente para 2010, mas que sofreu atrasos e só deve terminar no segundo semestre de 2012. (Mas isso não vai impedir José Serra usar a obra em sua propaganda para a presidência.

O Estado planejava que a concorrência pública para construir e operar a linha por mais de 30 anos selecionasse a empresa que oferecesse a menor tarifa, com teto de R$ 28. Nos últimos dias, mudou de ideia. Fixou um novo patamar máximo da passagem -de R$ 35- e decidiu que vencerá quem der mais dinheiro ao Estado (José Serra) em troca da concessão. (ele vende)

Na prática, pelo novo modelo, os passageiros do Expresso Aeroporto deverão pagar mais caro.A alteração foi oficializada no último dia 22 pelo governador, após sugestões de grupos interessados na disputa (deve ser a Alstom). A previsão da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) é que a concorrência seja concluída no próximo semestre para que as obras terminem até 2012.

O presidente da CPTM, Sérgio Henrique Passos Avelleda, alega que a mudança ocorreu porque a linha terá um "serviço seletivo" e que a nova regra permite ao Estado obter dinheiro para um trem que vai "atender a uma população carente".Há! Há! Há!

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Fonte: Blog amigos do Presidente Lula

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Opinião PIG 2010: "A elite paulistana adora o sr. Serra. Não se importa pagar R$ 35 se o trêm for chique, se colocar um pedágio ali na região do Cangaiba então, ai fica mais chique ainda. O que me preocupa no momento é a possibilidade dessa linha só atender os bacanas, a principio ela atenderia também a população de Guarulhos, com tarifa igual a do metrô da capital, só que nas ultimas noticias só se fala dos bacanas. No estado de São Paulo, a população guarulhense é a que mais sofre com o continuismo do PSDB no governo, Guarulhos recebe pouquíssimos investimentos do governo estadual, o que mais se vê de investimentos em Guarulhos são os cadeiões que o governo tucano insiste em construir lá. É uma pena que a população não dá uma resposta nas urnas, apesar de sofrer durante anos com o péssimo transporte, e os poucos investimentos dos tucanos, na hora do voto, novamente esta corja se dá bem."

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Imprensa contribui para o mal estar econômico

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Durante boa parte da segunda-feira (26/1), um dos principais destaques nos serviços informativos pela internet era a notícia de que, apesar da crise financeira global, o investimento estrangeiro direto no Brasil havia alcançado a cifra de 45 bilhões de dólares em 2008.

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa
Era o maior volume de ingresso de capital estrangeiro para investimento produtivo ou aquisição de empresas no país desde 1947. Era não apenas um número surpreendente pelo volume de recursos, mas também por contrariar as expectativas dos analistas consultados pelos jornais.

No ano passado, desde as primeiras manifestações da crise, as multinacionais instaladas no Brasil aproveitaram os altos lucros obtidos por aqui e transferiram quase 34 bilhões de dólares para tentar melhorar as contas de suas matrizes e subsidiárias em outros países.

Nessa ocasião, os jornais brasileiros fizeram barulho, anunciando que o estoque brasileiro de divisas estava sangrando, quando na verdade tratava-se do movimento cíclico de repatriação de lucros, ainda mais natural por causa das dificuldades geradas pela crise.

Essa é uma das razões para a surpresa: os analistas prediletos dos jornais achavam que, com o agravamento da crise financeira, a remessa de lucros e dividendos para o exterior iria aumentar. Mas quando se esperava a má notícia, ocorreu o contrário, com um detalhe curioso: quase metade dos investimentos estrangeiros no Brasil aconteceu depois de setembro, quando estourou a chamada bolha imobiliária nos Estados Unidos e o mundo se deu conta do desastre financeiro em que estava metido.

Segundo plano

Essa era a notícia econômica que predominava na tarde de segunda-feira (26) na internet. Mas essa não foi a notícia escolhida para a manchete da maioria dos jornais de terça (27).

Dos chamados grandes jornais brasileiros, apenas a Folha de S.Paulo colocou a boa notícia entre os principais destaques, ainda assim misturada a uma notícia sobre restrições a importações.

A maioria dos editores escolheu para manchete a pior notícia econômica disponível – a informação de que, na segunda-feira, empresas multinacionais anunciavam milhares de demissões pelo mundo afora. Os números variam conforme o jornal: para a Folha, foram 75 mil. Segundo o Estado de S.Paulo, foram 86 mil demissões. Para O Globo, foram 76 mil.

A boa notícia que era destaque na internet ficou em segundo plano no jornal de papel.
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Fonte: Observatório da Imprensa

Vereador questiona prefeitura sobre pagamento de jetons

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Roberto Freire joga o nome do PPS no lixo

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Encaminhei no dia de hoje ( 28/01) pedidos de informação à Secretaria de Governo da prefeitura sobre o pagamento de jetons para 58 pessoas que integram conselhos de administração de empresas públicas do município, como EMURB, PRODAM, SPTRANS e SPTurismo , conforme notícia publicada pelo Jornal da Tarde no começo desta semana e comentada neste blog.

Vários destes conselheiros chegam a receber até R$ 12 mil por mês por participarem dos conselhos de duas empresas. Como a frequência das reuniões não costuma ultrapassar a uma por mês, trata-se de um privilégio inconcebível que o município concede a alguns cidadãos. Além disso, no caso dos oito secretários municipais que integram dois conselhos, a remuneração mensal alcança R$ 17 mil – e isso é contra a lei pelo fato de superar o salário do prefeito, de R$ 12, 3 mil, referência para o teto salarial do município.

Fiz pedidos de informação específicos destinados à EMURB e à SPturismo sobre as condições de participação, critérios de nomeação, contribuição técnica e assiduidade do ex-deputado federal e atual presidente nacional do PPS, Roberto Freire. Embora não resida em São Paulo – ele é de Recife –, Freire participa dos conselhos daquelas duas empresas, recebendo por isso R$ 12 mil. Fiquei particularmente indignado com o seu caso. Afinal, Roberto Freire tem se empenhado na defesa da moralidade pública em nosso país e, por esta razão, o seu comportamento deveria ser exemplar no campo da ética.

O fato de ser um aliado político de primeira hora do governador, José Serra, do PSDB, e do prefeito, Gilberto Kassab, deveria constranger o zeloso presidente do PPS. Afinal, ele não parece possuir atributos visíveis -- além da amizade e da relação política com o prefeito e o governador --, que o qualifiquem para integrar os conselhos. Ou alguém imagina que Roberto Freire disponha de conhecimentos técnicos comprovados nas áreas de atuação da EMURB, que cuida das obras de urbanização da cidade, ou da SPTurismo, responsável pelo desenvolvimento do turismo e da organização de eventos, como Carnaval paulistano?
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Fonte: Blog De olho em São Paulo - Vereador José Américo
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Opinião PIG 2010: "Isso é uma vergonha!!! O Kassab é muito cara de pau mesmo heim? anunciou no inicio do ano, com grande estardalhaço da midia, o corte de 30% nos cargos de confiança nas empresas municipais. Até o momento não vimos nenhuma movimentação neste sentido. No final das contas a corda acaba estourando para o lado mais fraco, no intuito de se conseguir a tal redução de custos quem acaba pagando o pato é o funcionário de carreira.
O PPS deixou seus princípios de lado e foi se aliar com o maior atraso politico brasileiro, as custas de R$ 12.000,00 mensais"

Altamiro Borges: mídia, demos e a tragédia da Renascer

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O sempre atento Nivaldo Santana, vice-presidente da CTB e ex-deputado estadual, postou no seu blog uma notinha reveladora do caráter da mídia. “O Bispo Gê Tenuta, o responsável pela Igreja Renascer, já foi deputado estadual e hoje é suplente de deputado federal pelo DEM/SP. Parece, inclusive, que vai assumir o mandato. Não vi uma única linha que tocasse nesta condição política do religioso. A mídia não quer associar a tragédia, que resultou na morte de nove pessoas, com a prefeitura. Kassab e Bispo Gê são do mesmo partido. Tanto a prefeitura como os responsáveis da igreja descuidaram de itens essenciais à segurança dos fiéis”, registra o texto “Empresário da fé”.

Por Altamiro Borges, em seu blog
A manipulação da mídia, como alerta Nivaldo, é realmente impressionante. Se o tal bispo tivesse apoiado Marta Suplicy na eleição paulistana, com certeza o vínculo seria manchete dos jornalões e das revistas. O “colunista” Arnaldo Jabor, cuja esposa, Suzana Villas Boas, presta assessoria ao governador José Serra, teria feito suas gracinhas na TV Globo. Mas como o líder evangélico é do demo (ex-PFL), nem a sigla partidária aparece quando citam seu nome. As imagens de Kassab e Bispo Gê juntos em campanha sumiram do ar. Talvez nem as centenas de pessoas soterradas nos escombros do prédio inseguro da Igreja Renascer façam a devida ligação bispo-prefeito-demos.

