
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Kassab corta R$ 1 bilhão da educação

Ministro acusa Mendes de destruir a credibilidade da Justiça
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o ministro Joaquim Barbosa bateram boca em sessão plenária durante um julgamento nesta quarta-feira (22). O ministro Joaquim Barbosa acusou o presidente do STF de estar ''destruindo a credibilidade da Justiça brasileira''.
Durante uma discussão na sessão de hoje (22) do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Joaquim Barbosa criticou o presidente do STF, Gilmar Mendes, responsabilizando-o por supostamente contribuir para uma imagem negativa do Poder Judiciário perante a população.
O bate-boca ficou mais ríspido quando Mendes reagiu à discordância de Barbosa com o encaminhamento dado a uma matéria. Os ministros analisavam recursos contra duas leis julgadas inconstitucionais pelo STF. Uma, tratava da criação de um sistema de seguridade do estado do Paraná, e outra, da permanência de processos de autoridades no tribunal, ainda que os réus perdessem cargos políticos.
“Vossa excelência não tem condições de dar lição a ninguém”, afirmou Mendes.
Barbosa respondeu: “Vossa excelência me respeite, vossa excelência não tem condição alguma. Vossa excelência está destruindo a Justiça desse país e vem agora dar lição de moral em mim? Saia à rua, ministro Gilmar. Saia à rua, faça o que eu faço”.
A discussão entre os ministros foi gravada pela TV Justiça e está disponível na internet.
O ministro Ayres Britto tentou colocar panos quentes na discussão, ao lembrar que já havia pedido vista da matéria. Mas não conseguiu.
Quando Mendes respondeu a Barbosa, dizendo que já estava na rua, ouviu do colega o seguinte: “Vossa excelência [Gilmar Mendes] não está na rua não, vossa excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. É isso. Vossa excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite”.
Após novas trocas de acusações, o Ministro Marco Aurélio sugeriu que a sessão fosse encerrada e foi atendido por Mendes. Em seguida, o presidente do STF e alguns ministros iniciaram uma reunião fechada em seu gabinete.
Reputação ruim
Não é a primeira vez que Gilmar Mendes é confrontado por colegas do juidiciário.
No início deste mês, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, disse que o Ministério Público, órgão do qual é chefe, exerce muito bem a atividade de controlar eventuais excessos cometidos por policiais. A afirmação foi em resposta a uma provocação feita um dia antes pelo presidente do STF, que chamou de ''lítero-poético-recreativo'' o controle externo exercido pelo Ministério Público.
''Quem avalia o Ministério Público é a sociedade e ela avalia bem, de modo que ironia, retórica em nada desqualifica o trabalho do Ministério Público'', disse o procurador-geral.
Antonio Fernando aproveitou para provocar Gilmar, dizendo que o Judiciário deve cumprir apenas as tarefas que lhe são atribuídas: ''Ao Judiciário deve ficar reservada a questão de julgar com imparcialidade. Se o Judiciário desempenhar bem a sua função, já presta à sociedade um relevante serviço'', disse.
Naquele ano, o renomado jurista Dalmo Dallari, advogado e professor de Direito na Universidade de São Paulo (USP), publicou um artigo na Folha de São Paulo criticando duramente a indicação de Gilmar Mendes.
No esforço anticrise, governo não para
Exigência: aplicação em saneamento e habitação
O financiamento terá um ano de carência e as operações fechadas no fim de 2009, só começarão a ser pagas em 2011. O governo estabeleceu, ainda, a exigência de que o dinheiro seja usado exclusivamente para investimentos ou refinanciamento de dívidas.
Os cinco Estados que mais receberão recursos (BA, CE, MA, PE e PA), ficarão com R$ 1,478 bilhão (36,9% do total). O critério é o de repasse do FPE, o que justifica essas transferências mais altas a Estados de regiões mais pobres.