TV Globo esconde a sujeira

A Renascer fez ativa campanha para Gilberto Kassab, apadrinhado do presidenciável José Serra. Engajado na campanha, o diretor-executivo de jornalismo da TV Globo, Ali Kamel, deu até uma trégua na guerra liderada pela emissora contra as igrejas evangélicas. Para livrar a cara do demo, ela deixou de alardear a prisão, nos Estados Unidos, dos fundadores da igreja, Sônia e Estevam Hernandes, acusados de desvio ilegal de dinheiro. Também abafou as investigações que apontaram Fernanda Hernandes, filha dos fundadores da Renascer, como “funcionária fantasma do deputado estadual Geraldo Tenuta, conhecido como Bispo Gê”, segundo relato do casal global no Jornal Nacional.

Para interferir na batalha eleitoral, a mídia deixou de lado a “imparcialidade” nas apurações das irregularidades da Igreja Renascer — inclusive as que denunciaram o uso indevido de entidades assistenciais para enriquecer a instituição “religiosa”. Faz o mesmo agora, diante dos escombros do prédio e dos nove mortos, omitindo as relações do Bispo Gê com o DEM e o prefeito reeleito da capital paulista. A cada dia que passa, a mídia hegemônica se transforma no principal partido da direita no Brasil. O que ela chama de cobertura jornalística é, de fato, manipulação política.

Aero-Yeda e o silêncio midiático

Outro caso emblemático desta distorção é o tratamento dado pela mídia à compra de um jato para governadora do Rio Grande Sul, Yeda Crusius. A tucana, que chafurdou o governo em inúmeros casos de corrupção, anunciou a aquisição do avião executivo orçado em US$ 26 milhões. Diante das críticas, ela rebateu: “Podem chamá-lo de Aero-Yeda, de Queen Air, do que quiserem”, em mais uma prova de inabilidade e arrogância políticas. A mídia, porém, parece que inocentou a governadora. Na Folha de S.Paulo foram publicadas apenas três notinhas, não houve destaque no Jornal Nacional. Bem diferente do escarcéu promovido contra o chamado “Aero-Lula”.

Até o blogueiro Ricardo Noblat estranhou as reações diante desta nova aquisição. “Quatro anos depois de criticar duramente o governo do presidente Lula pela compra do Airbus presidencial, integrantes do comando do PSDB se esquivaram de comentar a decisão da governadora do Rio Grande do Sul, a tucana Yeda Crusius, de também adquirir um jato para vôos internacionais”. O blogueiro, que também é colunista do jornal O Globo, só não criticou o vergonhoso silêncio da mídia hegemônica — por motivos óbvios.
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Fonte: Site Vermelho

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Imprensa privilegia comentaristas tucanos

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Parem para observar, nos últimos meses vem surgindo, e cada vez com maior intensidade especialistas económicos para fazer analise da crise.
Até ai tudo bem, a não ser pelo detalhe, 90% deles são ex apadrinhados políticos do FHC. E para variar todos eles se unem para malhar o governo Lula.

O pior é que o governo recebe pauladas de todos os lados e ninguém aparece para fazer uma defesa. Sinto saudades da rádio Jovem Pan, na época em que se fazia um debate sobre determinado tema onde se consultava ao mesmo tempo oposição e situação.

Até agora só vi uma entrevista de um desses medalhões que fez uma analise positiva da atuação do governo diante da crise, Delfim Neto. Quem diria!

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Ps. Avisa o José Neumanne Pinto, que nessa Republiqueta de Bananas, as coisas funcionam assim mesmo. Num país onde médicos não tem CRM, engenheiros não tem CREA e jornalistas não terminaram nem o segundo grau, vai se esperar o quê? de um Ministro da Justiça.

Sabesp vai exportar “tecnologia” do esgoto a céu aberto

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Enquanto a Sabesp, empresa de saneamento do governo paulista, gasta os tubos com propaganda e TV pelo Brasil, moradores do bairro paulistano Jardim Peri, na zona norte da cidade, convivem há mais de dez anos com esgoto a céu aberto.
“O cheiro de fezes fica impregnado na casa inteira, na hora de dormir, na hora de comer. Não adianta lavar que o cheiro não sai”, contou ao Conversa Afiada a dona de casa Maria Benedita Bezerra de Lima, de 58 anos.
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Dona Maria mostra o chuveirinho de cocô

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Segundo dona Maria, que mora há mais de dez anos na rua Brasiluso Lopes, no Jardim Peri, a situação do local piorou muito depois que a Sabesp iniciou, em 2007, a obra – que não foi concluída - de uma estação elevatória, que levaria os dejetos das redondezas para um córrego. Resultado: a cada chuva forte, os bueiros da rua espirram jatos de água com fezes nos moradores. “É um problema de saúde pública. Eu já contraí erisipela duas vezes desde que moro aqui”, disse ela.
Para o monitor de museu Robinson Dias, que também mora na mesma rua, há um jogo de empurra entre a prefeitura e a companhia de saneamento. “A Sabesp fala que só vai resolver o problema quando o córrego estiver canalizado. Já a prefeitura diz que está fazendo a parte dela e pede para a população cobrar a Sabesp. Nós ficamos sem ter a quem recorrer”, conta.
Conversa Afiada questiona publicamente a Sabesp: é essa a “tecnologia” que a empresa pretende levar a outros estados (e até outros países)? É esse o nível de excelência que a Sabesp atingiu, que justifica o gasto com publicidade fora de São Paulo (com o dinheiro dos paulistas) a título de buscar novos mercados?
Conversa Afiada questiona publicamente a CVM: e os investidores minoritários da Sabesp, os que compraram as ações da empresa na Bolsa, como ficam? O que a CVM vai fazer para defendê-los? Aliás, para que serve a CVM?
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Fonte: Conversa afiada

A crise, segundo a Fiat

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A expectativa da indústria automobilística com a crise não é de todo pessimista. A Fiat, por exemplo, estava produzido 3 mil carros por dia antes da crise. Mas em um quadro em que todos os fornecedores estavam trabalhando 24 horas por dia para dar conta do recado.
Para este ano, a aposta é de 2.400 carros por dia, uma quantidade bastante expressiva, se se levar em conta que o ano passado foi atípico. De fato, sempre após um ciclo de vendas baixas, segue-se uma bolha, na qual a demanda reprimida é atendida de uma vez, até voltar ao novo padrão de normalidade.
A visão da Fiat mundial é que a crise não irá chegar em sua plenitude ao Brasil. O país irá sentir os reflexos da crise mundial, da Europa, Estados Unidos e, especialmente, da China, mas em dose bem mais branda. Por isso mesmo, estão mantidos todos os planos de investimentos no país. O máximo que poderá ocorrer será algum atraso, em função de reavaliações de mercado.
Os financiamentos de veículos voltaram aos padrões pré-crise, com taxas entre 1,6% a 1,8% ao mês. Apenas as exigências, agora, são maiores. Antes, passou com carteira de identidade na frente de uma financeira, saía com um financiamento.
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Fonte: Blog Luis Nassif Online
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Opinião PIG 2010: "Não é a toa que a Fiat vem despontando como a grande montadora do Brasil na atualidade, nesse aspecto os italianos não são bobos, chegaram devagarinho e conquistaram o mercado. Vi esses dias uma entrevista do Presidente da Ford no Brasil, que fez uma analise positiva a respeito da crise, a Ford assim como a Fiat não querem baixar a guarda nesse mercado disputadissimo, as duas ao contrario da GM tem muita gordura para queimar ainda, souberam aproveitar a boa fase para se capitalizar, já a GM mandou todo seu lucro para bancar sua matriz e agora sofre por tabela os efeitos da crise."

Lungaretti: A Itália mente

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AO CHAMAR SEU EMBAIXADOR, ITÁLIA COMPROVA SER PÁTRIA DO PINÓQUIO
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Em mais uma demonstração de arrogância e desprezo pelas instituições brasileiras, a Itália chamou hoje (27/01) para consultas seu embaixador no Brasil Michele Valensise, como reação explícita ao parecer ontem divulgado pela Procuradoria Geral da República, recomendando o arquivamento do processo de extradição do perseguido político Cesare Battisti e sua imediata libertação, em obediência à Lei do Refúgio.
A chancelaria italiana, em nota enviada à imprensa, queixou-se de que o governo brasileiro não teria cumprido promessas feitas: "É uma decisão muito grave porque tinham anunciado uma reconsideração, uma reflexão mais profunda", afirmou o ministro de Relações Exteriores da Itália Franco Frattini.
Na verdade, não houve anúncio de intenção nenhuma neste sentido, muito pelo contrário: duas vezes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já declarou taxativamente que a decisão de conceder refúgio humanitário a Battisti constitui um ato soberano do Estado brasileiro.
A última delas foi na resposta seca que deu na 6ª feira passada (23/01) a uma carta desrespeitosa do presidente italiano Giorgio Napolitano, redigida em tom panfletário e divulgada à imprensa antes mesmo que Lula a recebesse -- até porque seu verdadeiro escopo era servir como munição extra para a campanha de pressões e ameaças contra o governo brasileiro.
Mente de novo o chanceler italiano ao dizer que "O fato de decidir apenas 48 horas depois sem ter avaliado com a profundidade que teríamos desejado nos parece um pouco um não querer decidir e desejar cobrir plena e simplesmente a decisão política do ministro da Justiça".
O parecer da PGR foi requisitado pelo presidente do STF Gilmar Mendes logo após o anúncio da decisão do ministro da Justiça Tarso Genro. Em 15/01, Mendes já anunciava à imprensa ter tomado tal providência. Pelo menos 11 dias se passaram até que o parecer fosse concluído, não 48 horas.
Talvez Frattini se refira ao dia no qual lhe teria sido feita a tal promessa de "uma reflexão mais profunda" por parte do governo brasileiro. Então, trocado em miúdos, o que ele quer dizer é isto: esperava que as autoridades brasileiras mandassem a PGR jogar no lixo todo o trabalho que já tinha efetuado e produzisse, às pressas, um parecer sintonizado com a posição italiana.
Fica escancarado, mais uma vez, o conceito depreciativo que a Itália tem do Brasil: ora passa por cima do ministro da Justiça e recorre diretamente ao presidente da República, quase exigindo que mude a decisão do ministro; ora se queixa de que o governo não interferiu como deveria no trabalho da PGR; ora faz gestões altamente impróprias junto ao STF, insuflando um conflito entre Poderes no Brasil.
De quebra, qualifica um posicionamento do governo brasileiro, avalizado pelo presidente da República, de "decisão política do ministro da Justiça", mais uma vez mentindo descaradamente, pois se trata de uma decisão que seguiu a orientação adotada em todos os casos semelhantes com que o Brasil até hoje se defrontou, inclusive o de ditadores e assassinos situados ideologicamente no campo da direita.
E é um insulto inconcebível e inaceitável um chanceler estrangeiro acusar publicamente uma autoridade brasileira de "cobrir" (eufemismo para "acobertar") o caráter político de uma decisão que deveria ser técnica. Já passou da hora de também chamarmos nosso embaixador na Itália.
Política teria sido a iniciativa de quebrar tal tradição em desfavor de Battisti, apenas porque se trata de um símbolo para os reacionários europeus, começando pelo premiê Silvio Berlusconi, que sonha exibir sua cabeça como troféu sob os holofotes.
Battisti, militante sem importância de um dos grupúsculos de ultra-esquerda que pululavam na Itália dos anos 70, só se tornou um alvo preferencial depois de haver denunciado em livro a caça às bruxas promovida pelas autoridades italianas na década seguinte, quando o clamor popular contra o assassinato de Aldo Moro deu ensejo às maiores aberrações jurídicas, conforme denunciou, entre outros, o grande Norberto Bobbio.
Tornou-se, a partir daí, um símbolo também para os libertários de todos os quadrantes, que avaliaram a perseguição rancorosa e as flagrantes injustiças cometidas contra Battisti como um novo Caso Dreyfuss.
É para esconder do mundo que seus julgamentos não passavam de linchamentos com verniz de legalidade que a Itália quer calar Battisti.
E salta aos olhos que a sanha destrambelhada de Berlusconi e seus cúmplices tem o objetivo secundário de humilhar os eminentes cidadãos libertários do mundo inteiro que abraçaram solidariamente a causa de Battisti.
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* Jornalista e escritor, Celso Lungaretti mantém os blogs
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Opinião PIG 2010: "Na verdade o caso só tomou essas proporções, porque a imprensa brasileira aproveita qualquer situação para malhar o Judas. É aquele negócio: Crise! que crise, não tem então vamos criar uma. Porque não aproveitamos para falar das enchentes aqui na Capital paulista, cadê o prefeito? cadê o governador? Nada de obras? cadê os piscinões?"

Do mal

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Não é curiosa a situação do governador Serra?
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Conhecido pela sua mão de ferro no controle da bancada tucana na Câmara Municipal e na Assembléia legislativa de São Paulo, José Serra nunca consegue arrancar da bancada federal do PSDB os apoios que publicamente proclama em favor do PT ou do governo Lula.
Quando se trata de seu próprio interesse , o governador sabe chegar ao coração da bancada federal do seu partido. Já quando se trata de arrumar apoios que servem para fazer passar uma imagem conciliatória na opinião pública e no PT, a bancada tucana fica irredutível.
Serra é o favorito para 2010, a Folha o proclama regularmente. Elegeu Kassab contra Alckmin, repite o jornal. Mata no ovo qualquer tentativa de CPI que aparecer contra ele. Mas não conseguiu que a bancada o acompanhe na prorrogação da CPMF e agora parece que não vai conseguir que os senadores do PSDB votem em favor do petista Tião Viana.
Para alguns isto é a demonstração da fraqueza do governador fora do Estado de São Paulo. Para outros, a utilização inescrupulosa da dupla linguagem. De público promete e fica bem na foto, por baixo incentiva o contrário. Vende a imagem do bem e dissimula o mal.
Tião Viana poderá sofrer o destino de César no Senado (metaforicamente falando) e poderá sempre exclamar: “Até tu, Serra”.

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Fonte: Blog do Favre
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Opinião PIG 2010: "Isso mostra a fraqueza de Serra fora do curral eleitoral dele. Aqui em São Paulo, impulsionado pela imprensa golpista, Serra manda e desmanda, engaveta investigações de corrupção de seu governo, torra as verbas publicas com campanhas publicitárias milionárias, demite pessoas que estão a sua frente, como o caso do Maestro e do Nassif. Mas nacionalmente não tem projeção, Lula caminhando junto a Dilma vai passar o trator neles!"

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Conselhos de Kassab: R$ 4 mi

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Há 58 conselheiros em seis empresas municipais. Jeton de R$ 6 mil ‘turbina’ renda de 15 secretários
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Apesar do aperto no orçamento por conta da crise financeira, o governo Gilberto Kassab (DEM) tem despesa de até R$ 4,17 milhões ao ano com jeton de integrantes dos conselhos de administração das empresas da Prefeitura. Hoje em R$ 6 mil mensais, a remuneração teve dois aumentos na gestão passada: o primeiro foi em 2005, com José Serra (PSDB), de quem Kassab era vice; o último foi há pouco menos de dois anos. O mesmo ocorreu com o total de conselheiros, que hoje chega a 58 - eram 48 no início do governo passado. Os jetons têm sido usados para “turbinar” o salário de secretários - que gira em torno de R$ 5 mil.
As informações sobre os integrantes dos conselhos foram levantadas pelo JT com auxílio de funcionários das empresas municipais. Procurada por mais de uma semana para confirmar os dados, a Prefeitura não o fez (leia abaixo). Das seis empresas municipais - Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab), Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município (Prodam), São Paulo Transportes (SPTrans) e São Paulo Turismo (SPTuris) -, apenas o conselho da Cohab tem oito pessoas. Os demais têm 10 integrantes há pelo menos dois anos. Responsáveis por estabelecer diretrizes das empresas, os conselhos fazem, em média, uma reunião por mês, segundo integrantes. Em muitos casos, os conselheiros são nomeados pelo prefeito. São, em boa parte, integrantes do primeiro ou segundo escalões do governo. Dos 58 nomes apurados pela reportagem, 15 são secretários municipais - ao todo, o governo conta com 27 secretarias. Destes, oito estão lotados em dois conselhos e, por isso, têm direito a R$ 12 mil por mês em jetons, além do salário (veja ao lado). A soma - R$ 17 mil - supera, inclusive, o salário do próprio prefeito: R$ 12,3 mil brutos.
Para o líder da oposição na Câmara Municipal, Arselino Tatto (PT), cargos de conselheiros das empresas municipais têm sido utilizados para “agasalhar politicamente” aliados de Kassab. “Eles nos criticaram no governo Marta (Suplicy, prefeita de 2001 a 2004) e fazem bem pior. É escândalo”. “Como eles não querem discutir aumento do salário de secretários para não ter desgaste, fazem manobra para elevar salários”, disse Antonio Donato (PT), que propôs lei para extinguir o jeton. A Prefeitura não comentou as acusações.
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‘Nivelamento’ tucano
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Assim que assumiu a Prefeitura, em 2005, o então prefeito e atual governador Serra nivelou por cima, em oito, o número de conselheiros por empresa, que variava entre cinco e oito. Da mesma forma, elevou o valor do jeton, que variava entre R$ 1 mil e R$ 2,5 mil por reunião, conforme a empresa, para R$ 4 mil fixos por mês. Dos 48 cargos disponíveis à época, 9 eram de secretários. Naquele ano, o atual secretário de Governo, Clóvis Carvalho, ocupava os conselhos da Prodam e da Emurb. Hoje, contudo, ele é conselheiro da CET e da SPTuris. Carvalho é engenheiro e já foi chefe da Casa Civil do governo FHC.
O JT contatou a assessoria de Kassab para saber quais critérios definem as nomeações dos conselheiros, mas não obteve resposta. Segundo o presidente da Comissão de Fiscalização da Qualidade do Serviço Público da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo, Anis Kfouri, a diversidade de perfis num conselho é “comum” e “necessária”. Mas ele chama atenção para a possibilidade de “desvio de finalidade”. “Como os conselheiros têm de pensar a gestão da empresa e ajudar a desenvolver alternativas e projetos, é bom que se tenha multidisciplinaridade no corpo, mas sem desvio da finalidade. Sabemos que as empresas públicas têm sua função política, mas é de política pública e não partidária”.
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OS JETONS DOS SECRETÁRIOS
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Participam de 2 conselhos (2 jetons = R$ 12 mil)
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Antônio Carlos Maluf Relações Governamentais Prodam e SPtrans
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Eduardo Jorge Verde e Meio Ambiente Emurb e CET
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Clóvis Carvalho Governo SPTuris e CET
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Manuelito Magalhães Planejamento Prodam e CET
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Alexandre de Moraes Transportes CET e SPTrans
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Alexandre Schneider Educação Cohab e Prodam
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Miguel Bucalem Desenvolvimento Urbano Emurb e SPtrans
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Walter Aluisio Morais Finanças Prodam e Cohab
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Participam de um conselho (1 jeton = R$ 6 mil)
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Marcus Sinval (Comunicação) - CET
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Carlos Calil (Cultura) - SPTuris
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José Gregori (Direitos Humanos) - SPTuris
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Edsom Ortega (Segurança Urbana) - Emurb
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Marcelo Branco (Infra-estrutura Urbana) - Emurb
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Januário Montone (Saúde) - SPTrans
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Rodrigo Garcia (Gestão, Modernização e Desburocratização) - Prodam
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Fonte: Jornal da Tarde 26/01/2009