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Fonte> Blog do Zé Dirceu
Lula está construindo um gigante regional único, diz 'Newsweek'
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domingo, 19 de abril de 2009
Governo “tungano” privatiza no metrô. São Paulo, trabalhando para você
O Conversa Afiada recebeu este e-mail de amigo navegante que não pode se identificar:
Caro PHA, sou metroviário e como tal vivo a angústia de trabalhar sob este desgoverno tucano. Na lógica privatista e terceirizadora dos tunganos, agora em 22/04 haverá audiência pública no Instituto de Engenharia (Av. Dante Pazzanese, 120, Vila Mariana) para entrega das bilheterias do Metrô, CPTM, EMTU e Sptrans à iniciativa privada. É engraçado que nos dois últimos anos todas bilheterias do Metrô foram blindadas. Antes, tínhamos que conviver com constantes assaltos e nada era feito. Agora, tudo é arrumado para ser entregue aos “amigos” da iniciativa privada. Milhares de empregos estão em risco. Acho estranho, ainda, que a Sptrans esteja na jogada, já que ela é responsabilidade do governo municipal. Solicito que nada que possa me identificar seja publicado, porque, como disse o engenheiro acima, o Zé Pedágio é vingativo e tem um cão de guarda muito bravo (que adora demitir funcionários arbitrariamente), que é o secretário dos transportes metropolitanos, sr. Luiz Carlos Portella.
Cimento, cocaína e um colunista ensandecido

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Na edição corrente de Veja (nº 2108, com data de capa de 15/04/2009), Mainardi volta a citar o presidente da República no título de sua coluna, reproduzida ao final deste artigo. "O Lula shakespeariano" poderia ser apenas um texto cômico, uma piada meio sem graça, dessas que nem todo mundo entende. Talvez a melhor coisa seja não levar a sério o que diz o colunista, como se faz com as brincadeiras às vezes bem agressivas dos palhaços de circo. Em certos casos, porém, vale a pena entrar no jogo de Mainardi - por trás das ironias e das palavras bem escolhidas está uma ideologia consumida pelos milhões de brasileiros que assinam ou compram Veja nas bancas.
No texto em questão, a ironia de Mainardi é dirigida ao corte do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em alguns produtos, em especial o cimento, que o jornalista considerou pequeno. Tal ironia pode ser compreendida na comparação feita entre a medida tomada por Lula em relação ao IPI e o esforço de Barack Obama para recuperar a economia dos Estados Unidos - segundo Diogo Mainardi, o presidente norte-americano "está aumentando o déficit público, num prazo de dez anos, em cerca de 6 500 000 000 000 de dólares (com todos os zeros)", ao passo que Lula teria conseguido reduzir "o custo do saco de 25 quilos de cimento em cerca de 40 centavos (com todos os zeros)".
Até aqui, nenhum problema, certos analistas econômicos meio chinfrins que se lêem por aí devem até concordar com a mui justa comparação de Mainardi. IPI brasileiro e déficit público americano, tudo a ver. Mas vamos em frente.
O que vem na sequência de tão estapafúrdia comparação é que realmente choca no texto de Mainardi: "No Brasil, ao contrário, o corte do IPI do cimento ajudará, indiretamente, uma indústria próspera: a do comércio de drogas. Em primeiro lugar, estimulando o crescimento das favelas. Encasteladas nos morros, elas correspondem, para os traficantes, às fortalezas medievais: Comando Vermelho e William Shakespeare. Em segundo lugar, subsidiando a cocaína. Algumas semanas atrás, o Globo mostrou que os traficantes da Rocinha (o rei do tráfico - o Henrique IV da Rocinha - é conhecido como Nem) misturam cimento à cocaína. O que fez o governo? Zerou o IPI da cocaína por três meses, garantindo uma economia de 40 centavos a cada 25 quilos. Isso sim é uma medida anticíclica", escreveu o colunista de Veja.