Fernando Siqueira: A campanha para "entregar" o petróleo do Brasil

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Entrevista do novo presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras ao Correio da Cidadania:
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Correio da Cidadania: No último mês de 2008, vieram a público informações a respeito de empréstimos que a Petrobrás vem tomando da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Os comentários acerca do tema são exageros e tais operações podem ser consideradas rotina de uma empresa de tal porte ou há sinais de que a estatal estaria passando por dificuldades em suas contas?

Fernando Siqueira: A meu ver, todo este estardalhaço do noticiário faz parte de uma nova campanha de descrédito da Petrobrás perante a opinião pública, visando desacreditá-la como capaz de desenvolver a produção do pré-sal, uma descoberta monumental, que tem reservas seis vezes maiores que as existentes até hoje. Já vimos esse filme.

Em 1995, houve forte participação da mídia na defesa da quebra do Monopólio Estatal do Petróleo. Foi montada uma campanha sórdida na mídia contra as estatais em geral e a Petrobrás em especial. A Veja, por exemplo, na ocasião fez uma matéria de dez páginas atacando a empresa com informações absurdamente falaciosas e não aceitou o direito de resposta nem mesmo como matéria paga, desrespeitando o artigo 5º da Constituição.

No caso presente, essas operações financeiras são feitas como de rotina, mas receberam um destaque na mídia muito maior do que, por exemplo, o caso da americana AES, que na privatização adquiriu a Eletropaulo com dinheiro do BNDES, remeteu lucro para o exterior e não pagou a dívida com o Banco.

Portanto, é uma operação de rotina da Petrobrás usada como pretexto para uma nova campanha da grande mídia que faz o jogo dos seus anunciantes, ou seja, as corporações multinacionais.

Outro fato: em 1999, FHC substituiu seis diretores da Petrobrás no Conselho de Administração (CA) por seis conselheiros do setor privado, alguns representantes do sistema financeiro internacional, ficando o CA com nove membros externos. Este CA decidiu por uma economia forçada na empresa, cortando promoções e até despesas com papel higiênico. Objetivo: tentar mostrar ao povo que a empresa está com dificuldades financeiras e não pode conduzir o pré-sal.

CC: A partir dos empréstimos, começou a se aventar que na verdade o problema da Petrobrás é administrativo, pois foram anos colhendo grandes lucros, com importantes negócios inclusive fora do país. Esse raciocínio pode ser considerado válido?

FS: Eu não diria que a atual administração tem a competência ideal, pois além da permanência da maioria do segundo escalão do governo FHC, há alguns gerentes nomeados mais por militância do que por competência. Mas, ainda assim, ela consegue ser muito melhor do que as administrações de Reichstul e Francisco Gros.

Durante a gestão Reichstul, a Petrobrás teve 62 acidentes sérios em dois anos, contra uma série histórica de menos de um acidente grave por ano de 1975 a 1998. Este fato, inclusive, nos levou a suspeitar de sabotagem para jogar a opinião pública contra a Petrobrás. E, a partir de nossas denúncias, os acidentes cessaram. O objetivo era desmoralizar a empresa para desnacionalizá-la. Reichstul chegou a mudar seu nome para Petrobrax com esse objetivo. Ele também desmontou a equipe de planejamento estratégico da Petrobrás, entregando-o à empresa americana Arthur De Little, presidida por seu amigo Paulo Absten. E esta fez um planejamento catastrófico. Definiu a ida para o exterior e a compra de ativos podres na Bolívia, Argentina e Equador como problemas. Ele dividiu a Petrobrás em 40 unidades de negócio para desnacionalizá-la, conforme preconizado pelo Credit Suisse First Boston.

Francisco Gros, segundo sua biografia publicada em revista da Fundação Getulio Vargas, voltou ao Brasil como diretor do banco Morgan Stanley com a missão de assessorar as empresas americanas no processo de privatização brasileiro. Gros foi para a diretoria do BNDES (que comandou o processo) e acumulava a direção daquele banco com o Conselho de Administração da Petrobrás. Com a saída de Reichstul, ele assumiu a presidência da empresa e, em discurso em Houston (EUA), logo após a posse, declarou que a Petrobrás passaria de empresa estatal para empresa privada de capital internacional. Nós barramos esse seu intento. Mas outro grande estrago foi feito.

CC: Quanto aos acidentes, o ano começou com o surgimento de outro tema preocupante: a morte de um funcionário, terceirizado, na Bacia de Campos. Desde 95, são 273 mortes, sendo 220 de pessoas ligadas a empresas prestadoras de serviços; em 2008, foram 15 os acidentes fatais. O que pode ser dito desses números e das condições de trabalho dos funcionários, especialmente daqueles que realizam as tarefas de maior margem de risco?

FS: A terceirização é outro problema sério. Faz parte do plano de ataque à integridade da Petrobrás. Além disto, é uma exploração da mão-de-obra de pessoas que, em sua maioria, são usadas para dar lucro a gigolôs de mão-de-obra. Essas pessoas não têm a menor garantia, como encargos sociais, treinamento ou planos de saúde. De modo geral, são contratados via cooperativa ou são obrigados a criar uma empresa para que os encargos sociais e impostos sejam reduzidos.

Lembro que quando o Credit Suisse First Boston coordenou a venda da YPF argentina para a Repsol, antes da privatização, a YPF passou de 37.000 para 7.000 empregados, contratando os demitidos como terceirizados. O mesmo banco entregou ao governo Collor um plano de privatização da Petrobrás. Consistia em vender as subsidiárias e dividir a holding em novas subsidiárias para privatização. Terceirizar era parte do plano.

Collor começou o processo. Itamar Franco, nacionalista, o interrompeu, mas FHC o retomou, tendo elaborado projeto de lei que cria subsidiárias sem ouvir o Congresso e dividido a Petrobrás em 40 unidades de negócio para transformá-las em subsidiárias e privatizá-las. Começou com a Refap do Rio Grande do Sul e pretendia fazer o mesmo com as demais 39 unidades. Parou porque, junto com os dirigentes do Sindipetro-RS, ganhamos uma liminar que suspendeu o processo.

CC: O desligamento do instituto Ethos, pedido pela Petrobrás no final do ano passado, acabou gerando muitas críticas à empresa, que por sua vez também saiu disparando contra os governos de São Paulo e Minas, acusando-os de conspirar contra a imagem da estatal. Ter adiado a adequação do combustível aos padrões ambientais exigidos não consiste em uma atitude negativa para a imagem da empresa?

FS: Há informações da própria Petrobrás de que o Instituto Ethos fazia uma campanha insidiosa contra a empresa. Dizia, por exemplo, que a poluição da cidade de São Paulo era devida ao teor de enxofre no diesel, o que não procede. A poluição é formada por poeira, ozônio e outras partículas. Muito pouco tem a ver com enxofre.

Diz a empresa: "O diretor da Petrobrás classificou de ‘desinformada e irreal’ a crítica de que a empresa não teria se preparado para fornecer o diesel S-50". Ele destacou os investimentos realizados nas refinarias, no total de US$ 4 bilhões, que permitirão à empresa produzir o diesel. Atualmente, o produto está sendo importado. O diretor ressaltou que somente o fornecimento de um diesel menos poluente não será suficiente para resolver os problemas de qualidade do ar das grandes cidades. Ele chamou atenção para a presença de veículos antigos na frota brasileira, além do tráfego elevado nas grandes cidades, como elementos que devem ser levados em conta. "Não basta só o combustível", afirmou.

Outra questão é que o Instituto alegava que a Petrobrás não cumpria a resolução 315 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) que regulava o teor de enxofre; segundo a empresa, não existe uma resolução do Conama que regule o índice de enxofre no diesel.

"A Procuradora do Ministério Público Federal (MPF), Ana Cristina Bandeira Lins, destacou a iniciativa da Petrobrás em cumprir o acordo com o MPF. Ela esclareceu que a resolução 315 do Conselho Nacional do Meio Ambiente regulamentava as emissões nos veículos com tecnologia P-6, que não estarão disponíveis no mercado brasileiro".

Lembro que a gestão do PSDB governando o país foi responsável pela quebra do monopólio do petróleo, pela venda de 36% das ações da Petrobrás na Bolsa de Nova York por menos de 10% do seu valor real. Elaborou o projeto de lei e fez com que o Congresso aprovasse a famigerada lei do petróleo (a Lei 9478/97) que contraria a Constituição, dando a propriedade do petróleo a quem o produz. Além disto, fixou a participação da União na produção de petróleo entre 10 e 40%, quando no mundo os países exportadores recebem a média de 84% de participação e os da OPEP, 90%.

O governo do PSDB vendeu a Vale do Rio Doce por valor menor do que um milésimo do valor do ativos e os direitos minerários que ela detinha. Ou seja, o PSDB não gosta da Petrobrás. Nem do Brasil.

CC: Quais são as projeções de investimento para 2009, em meio à queda do preço do petróleo e às expectativas quanto ao pré-sal?

FS: Segundo o presidente Gabrielli, em entrevista ao portal G1, de 22/12/2008, os investimentos de 2009 crescerão de R$ 50 bilhões para R$ 72 bilhões. Entretanto, o planejamento estratégico da empresa, que inclui o pré-sal, ainda não foi fechado, tendo sido adiado para o final de janeiro. A queda atual do petróleo é temporária. O viés é de alta, em face de estarmos atingindo o pico de produção mundial.

Acho até que a atual crise mundial foi triplamente oportuna para os EUA:

1) o dólar estava despencando mundialmente, pois todos os países descobriram que, após a decisão unilateral de Nixon em 71, desobrigando o lastro-ouro para cada dólar emitido, havia US$ 3 trilhões emitidos; e foram emitidos mais 45 trilhões após 71, sem qualquer garantia. A débâcle do dólar quebraria o país (os emitentes de dólar são o Banco Central americano - o FED - e suas 12 filiais – todas privadas). A crise levou os investidores para os títulos do tesouro americano, ressuscitando o dólar;

2) Os EUA importam cerca de 5 bilhões de barris de petróleo por ano. A crise derrubou o preço do barril dando um enorme alívio à sua economia;

3) Os EUA estão montando um esquema de pressão e lobby para obter o pré-sal, tendo até reativado a 4ª frota. Com a queda brutal dos preços esse trabalho fica mais fácil, porque os brasileiros passam a achar o pré-sal inviável e reduzem o interesse e a mobilização em defesa dessa imensa riqueza, cada vez mais estratégica e mais escassa.

CC: Um assunto que parece ainda inevitável para este ano é o que se refere ao atual marco regulatório do petróleo. Será necessária a mobilização popular contra o lobby em favor dos estrangeiros ou o governo poderá dar conta de realizar as alterações desejadas pelos setores mais nacionalistas e prometidas pelo próprio Lula sem essa mobilização?

FS: O governo precisa muito da participação popular na defesa do nosso petróleo. Ele vem sofrendo pressões terríveis contra a mudança do marco regulatório, altamente pernicioso para o país. Há duas fontes poderosíssimas comandando esse lobby:

1) Os Estados Unidos, que consomem cerca de 10 bilhões de barris por ano e só têm 29 bilhões de reservas. O pré-sal representa para eles cerca de 9 anos de consumo;

2) O cartel internacional do petróleo, formado pelas sete irmãs, e que domina o setor há 150 anos com todo tipo de ações pouco recomendáveis, como suborno, deposição e assassinato. Agora esse cartel está vendo ameaçada sua sobrevivência pelo fato de suas reservas minguarem para apenas 3% das reservas mundiais, contra 65% em poder das 8 "irmãs" estatais: Saudi Aramco (Arábia Saudita), INOC (Irã), Petrochina, Petronas (Malásia), Gazprom (Rússia – renacionalizada), Petrobrás, PDVSA (Venezuela) e Pemex (México). O Financial Times publicou matéria que prevê menos de 5 anos de vida ao cartel se a situação de suas reservas permanecer assim. Eles não vão aceitar esta morte facilmente.

Há, portanto, um lobby pesado pela manutenção do marco regulatório, que favorece muito os EUA e o cartel das irmãs. Ocorreram quatro audiências públicas e seminários no Senado Federal em 2008. Cada um com cerca de cinco mesas. Cada mesa com pelo menos dois lobistas. Estavam lá nomes como: João Carlos de Luca, presidente da Repsol (empresa espanhola adquirida pelo banco Santander - braço do Scotland National Bank Corporation, de capital Anglo-Saxão); David Zilberstajn - ex-diretor da ANP, que iniciou os leilões dotando os blocos de áreas 220 vezes maiores que os blocos licitados no Golfo do México; Eloi Fernandes, idem a Zilberstajn; Adriano Pires, lobista do Instituto Liberal, criado pela Shell para ajudar a derrubar o monopólio do petróleo; Jean Paul Prates, idem a Adriano. E muitos outros.

Nós enviamos uma carta ao Senado reclamando nossa participação como contraditório. Numa das audiências nos concederam cinco minutos para falar. O lobby é poderoso.

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Gabriel Brito é jornalista; Valéria Nader, economista, é editora do Correio da Cidadania.

Governador Serra, só com palavras não se criam empregos

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O governador José Serra assina artigo no jornal O Globo. Seu título é um verdadeiro ato falho: “Só com palavras não se criam empregos”.As palavras do governador, no artigo, fazem eco tardio ao concerto de críticas que começando pelo vice-presidente José Alencar e passando pelo Zé Dirceu, o PT, a FIESP, a CUT, a Força Sindical e até o presidente Lula, consideram a taxa de juros penalizadora para o país.
O que o artigo esquece é que essa taxa de juros, uma das mais elevadas do mundo, é uma das mais baixas taxa de juros reais dos últimos 14 anos no país.
Qual é a origem desta situação da Selic que penaliza tanto o investimento, o crédito e provoca tanta gritaria?
Por que José Serra não o explicita no seu artigo?
O motivo é o mecanismo introduzido e utilizado na implantação do Plano Real, sobrevalorizando o câmbio de 1995-1998 e financiando com altas taxas de juros reais de 20% ao ano, para a redução da taxa de inflação (com aumento da carga tributária, do endividamento e do deficit público, deixando o país quebrado em 2002).
Taxa de 20% de juros reais (e não um pouco mais de 8% como é hoje).
Mas a queda dos juros reais operada durante o governo Lula não se fez penalizando os trabalhadores com descontrole inflacionário. Ela não se fez esvaziando as reservas, que constituem pelo seu volume hoje, um forte baluarte para enfrentar a crise. Essa queda paulatina e responsável (o que não significa que em alguns momentos o BC não pudesse agir um pouco mais audaciosamente), não se fez em detrimento do emprego (em apenas um ano, em 2007, o governo Lula criou mais empregos com carteira assinada que nos 8 anos do governo do partido de Serra e do qual ele foi 8 anos ministro).
Em 2005, 2006 e 2007 o Brasil teve um crescimento médio do PIB de 4,1% e uma taxa média de inflação de 4,4%; Em 2007 crescemos 5,4%, com uma inflação de 4,5% e com um saldo em conta corrente ligeiramente positivo (0,1% do PIB). Em 2008 esse crescimento foi ainda vigoroso (ao cabo de mais de um ano do começo da crise nas principais economias do mundo).
Esta realidade, que deixa José Serra sem palavras, pois nada diz sobre o trabalho e o exito obtido pelo governo, foram destacadas assim no jornal Le Monde: “O FED deveria se inspirar no BC do Brasil”. Segundo o Le Monde, a alta taxa de juros no Brasil serviu durante muito tempo para bancar investimentos em uma economia de riscos. “Hoje já não é mais o caso”, diz. “A dívida externa do Brasil é inferior a 50% de seu Produto Interno Bruto, as contas correntes estão perto do equilíbrio e o déficit público é baixo, mesmo que os juros altos aumentem a dívida do governo”.
Por sua vez, o FMI destaca o crescimento “próximo dos 6%” nos últimos trimestres, impulsionado pela “intensa” demanda interna. “A pobreza e a desigualdade também diminuíram, resultado das sólidas políticas sociais”, avaliou o Fundo. “Além disso, um dos pilares da política macroeconômica do governo tem sido a ênfase das autoridades no crescimento mais elevado e sustentável, com o respaldo do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento].”
Sobre todos estes tópicos podemos aplicar a José Serra o próprio começo de seu artigo: “Nada mais fora do lugar, no mundo de hoje, do que o ar de paisagem em relação a economia real.” Hoje, José Serra decidiu sair da cara de paisagem que ostentou estes últimos anos, enquanto com duro trabalho o governo Lula transformava o Brasil de uma “economia de riscos” em um dos poucos países no mundo que resiste a uma recessão violenta.
Mas nas suas palavras não se encontra nenhuma analise das medidas tomadas pelo governo Lula para diminuir o impacto da crise, nem sequer em relação ao Estado do qual Serra é governador. Nada sobre a compra do banco Nossa Caixa, permitindo ao governador um auxilio em dinheiro para investimento. Nada sobre o dinheiro para o metrô, nem sobre a ampliação do direito ao endividamento outorgado pelo governo federal. Nem uma palavra sobre as linhas de crédito para a indústria automobilística, nem a desoneração impositiva para estimular o mercado.
Em todos estos atos o governo Lula agiu concretamente para preservar o emprego, enquanto José Serra utilizava suas palavras para copiar as propostas de Lula e oferecer um linha de credito (essa sim verbal, pois o banco Nossa Caixa passou para o BB uma semana depois) e, por outro lado, na contramão do incentivo ao gasto público para combater a crise, procedia ao contingenciamento do seu orçamento.
Sim, está hoje no jornal “No dia 8, o governador José Serra (PSDB) anunciou o maior contingenciamento dos Estados, R$ 1,57 bilhão. (…)1,3% do Orçamento paulista, de R$ 118,2 bilhões, foi atingido. Enquanto a arrecadação paulista subia, apesar da crise (…)” - O Estado SP “Para enfrentar crise, governadores já enxugaram Orçamento em R$ 5 bi” 25/1/2009.Last but not least, o artigo de José Serra demanda “aumentar a capacidade de endividamento dos Estados e municípios para investir”, ao mesmo tempo em que ele contingencia e se guarda de pedir a mudança da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que fixa essa capacidade de endividamento. Em relação ao Banco Central Serra exige do governo “levar (o BC) a atuar com mais responsabilidade”, mas se guarda de dizer que isto implicará no fim da autonomia operacional do Banco Central e um intervencionismo de canetada que faria o “risco-país” subir pelas paredes.
O artigo do governador Serra é prolixo em palavreio, mas de concreto para gerar emprego ele só comporta essas duas propostas: flexibilizar a LRF e ditar a taxa de juros ao BC. Uma verdadeira carta ao povo brasileiro, só que cheia de retórica e ocultamentos.
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Fonte: Blog Luis Favre