Favelado é traficante
É muito raro ver tanto preconceito junto em um só parágrafo. Na verdade, é realmente incrível que tamanha sandice tenha sido publicada. Sim, trata-se de um texto humorístico e no humor vale qualquer coisa, mas o que vai acima não chega a ter muita graça, lembra as piores e mais infames piadas racistas. Em menos de dez linhas, Mainardi reforça as idéias de que quem mora na favela é traficante, de que é preciso conter o crescimento das favelas e o de que o problema do tráfico de droga está no traficante, e não na sociedade. Tudo isto para não falar da risível acusação ao governo Lula, qual seja a de subsidiar o tráfico por meio da redução de impostos para... cimento. Aí realmente não dá nem para levar a sério, é apenas uma piada nonsense.
Analisando um pouco mais a fundo, estão presentes no texto de Mainardi alguns dos chavões que a classe média brasileira mais gosta, porque jogam no colo do governo problemas sociais bastante complexos e de difícil solução - a questão da droga e da favelização dos grandes centros urbanos. Diogo Mainardi reforça sutilmente a idéia de que a solução é "jogar uma bomba nos morros e acabar com os favelados", tão presente no discurso nem sempre tão envergonhado de certa classe média ultradireitista. Também com a mesma "sutileza" o colunista procura vincular o presidente Lula aos dois pólos negativos de seu texto - drogas e favelas -, apresentando-o como um aliado dos traficantes e dos pobres habitantes dos morros. Assim, fecha-se o círculo: ideal mesmo seria "jogar uma bomba nos morros com o Lula e toda a sua corja lá dentro" - mata-se os traficantes e de quebra devolve-se o país ao governo dos homens bons.
Mainardi gosta de fazer graça e há quem ria das suas brincadeiras, mesmo sem entender direito o que conduz o tipo de humor que o colunista é (bem) pago para fazer. A liberdade de expressão evidentemente comporta este tipo de texto, como suportava, em priscas eras, os editoriais ("Basta!" e "Fora!", no Correio da Manhã) que pediam exatamente o que Diogo Mainardi já pediu em 2005: a derrubada de um governo – constitucionalmente eleito, diga-se de passagem. Se é para rir, melhor pelo menos entender a piada.
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Fonte: Correio da Cidadania
sábado, 18 de abril de 2009
Legalizando os gastos a posteriori

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Do Estadão
PSDB busca aval a publicidade da gestão Serra fora de SP
Emenda de deputada tucana altera regras e permite ampliar propaganda estadual para todo o País
Clarissa Oliveira e Julia Duailibi
Uma proposta de emenda à Constituição estadual que altera as regras para gastos do governo com publicidade voltou a ser discutida esta semana na Assembleia Legislativa paulista, mais de um ano depois de ter ido parar na gaveta. O projeto, apresentado inicialmente em 2008 pela deputada Célia Leão (PSDB), poderá dar ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o direito de realizar propaganda do Estado em todo o País, a título de promoção das atrações turísticas paulistas.
O assunto, levantado na quarta-feira pela deputada em reunião do colégio de líderes da Assembleia, despertou reações na bancada petista antes mesmo de entrar na pauta de votação. Apesar de afirmarem ser favoráveis à propaganda em outros Estados para atrair turistas, deputados do PT dizem ver viés eleitoral na iniciativa da parlamentar, a um ano e meio das eleições de 2010.
Atualmente, a Constituição do Estado veda qualquer tipo de propaganda do governo fora do território paulista - a única exceção se aplica a “empresas que enfrentam concorrência de mercado”. Enquadram-se nesse caso a Sabesp e, até então, a Nossa Caixa, vendida no ano passado ao Banco do Brasil. Ao propor a alteração do artigo 115 da Carta paulista, Célia Leão pretende incluir na lista de exceções a “divulgação destinada a promover o turismo estadual”.
Comentário
Daí a história do Gesner de Oliveira, presidente da Sabesp e operador do PSDB, de que a Sabesp estava entrando no mercado de consultorias de saneamento em outros estados. Como se consultoria de saneamento - que tem como cliente potencial apenas as empresas de saneamento locais (na maioria dos casos, apenas uma estadual) - demandasse campanha em rede nacional.
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Fonte: Nassif Online