Pai da idéia da redução salarial ganha R$ 446 mil por mês na Vale

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Em meados de dezembro, para supostamente “enfrentar a crise econômica global”, o presidente da Vale, Roger Agnelli, saiu propondo “medidas de exceção”. Entre elas, “redução da jornada com redução de salário”.
O sr. Agnelli, guindado à presidência da Vale pelas mãos do Bradesco, é um daqueles executivos que vivem pontificando sobre a “excelência” das privatizações, rendem bênção ao “deus mercado” e, hipocritamente, vivem berrando contra os “altos” salários de vereadores, bedéis e demais servidores públicos.
A verdade, no entanto, é outra bem diferente. Quem recebe os tubos para parasitar o Estado e extorquir os trabalhadores, entre outras atividades nada edificantes, são exatamente os nababos que estão à frente de grandes conglomerados privados, todos eles candidatos a monopólios nativos.
Segundo dados de 2007, os dez maiores grupos brasileiros pagam anualmente aos seus principais executivos mais de R$ 736 milhões - convertendo-se o dólar por real, na cotação de R$ 1,777, de 31/12/2007. Só a Vale, do franciscano Agnelli, paga atualmente R$ 43 milhões aos seus oito diretores executivos, R$ 1,422 milhão a 11 conselheiros de administração e R$ 409.421 a quatro conselheiros fiscais. Em média, isso dá uma módica quantia por diretor de R$ 5,375 milhões anuais ou R$ 448 mil por mês. Cada conselheiro de administração embolsa R$ 129 mil anuais ou R$ 10.770 por mês. Já um conselheiro fiscal empalma R$ 102.355 anuais ou R$ 8.530 mensais.
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Fonte: CGTB
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domingo, 25 de janeiro de 2009

Médicos egípcios relatam "atrocidades" de Israel em Gaza

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Vários médicos egípcios que atenderam aos feridos no recente ataque israelense em Gaza denunciaram neste domingo no Cairo as "atrocidades" cometidas e o uso de armas proibidas por parte de Israel.Em entrevista coletiva na capital egípcia, os médicos explicaram o trabalho realizado em Gaza para amenizar a catástrofe humanitária e de saúde, que atribuíram ao uso de armas que violam as convenções internacionais.
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"Que tipo de armas utilizaram para causar tanta destruição humana?", questionou o cirurgião Amre Abdul Baky, que afirmou não ter visto "nada parecido" em toda a sua vida. "Tudo estava cheio de sangue e de vísceras", afirmou.

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Já o médico Ibrahim Elgeady denunciou o uso de bombas de fósforo, o que explicaria, para ele, a quantidade de corpos carbonizados que foram encontrados, entre eles os de muitas crianças.

Elgeady disse que, "em Gaza, dá a impressão de que houve um terremoto, mas sequer um terremoto poderia ter causado tanta destruição". Ele lamentou também o fato de a Faixa ter se "transformado em cinzas".

O anestesista Mohammed Othmam assegurou que a maioria das vítimas era formada por civis e criticou a falta de meios e espaço para operar nos hospitais de Gaza.

O especialista entrou na Faixa através da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, em 9 de janeiro, junto a um grupo de 11 médicos, que foi o primeiro a atravessar Gaza dos 61 facultativos enviados pela União de Médicos Árabes.

Os especialistas insistiram nas atrocidades que viram em Gaza, entre elas a amputação de membros, como foi o caso de uma criança que teve os dois braços removidos e que morreu dois dias depois da operação.

Também era comum, explicaram, encontrar corpos cheios de estilhaços, como o de um jovem que foi surpreendido pelos ataques israelenses quando brincava na escola e que acabou perdendo uma perna.

"Infelizmente, houve muitas pessoas a quem não pudemos salvar a vida", afirmou Elgeady. 

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Fonte: Terra

Eduardo Guimarães: Como vender Serra

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Um amigo que muito prezo pediu-me que escrevesse sobre como a mídia vende incessantemente o governador José Serra, receitando-o como remédio para, desde unha encravada até mau-olhado. Meu amigo leu um texto do Paulo Henrique Amorim falando do assunto e, pelo que deduzi, quis vê-lo (o assunto) sendo analisado sob a minha ótica.

Respondi que não tenho feito outra coisa além de exemplificar o que a mídia tem sido capaz de fazer para encher a bola do governador paulista, mas meu amigo insistiu e exemplificou o que queria que eu analisasse, especificamente.

Li o texto de Amorim. Ele escreveu que os jornais e tevês de Serra vendem que o Brasil acabou pela crise e que o tucano é que o reconstruirá. Trata-se de um texto divertido, bem ao estilo desse jornalista. Vale a pena ler.

Mas não tenho a veia cômica de Amorim. E, além disso, começo a achar que o mais importante nem é o que Folhas e Globos são capazes de fazer para ajudar o tucano a se eleger presidente em 2010 – e que sabemos que é muito –, mas como esses veículos podem fazer para convencer alguém a seguir seu conselho eleitoral.

Tomo a mim mesmo como exemplo: se alguém me mostrasse alguma evidência de que Serra seria um bom sucessor para Lula, à altura de sua obra – a qual eu, como a maioria absoluta dos brasileiros, considero digna de nota –, certamente que o tucano teria o meu voto.

O grande problema é que a venda incessante de Serra como uma espécie de elixir para a felicidade eterna do eleitorado, até agora, por mais que essa venda diga como ele é competente para resolver isto ou aquilo, não me disse como ele faria melhor do que Lula, por exemplo, para mitigar os males advindos do cataclismo econômico em curso no planeta.

Um bom começo para a mídia parar de anunciar seu produto e tentar fechar a venda – e digo isso como vendedor, só que de autopeças – seria explicar como funciona esse aparato magnífico que seria José Serra. Como ele funcionaria para impedir que empregos escoassem pelo ralo? Será possível que me diriam que ele teria reduzido a Selic antes de Lula?

Há muito que dizer sobre o que a mídia é capaz de fazer para eleger o governador de São Paulo, mas não há nada a dizer sobre o que ela é capaz de mostrar sobre como o tucano poderia melhorar o que Lula fez ou o que faria quem o presidente indicasse para sucedê-lo.

Serra é um produto muito consumido em São Paulo e São Paulo é muito importante, mas o Brasil é bem maior e mais importante do que São Paulo. E em muitas regiões do país, regiões que têm suas vozes sempre abafadas pela barulhenta mídia do eixo São Paulo-Rio, essa tragédia que a mídia diz que está acontecendo por culpa de Lula é vista como uma marolinha, comparada ao que acontece no resto do mundo.

Os meios de comunicação têm sido capazes de fazer praticamente tudo, até o momento, para tentar eleger esse homem. Não têm sido capazes, porém, de fazer o principal: dar um único motivo inteligente e prático para alguém querer votar nele. Um motivo que convença mesmo essas pessoas que a mídia julga idiotas, mas que são muito mais espertas do que ela pensa.
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Fonte: Eduardo Guimarães - Blog Cidadania.com
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Opinião PIG 2010: "A única chance que ele tem é essa, utilizar-se das propagandas e meios de comunicação para tentar fazer uma lavagem cerebral na população."

Delito de opinião

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O maestro John Neschling tinha contrato até 2010. O seu salário foi estabelecido de comum acordo com os que o demitiram agora. Ou seja, a demissão não está motivada pelo salário, como justificam alguns. Até porque a ruptura de contrato (Serra é aficionado em romper contratos) vai provocar seguramente indenizações com custo superior, sem falar no salário de outro maestro de renome.

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A carta de FHC é clara quando justifica a abrupta demissão por causa de declarações de Neschling, ou seja trata-se bem de delito de opinião. Se nas suas entrevistas Neschling tivesse falado bem do processo de escolha do seu substituto, não teria sido demitido. Se tivesse falado bem do governador Serra, continuaria no cargo. Ele deu sua opinião e provocou a revanche dos atingidos pela crítica. Delito de opinião mesmo.

Alguns comentários criticam o temperamento do maestro e outros não gostam do seu jeito de dirigir. Temperamentos caracteriais não são raros no meio artístico, particularmente entre regentes. Karajan tinha reputação de ditatorial e Toscanini também. Bernstein era um doce. Não estou comparando Neschling com esses gênios, estou simplesmente constatando um fato.

A OSESP ganhou renome internacional sob a direção de John Neschling. O maestro e a orquestra serviam ao ufanismo tucano, como se fossem eles os que regiam, mas viraram intolerantes quando foram questionados abertamente pelo regente.

Não estou defendendo o temperamento de Neschling, não estou reivindicando sua direção musical, nem justificando remunerações. A demissão do maestro é por ter aberto a boca e criticado publicamente a condução de FHC, os caprichos de Serra e as escolhas de João Sayad. Direito dele que deveria ser defendido mesmo pelos que discordam de sua maneira de reger, seu temperamento e seu salário.

Luis Nassif tinha contrato com a TV Cultura, o contrato expirou e não foi renovado. Nassif tinha virado desafeto de José Serra. Salomão Schwartzman, crítico contumaz de Lula, tinha contrato com a Rádio Cultura e seu programa uma importante audiência. Salomão teve que levar sua voz para outras emissoras. Na TV Gazeta, na TV Cultura e na Rádio, o controle passou a ser cada vez maior e ninguém apita contra o governador do Estado. Se ele dá ordem até nas redações de jornais independentes, imaginem nas que estão sob seu controle via o governo do Estado de São Paulo?

Esqueci, a mídia anda dizendo que José Serra virou um unificador, um pacificador e até um serrinha paz e amor. Neschling que o diga. 

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Fonte: Blog do Favre

Opinião PIG 2010: "A blindagem da mídia transforma a besta em um anjinho."

Cadê o uniforme?

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Os alunos da rede municipal de ensino vão começar as aulas sem uniforme novo. Os kits não ficarão prontos a tempo, segundo informações da Secretaria Municipal da Educação do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Isso já aconteceu em 2007 e 2008.

É uma má notícia para os alunos, que deveriam receber também esse estímulo para começar o ano escolar -além de escolas em boas condições e professores bem remunerados.

Infelizmente, a secretaria não considera que a demora seja um problema. Promete o uniforme apenas para março. Segundo o órgão, apenas dez dias separam o início das aulas -em 11 de fevereiro- do Carnaval, o que faz a maioria dos alunos começarem a frequentar as escolas após as festas.

É compreensível que essa operação seja difícil para a prefeitura. A rede municipal tem hoje mais de um milhão de alunos, distribuídos em 2.263 escolas.

Mas a cidade mais rica do país poderia dar o exemplo. Se a própria escola não cumpre com suas obrigações, como vai exigir dos alunos que tenham bom desempenho? Material completo no primeiro dia também poderia estimular os alunos a não faltarem logo no começo do ano letivo.

E essa não é a única dúvida na volta às aulas. Como o Agora noticiou ontem, os 100 mil alunos que dependem do transporte escolar gratuito podem ficar sem o serviço nos primeiros dias, já que a prefeitura ainda não efetuou o pagamento de 15 de dezembro aos motoristas. Pais e estudantes aguardam melhores notícias.

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Fonte: Jornal Agora
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Opinião PIG 2010: "Desde que a gestão demo-tucana assumiu a prefeitura, eles questionaram esse programa. No inicio surgiu a ideia das crianças andarem estampadas com anúncios publicitários nas costas, verdadeiros outdoors ambulantes, a ideia não vingou, agora o pouco caso. Não me surpreenderia se mais dia menos dia eles acabarem com o uniforme. Isso é que é eficiência administrativa."

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O céu do Serra não tinha alvará para funcionar na terra

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“O céu desabou”, disse Serra ao lado de Kassab, sobre desabamento da igreja Renascer. Parece que o céu do demotucano estava irregular aqui na terra.O MP-SP (Ministério Público de São Paulo), que está conduzindo a investigação sobre o desabamento da Igreja Renascer, informou que os depoimentos ouvidos nesta quinta-feira (22/1) mostram que o templo funcionou sem alvará da Prefeitura durante um total de 11 anos.Perguntamos ao Serra: De quem é a culpa do "céu ter desabado?" e matado 9 pessoas?.E a história se repete: Os comparsas estão livrando a cara dos peixes graúdos.
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Fonte: Blog amigos do Presidente Lula
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Opinião PIG 2010: "Detalhe, porque o CREA, está tão interessado em encontrar culpados, não vi o mesmo apetite do conselho em relação as empreiteiras do consórcio via amarela no caso da cratera do Metrô. Pessoal vamos ser coerentes e deixar de lado os dois pesos duas medidas."

Jeito tucana de ser

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“Pode chamar de AeroYeda”, diz governadora
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A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), se defendeu ontem dos críticos de sua ideia de comprar um jato avaliado no mercado em até US$ 26 milhões para suas viagens pelo país.“Podem chamar [o novo avião] de AeroYeda, de Queen Air, do que quiserem”, disse Yeda, em entrevista à Rádio Gaúcha.
O avião presidencial de Lula, adquirido em 2004 ao custo de US$ 56 milhões, ganhou o apelido de AeroLula. A governadora justificou a compra do novo avião porque, segundo ela, já perdeu “várias reuniões” por conta da precariedade de seu jatinho atual.


Comentário do Nassif


O deslumbramento é veneno na veia. Matou Fernando Collor e os alagoanos, foi o principal fator de desgaste do PT, nos primeiros anos do governo Lula. Mas não há nada no mundo político nacional que se equipare à governadora gaúcha.
Quando Ministra do Planejamento, no governo Itamar, atropelava diariamente o Ministro da Fazenda Paulo Haddad, com declarações sobre a economia. Escrevi uma coluna falando de seus maus modos políticos.
Ela me telefonou e soltou uma frase que entrou para a relação dos grandes clãssicos:
- Que culpa eu tenho de ser alta, bonita e inteligente?
Nenhuma, governadora, nenhuma. A culpa é toda nossa.

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Fonte: Blog do Nassif

Serra quer mais $$$$ e o povão é que sifu!!!

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O grupo que oferecer o maior valor de outorga será considerado o vencedor
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O governo de São Paulo alterou as regras para a licitação do Trem Expresso Guarulhos, de acordo com informações do decreto da Secretaria de Transportes Metropolitanos, publicado nesta quarta(21), no Diário Oficial do Estado de São Paulo. A partir da mudança, o grupo participante da licitação que oferecer o maior valor de outorga ao governo será considerado o vencedor da disputa.
Antes da modificação das regras, a empresa que apresentasse menor tarifa para o serviço do Trem Expresso – que ligará o centro de São Paulo ao Aeroporto Internacional de Cumbica – ganharia os direitos sobre o projeto. De acordo com a nova publicação, as alterações foram sugeridas pelo Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização em agosto de 2008.
O projeto também prevê o pagamento de uma outorga de 1% sobre a receita bruta tarifária devido ao gerenciamento e fiscalização do contrato de concessão, que terá duração de 35 anos. O decreto não informa a data de publicação do edital da concorrência.
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Fonte: Diário de Guarulhos
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Opinião PIG 2010: "Na contra mão do que o governo Lula faz, onde se prioriza o menor preço para o pedágio nas estradas federais, o Sr. Serra me vem com essa. No final das contas quem vai pagar o pato é a população, desde criancinha ouço falar desse trem expresso para o aeroporto de Guarulhos, alias, é uma das maiores reinvindicações da população de guarulhos em relação ao governo estadual. Pois bem passam-se longos anos do tucanato e nada, me parece até que é vingança, vocês, povo guarulhense elegem prefeitos do PT, agora vão sentir a ira do governo tucano. Lembrando que quando houve o acidente da TAM em congonhas, o Governador SERRA anunciou a construção do expresso. Mais uma promessa! Mais uma promessa!"

Dia de tristeza para Gilmar Mendes - Governo Lula bloqueia US$ 2 bi em contas de Daniel Dantas no no exterior

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O Ministério da Justiça conseguiu o bloqueio de mais de US$ 2 bilhões (R$ 4,5 bilhões) em contas bancárias mantidas no exterior e relacionadas à Operação Satiagraha. Desse montante, cerca de U$ 500 milhões resultam de cooperação do governo americano. Trata-se do maior bloqueio de recursos suspeitos da história do Brasil.O bloqueio foi determinado por ordem judicial expedida em Cooperação Jurídica Internacional. A ação foi coordenada pela Secretaria Nacional de Justiça com a participação do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), da Justiça Federal e da Polícia Federal.Por enquanto, o Ministério da Justiça não vai divulgar o local do bloqueio e os nomes dos titulares das contas, por causa do compromisso assumido com os países cooperantes e para não atrapalhar as investigações subsequentes.(Com Agência Brasil)
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Fonte: Blog amigos do Presidente Lula
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Opinião PIG 2010: "Peço a Deus todos os dias para que os resultados da Operação Satiagraha venham logo a tona. Nosso colega Protógenes está comendo o pão que o diabo amassou por ser honesto. Nós como pais e cidadãos brasileiros temos que torcer pela justiça, o Brasil está precisando e muito de referenciais de idoneidade."

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

PCC do PSDB está de volta

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Enquanto o governador de S.Paulo José Serra critica o governo federal em comícios apoiado pela imprensa, em Campinas, a terceira cidade mais populosa do estado de São Paulo, o PCC nascido dentro do governo do PSDB, age livremente.A RAC (Rede Anhanguera de Comunicação) foi alvo de criminosos que atiraram uma granada contra um edifício do grupo na Vila Industrial, em Campinas (93 km de São Paulo), na noite desta quarta-feira. O explosivo caiu do lado de fora, na calçada, e não explodiu.De acordo com a polícia, o atentado pode estar ligado a uma reportagem publicada no jornal "Correio Popular" --um dos maiores jornais do interior de São Paulo-- na qual o jornal traça o perfil de um preso com ligações com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Além de editar o "Correio Popular", a RAC edita ainda os jornais "Diário do Povo' e "Notícias Já". A RAC também tem o portal de notícias na internet "Cosmo".Outros casos do PCC neste mês de janeiroNo inicio do mês, a organização de criminosos do Primeiro Comando da Capital (PCC), ateou fogo em um ônibus em S.Paulo. O Secretário da Segurança Pública do governador José Serra, Ronaldo Marzagão, disse em entrevista a imprensa que, “o ato havia sido cometido por motoristas e cobradores durante uma manifestção”No dia 11 também deste mês,o PCC liderou um arrastão em um condomínio de casas de luxo na capital paulista .De acordo com a polícia, a ação foi executada por 30 assaltantes.No outro arrastão registrado na mesma madrugada, dez ladrões invadiram um prédio no jardins, bairro nobre de S.Paulo.A imprensa, partido político aliado do governador José Serra, evita usar a palavra PCC. Governador e secretário de segurança pública do Estado, não são procurados para falar sobre o caso.
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Fonte: Blog amigos do Presidente Lula
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Opinião PIG 2010: "Tá na cara que nada mudou na politica de segurança publica do tucanato, há anos é a mesma coisa, o povo sabe disso, nas ruas todo mundo tem medo. Infelizmente a blindagem da imprensa sobre o caso vai levar a mais incidentes futuros, é o famoso barril de pólvora, e está prestes a explodir."

Maestro John Neschling é demitido da Osesp

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O maestro John Neschling foi demitido hoje da Osesp, a Or­questra Sinfônica do Estado de São Paulo.
No ano passado, de­pois de intensa pressão do gover­nador José Serra, que queria tirá-lo do cargo, Neschling comunicou ao conselho da Fundação Osesp que não renovaria seu con­trato. Na ocasião, no entanto, fi­cou combinado que o maestro permaneceria à frente da Osesp até o fim de 2010, como previa seu contrato.
A situação, no entanto, ficou insustentável. Neschling, que chegou a chamar Serra de “meni­no mimado” e “autoritário” logo no começo do governo, conti­nuou a dar entrevistas espina­frando com o governador e com o secretário da Cultura, João Sayad, mesmo depois de ter sua saída definida. A gota d’água foram as críticas que ele vinha fazendo publicamente à decisão do conselho de formar um comitê para a escolha de seu sucessor.
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Fonte: Monica Bergamo - Folha
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Opinião PIG 2010: "O que eu e você temos a ver com isso? Nada, bem que eu gostaria de presenciar a orquestra na Sala SP, afinal foi feita para o povo e com recursos do povo, mas nós sabemos que as entradas são bem caras. O que fica demonstrada mais uma vez é a TRUCULÊNCIA do Sr. Serra, quem ousa fazer uma critica ao governador acaba por experimentar um remédinho bem amargo, dentro das instituições públicas funciona desta forma, manda quem pode e obedece quem tem juízo. Espero e fico na torcida de que o Maestro consiga um emprego bem melhor ai fora, capacidade para isto ele tem."

Kassab faz pouco caso com programa social da Marta

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100 mil alunos podem ficar sem peruas


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Muitos condutores não receberam pagamento de dezembro; Prefeitura promete regularização
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O Transporte Escolar Gratuito (TEG), programa da Prefeitura que leva cerca de 100 mil alunos a escolas municipais, pode ficar comprometido na volta às aulas deste ano. Pelo menos 1.600 dos 1.900 condutores de vans que prestam serviço para o município ainda não receberam o pagamento referente a dezembro.
O valor total do contrato gira em torno de R$ 100 milhões. Os repasses individuais, em média entre R$ 5 mil e R$ 6 mil por mês, deveriam ter sido depositados no dia 15. A Secretaria Municipal dos Transportes (SMT) prometeu ontem, no começo da noite, regularizar o atraso a partir de hoje.“Não nos dão nenhuma previsão de acerto e nossas contas já venceram. Não temos nem como pagar as 1.600 monitoras que nos auxiliam no embarque dos alunos. Por que eles não se programaram se prestamos o serviço há seis anos?”, questiona o condutor Mário Sbardela. Ontem, representantes de todas as regiões da capital se reuniram na Câmara Municipal para organizar um protesto na sede da Prefeitura, caso a promessa não seja cumprida.“Vamos levar as mães e estacionar todas as nossas peruas em frente à porta”, promete Marcos da Silva Coelho, de 38 anos. Caso a manifestação não surta efeito eles cogitam até paralisar as atividades no início das aulas, o que deve ocorrer entre os dias 7 e 11 na rede pública municipal.
Segundo o grupo, por exigência de contrato, a Prefeitura só faz o repasse mensal se os veículos estiverem com todas as vistorias e manutenções em dia, além dos impostos pagos. E, de acordo com os motoristas, qualquer irregularidade é motivo para a administração recolher as vans das ruas.“Como querem que deixemos tudo pronto para a volta às aulas se não temos dinheiro para nada?”, pergunta Josivan José de Oliveira, de 31 anos. Ele paga R$ 2,6 mil em 60 prestações da van comprada no ano passado, quando a Prefeitura anunciou abertura de nova licitação a condutores que quisessem explorar o serviço. “Quem tivesse carro zero já sairia com mais pontos”, justifica.
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Kassab faz um esforço fenomenal para atender a população de baixa renda.
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O certame não ocorreu porque foi contestado judicialmente. “São mais R$ 1,9 mil de IPVA e R$ 82 por vistoria. Seis ao todo no ano. Fora o seguro do carro, de R$ 400, e o seguro obrigatório para as crianças, no valor de R$ 870”, enumera o motorista, com um envelope cheio de contas para pagar. A Secretaria Municipal de Transportes informou, por meio de nota oficial, que até ontem à tarde o sistema da Secretaria de Finanças estava fechado e não era possível fazer nenhuma transferência de recursos.
Segundo a Pasta,os pagamentos começarão a ser feitos hoje. “Como são 1.640 prestadores de serviço, talvez não seja possível concluir todas as transferências”, afirmou a assessoria. REIVINDICAÇÕES
Os condutores de vans escolares autônomos que prestam serviços para a Prefeitura da capital transportando alunos da redepública reivindicam o pagamento atrasado do mês de dezembro Eles deveriam ter sido pagos pela Prefeitura no último dia 15Em média, cada um tem a receber entre R$ 5 mil a R$ 6 mil
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Fonte: Jornal da Tarde
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Sabesp e o fator 2010

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É importante prestar atenção no que está acontecendo com a Sabesp.
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O presidente Gesner de Oliveira é uma espécie de operador do PSDB, incumbido de ações mais sofisticadas. Ele foi encarregado de articular, no CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico), a aprovação da fusão Brahma-Antárctica, um dos mais obscursos episódios da história do direito econômico brasileiro.
Aliás, quem puder trazer o parecer dele, como presidente do CADE, avalizando a fusão, ajudaria a entender um pouco a maneira como ocorreu o processo político de concentração empresarial no país.
Coube a ele investir em uma campanha publicitária nacional milionária, para uma empresa com atuação estadual. Houve uma piora em todos os indicadores de resultados da empresa, no último balanço. Além de contratos jurídicos e de prestação de serviço de valor elevado.
Agora, ele está ameaçado de prisão por falta de providências na melhoria do saneamento em Guarujá.
Pode ser uma sucessão infeliz de episódios, que não comprometa a empresa definitivamente. Pode ser uma processo de degradação mais grave.A Sabesp tem um corpo profissional de alto nível. Tomara que consigam resistir a esse processo.

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Fonte: Luis Nassif Online

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Opinião PIG 2010: "Trabalhei na Sabesp em 2001, me pareceu uma empresa bastante organizada, e que na época não sofria tanto com questões politicas. Seu quadro técnico na época já estava sofrendo graves transformações, transformações estas que todas empresas estaduais sofreram, onde houve grande quantidade de serviços terceirizados, demissão de funcionários que não conseguiram se reenquadrar nesse contexto. O que mais choca nesse universo de milhões gastos com a mídia, é que quando o quadro técnico dessas empresas reinvindica um aumento salarial digno, logo lhe é negado."